<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Velha Margem &#187; Bush</title>
	<atom:link href="http://anivelde.org/velhamargem/tag/bush/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://anivelde.org/velhamargem</link>
	<description>Quinquilharias, cinema e, às vezes, futebol</description>
	<lastBuildDate>Thu, 28 Jan 2010 23:23:47 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>George W. Bush era um goonie</title>
		<link>http://anivelde.org/velhamargem/2009/04/24/george-w-bush-era-um-goonie.htm</link>
		<comments>http://anivelde.org/velhamargem/2009/04/24/george-w-bush-era-um-goonie.htm#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 17:43:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Matheus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Brolin]]></category>
		<category><![CDATA[Bush]]></category>
		<category><![CDATA[Goonies]]></category>
		<category><![CDATA[Milk]]></category>
		<category><![CDATA[W.]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://anivelde.org/velhamargem/?p=144</guid>
		<description><![CDATA[
 
O tempo passa, e deixa a gente parecido até com os melhores canalhas.


Para quem não se lembra, Josh Brolin, ator que interpreta George W. Bush no filme de Oliver Stone que estreia hoje no Brasil  é nada mais nada menos do que o Brad, irmão mais velho, careta e sonso do clássico &#8221;Os Goonies&#8221; (1985), de  Richard Donner. 


Vê só:
 
 
 
 

 
 
Em 2008, Brolin estourou com os filmes &#8221;Onde os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" src="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SKwabk5YPjI/AAAAAAAACzM/MzmwpQ4WxzU/s400/w_06.jpg" alt="" width="284" height="400" /></p>
<div dir="ltr"><span style="font-size: x-small; color: #000000; font-family: Tahoma;"><span style="font-size: small;"> </span></span></div>
<div><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;">O tempo passa, e deixa a gente parecido até com os melhores canalhas.</span></span></div>
<div></div>
<div></div>
<div><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;">Para quem não se lembra, Josh Brolin, ator que interpreta George W. Bush no filme de Oliver Stone que estreia hoje no Brasil  é nada mais nada menos do que o Brad, irmão mais velho, careta e sonso do clássico &#8221;Os Goonies&#8221; (1985), de  Richard Donner. </span></span></div>
<div></div>
<div></div>
<div><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;">Vê só:</span></span></div>
<div><span style="font-size: small;"> </span></div>
<div><span style="font-size: small;"> </span></div>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: small;"><img class="aligncenter" src="http://www.punkasspunk.com/goonies/joshbrolin1.jpg" alt="" width="300" height="300" /></span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: small;">Em 2008, Brolin estourou com os filmes &#8221;Onde os fracos não têm vez&#8221;, vencedor do Oscar daquele ano, quando fez um caipira fujão que encontra uma mala de dinheiro e passa o resto da história com o Javier Bardem em sua cola, e &#8221;O Gângster&#8221; - era aquele policial corrupto com área demarcada no Bronx.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: small;"><br />
</span></p>
<div><span style="font-size: x-small; color: #000000; font-family: Tahoma;"><span style="font-size: small;"><img class="aligncenter" src="http://imgs.sfgate.com/c/pictures/2008/11/25/dd-milk25_brolin_0499380689.jpg" alt="" width="580" height="432" /></span></span></div>
<div></div>
<div></div>
<div><span style="font-size: x-small; color: #000000; font-family: Tahoma;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small; color: #000000; font-family: Tahoma;"><span style="font-size: small;">Mas, como disse o meu amigo Felipe Bächtold, gooniemaníaco assumido, dá a impressão de que ele passou 15 anos desaparecido; agora, o cara está em todos os melhores filmes em cartaz, como o &#8220;Milk&#8221;, filme pelo qual concorreu ao Oscar de melhor ator coadjuvante ao interpretar o vereador Dan White (da foto acima).</span></span></span></span></div>
<p><span style="font-size: x-small; color: #000000; font-family: Tahoma;"><span style="font-size: small;">Em tempo: &#8220;Goonies&#8221; foi, de longe, o filme que mais assisti na vida. Uma vez por mês pelo menos, entre os 11 e os 15 anos, quando passava na sessão da tarde na Globo ou quando, entediado, colocava pra assistir uma fita que gravei em 93 (tão velha que entre as partes 2 e 3 tinha uma chamada para um jogo das Eliminatórias para a Copa dos EUA, que ganhamos há quase 15 anos&#8230;)</span></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anivelde.org/velhamargem/2009/04/24/george-w-bush-era-um-goonie.htm/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>a era Bush num Ford 72</title>
		<link>http://anivelde.org/velhamargem/2009/04/13/a-era-bush-em-um-ford-72.htm</link>
		<comments>http://anivelde.org/velhamargem/2009/04/13/a-era-bush-em-um-ford-72.htm#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 17:39:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Matheus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Bush]]></category>
		<category><![CDATA[diplomacia]]></category>
		<category><![CDATA[Eastwood]]></category>
		<category><![CDATA[Gran Torino]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://anivelde.org/velhamargem/?p=70</guid>
		<description><![CDATA[
 
Enfim fui ver o “Gran Torino”, elogiadíssimo filme de Clint Eastwood, cotado com quatro estrelas em onze de cada dez guias e críticas de cinema. Curti. Mas não fiquei mergulhado, como aconteceu nos últimos filmes dele, como “Sobre Meninos e Lobos”, “Cartas de Iwo Jiwa” e “Menina de Ouro”. 
 
