A nova camisa do Palmeiras é bonita. E um equívoco

Depois da enxurrada de comentários neste blog, vamos falar de algo realmente interessante. O Palmeiras. A nova camisa azul é muito bonita, mas é um equívoco. Evocar as raízes italianas não faz sentido. O clube extrapolou os limites da colônia e ficou maior do que ela. Que raios significa a Cruz de Savóia para os descendentes do mosaico de nacionalidades que formou o país e escolheram o Palmeiras para torcer?  Que tipo de identificação os descendentes da terceira geração de italianos, como eu e alguns amigos, netos e bisnetos de quem saiu da miséria em que a Itália se encontrava no começo do século, têm com a decadente nobreza do Piemonte? A resposta para ambas é nenhuma.
O Palmeiras angariou torcedores porque era a “Academia de Futebol”. Pelos jogadores habilidosos e polêmicos que encantam os jardins suspensos: Cesar Maluco, Edmundo, Djalminha, Kleber. A deferência à história do clube expressa na nova camisa caberia melhor em um museu e na galeria de conquistas, abertos a todos os torcedores, o que o Palmeiras, infelizmente, ainda não tem. Levar a família para conhecer a sala de troféus, como fiz recentemente, é se embrenhar em um baixio de burocracia.
São tempos difíceis para o Palmeiras: não tem a maior torcida nem é o maior vencedor da década. Vive cercado de desconfiança de que pode se recuperar e amealhar títulos. Mas evocar o passado, ainda mais na camisa, para amainar as frustrações do presente não é o melhor caminho. Um clube que sobreviveu à xenofobia, ao provincianismo e à pequenez que assolaram São Paulo durante a Segunda Guerra, inclusive com mudança de nome e ameaça de ter o estádio confiscado, consegue construir uma identidade renovada. E um dos caminhos é reforçar o time. E vencer o Brasileiro, cáspita!

Depois da enxurrada de comentários neste blog, vamos falar de algo realmente interessante. O Palmeiras. A nova camisa azul é muito bonita, mas é um equívoco. Evocar as raízes italianas não faz sentido. O clube extrapolou os limites da colônia e ficou maior do que ela. Que raios significa a Cruz de Savóia para os descendentes do mosaico de nacionalidades que formou o país e escolheram o Palmeiras para torcer?  Que tipo de identificação os descendentes da terceira geração de italianos, como eu e alguns amigos, netos e bisnetos de quem saiu da miséria em que a Itália se encontrava no começo do século, têm com a decadente nobreza do Piemonte? A resposta para ambas é nenhuma.

O Palmeiras angariou torcedores porque era a “Academia de Futebol”. Pelos jogadores habilidosos e polêmicos que encantam os jardins suspensos: Cesar Maluco, Edmundo, Djalminha, Kleber. A deferência à história do clube expressa na nova camisa caberia melhor em um museu e na galeria de conquistas, abertos a todos os torcedores, o que o Palmeiras, infelizmente, ainda não tem. Levar a família para conhecer a sala de troféus, como fiz recentemente, é se embrenhar em um baixio de burocracia.

Diego Souza e Wendell vestidos como típicos italianos. Desnecessário

Diego Souza e Wendell vestidos como típicos italianos. Desnecessário

São tempos difíceis para o Palmeiras: não tem a maior torcida nem é o maior vencedor da década. Vive cercado de desconfiança de que pode se recuperar e amealhar títulos. Mas evocar o passado, ainda mais na camisa, para amainar as frustrações do presente não é o melhor caminho. Um clube que sobreviveu à xenofobia, ao provincianismo e à pequenez que assolaram São Paulo durante a Segunda Guerra, inclusive com mudança de nome e ameaça de ter o estádio confiscado, consegue construir uma identidade renovada. E um dos caminhos é reforçar o time. E vencer o Brasileiro, cáspita!

Cruz de Savóia. Para que, para quê...

Cruz de Savóia. Para que, para quê...

8 Comentários

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  • O Verdão jamais deveria ter vendido o Valdivia,mas não acho ruim resgatar a linda història
    palmeirense,aliás o que mais fez eu ser esse palmeirense que sou foi sua história,quanto
    não ser a maior torcida ,deixa para o Flamengo,sei que tem até brasileiro que não é descendente de italianos e é fã da Italia,porque eu que sou da quarta geração ,não estaria
    feliz com essa linda camisa azul,é claro que prefiro a verdona,mas ,mandou bem.

  • Nada contra a cruz de Savóia, mas a camisa azul fugiu do contexto…

  • A Cruz de Savóia, pra além da “decadente nobreza de Piemonte” foi símbolo da unificação italiana, e adotada pelo Palestra Itália como símbolo do sentimento que unia aqueles torineses, piemonteses, bareses, lombardos e etc em torno de um clube que evocava seu recém-unificado país de origem.

    O Palmeiras poderia evocar essa história, ou deixá-la perder encolhendo-se a seus jogadores habilidosos e polêmicos que encataram os jardins suspensos.

  • Desculpem-me os palmeirenses, mas o próprio é um equívoco…rsrsrsrs (palavras de uma flamenguista)

  • Mano Cruz de Savóia pq foi o primeiro símbolo do palestra itália mano e otra esse ano o palmeiras ta comemorando 95 anos de história só quiseram homenagia os imigrantes italianos que vieram pro brasil e fundaram o palestra itália veio, e c vc naum gosto veio kuarda a opniao pra vc veio naum vem colok em um blog sua desaprovaçao a camisa, o palmeiras tem mta história e naum precisa ter a maior torcida pq os q tem sao apaixonados pelo time e vao com ele a onde estiver !!!!

  • Falou pouco, mas falou bonito. Precisava era não ter vendido o valdivia!

  • Azul e branco são as cores da Samsung!

    Qualquer outra tentativa de explicação é desculpa!

  • Mas gosta de aparecer…

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