Aliás, o que me desagradou um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;"><img class="alignnone" src="http://avidaeumpalco.com/wp-content/uploads/2009/03/gran-torino-2003.jpg" alt="" width="640" height="427" /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;">Enfim fui ver o “Gran Torino”, elogiadíssimo filme de Clint Eastwood, cotado com quatro estrelas em onze de cada dez guias e críticas de cinema. Curti. Mas não fiquei mergulhado, como aconteceu nos últimos filmes dele, como “Sobre Meninos e Lobos”, “Cartas de Iwo Jiwa” e “Menina de Ouro”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;">Aliás, o que me desagradou um pouco desde o início foi o uso de um velho modelo de tensão, já usado neste último, que o levou a ganhar, com méritos, o Oscar em 2005. Temos lá o velho personagem principal – Eastwood ator e diretor em cena –, carrancudo, imerso em velhas convicções e preconceitos, remoendo fantasmas passados, vencido e em eterno conflito. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;">Assim como Frankie, o velho professor de boxe de “Menina de Ouro”, Walt Kovalski vive uma situação de estranhamento diante do inusitado. No primeiro caso, custa a digerir a ideia de dar aulas a uma menina que quer praticar boxe; no outro, estranha ver seu bairro e seu país povoado por imigrantes – o que o leva a ter em conta o pior dos conceitos em relação aos novos vizinhos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;">Kovalski está sozinho, em um bairro de Detroit. Vive atormentado pelos fantasmas da guerra da Coréia e às voltas com filhos e netos ingratos que contam as horas para vê-lo tomar o mesmo destino da esposa, que acaba de morrer. Vê-se às voltas em uma discussão quase existencial a todo instante com o padre da paróquia, a quem não dá crédito por ter menos de 30 anos, ser recém-saído do seminário e que, portanto, não pode dar aulas nem falar sobre vida e morte. Nem convencê-lo a se confessar e frequentar a missa aos domingos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;">A mudança acontece quando, por força do destino, vê-se próximo do filho mais novo da família asiática da casa ao lado; o velho durão vai ser corroído por dentro, até ceder, por motivos bem desenhados ao longo do filme. A empatia, após o estranhamento inicial, parece o mesmo de “Menina de Ouro” – e a semelhança toma forma também com a presença de uma família insensível, aproveitadora e hipócrita no meio da história.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;">Seria apenas isso não fosse um contexto específico em que a história é narrada: </span><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;">o personagem de Eastwood, desta vez, está a cara dos Bush pai e filho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;">A era Bush poderia ser ali resumida: velhos falcões que não querem ver alguém pisar em seus quintais, mas que não se furtam a vigiar tudo o que acontece em sua volta; que se armam, com medo, e que promovem a insegurança ao fazer de sua varanda um aparelho em defesa da ordem; e que criam inimigos imaginários por serem estranhos aos seus idiomas e formas de vida. E que, travestidos de boas intenções, assumem para si uma briga local, entre gangues, cujo envolvimento, mais à frente, só acarretará uma tragédia ainda maior. Uma diplomacia do tipo: vamos ensinar democracia a esses semi-índios com armas e bombas, fazendo guerra, como se estivéssemos do mesmo lado. Algo parecido com o Iraque e o Afeganistão?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;">Na rua como na diplomacia, polícia e organizações multilaterais são postas de lado em troca de uma combatividade direta, que não aceita intermediações.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;">Kovalski foi descrito pela crítica como um personagem caricato, mas pude ver em sua quixotesca luta contra as injustiças que proliferam fora de seu tempo e, de quebra, fora de seu campo de domínio, algumas das faces da mais dura realidade de nossos tempos: o abandono e a prisão a velhas formas, que triunfaram em outros tempos, mas que hoje não comunicam, por não terem sentido nem importância. Honras, valores, tradição e valentia são objetos tão em desuso quanto as caixas de ferramentas presas em sua garagem, cujo expoente maior dá nome ao filme: o velho Ford, modelo 1972, de nome “Gran Torino”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;">A relação de Kovalski com a família valeria um texto à parte; de onde estamos, não dá pra saber como foi iniciada a relação quase insuportável entre as partes que restaram daquela família; se na indiferença aparentemente nata dos filhos, ou na incapacidade do pai de se abrir para o mundo para onde foram chamados – o símbolo da incompatibilidade aparece como provocação: o pai, funcionário durante toda a vida da Ford, vê com desprezo o fato de um dos filhos trabalhar e dirigir uma Toyota, como se, ao vestir a camisa de uma empresa japonesa, representasse o declínio de um império cujo símbolo máximo seria a própria industria automobilística.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;">E o império se corrói a passos largos, sem deixar entendido se foi o seu isolamento inicial (a vanglória e a ideia do povo eleito) ou o seu envolvimento tardio em conflitos para os quais não foi chamado a faísca que detonou o explosivo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;">São essas nuances que fazem do ator e diretor um dos gênios mais praticantes do cinema atual.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Tahoma;">Num tempo em que os EUA acenam para mudanças na configuração de sua política externa, o filme de Eastwood, lançado após a ascensão de Barack Obama ao poder, parece mostrar o que a truculência dos falcões republicanos deixou como herança em seu próprio quintal. Com o porém de que esse mundo não caberia numa rixa entre vizinhos.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anivelde.org/velhamargem/2009/04/13/a-era-bush-em-um-ford-72.htm/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
