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	<title>Sorry Periferia</title>
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	<description>Um coice com ferradura de pelica</description>
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		<title>Náo chores por mim, Evita mala</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 20:14:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Vives</dc:creator>
				<category><![CDATA[gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[viagens]]></category>
		<category><![CDATA[argentina]]></category>
		<category><![CDATA[buenos aires]]></category>

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		<description><![CDATA[Do enviado especial a Buenos Aires, Brazil
Cheguei à Buenos Aires dando vexame. Ingenuamente fiz a seguinte pergunta pra tia das informaçóes no aeroporto: Donde puedo pegar el busón?.  O suicídio convinha depois disso, mas vou deixar pra quando voltar pro Circuito das Águas Paulistanas.
Buenos Aires é, junto do Rio de Janeiro, a cidade mais bonita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Do enviado especial a Buenos Aires, Brazil</strong></em></p>
<p>Cheguei à Buenos Aires dando vexame. Ingenuamente fiz a seguinte pergunta pra tia das informaçóes no aeroporto: <em>Donde puedo pegar el busón</em>?.  O suicídio convinha depois disso, mas vou deixar pra quando voltar pro Circuito das Águas Paulistanas.</p>
<p>Buenos Aires é, junto do Rio de Janeiro, a cidade mais bonita pela qual já  passei &#8211; náo que tenha passado por muitas.</p>
<p>Há mais parques na cidade que, talvez, em todo o estado de Sáo Paulo, as ruas sáo arborizadas, há seis ou sete faixas para os carros, e os prédios sáo lindíssimos e bem conservados. Há ainda cafés em cada esquina,  muitos dos quais que varam a noite abertos.</p>
<p>Buenos Aires é o exemplo de cidade arquitetada para se sentir a cidade, andar pelas ruas, viver a urbe. Enfim, neste contexto, é o que todo município deveria ser.</p>
<p>A capital argentina é também o paraíso dos carnívoros e beberróes, como eu. Com o peso argentino valendo praticamente 50 centavos de real, toma-se um bom vinho e come-se uma carne excepcional gastando por volta de 35 reais.</p>
<p>Comi aqui o melhor bife à milanesa e tomei o melhor sorvete (no Freddo) da minha vida. De quebra, tenho tomado, em média, uma garrafa de vinho e dois litros de cerveja ao dia &#8211; isso excluindo o que bebe minha namorada.</p>
<p>No entanto, se Buenos Aires tem um plano arquitetônico excelente, no outro extremo sofre com uma economia fracassada. A Argentina está uns 15 anos atrás do Brasil no que tange às finanças.  As notas falsas de dinheiro sáo usadas normalmente, os ônibus municipais  de Buenos Aires caem aos pedaços e só aceitam moeda (mas é dificílimo juntar dois pesos sem usar cédulas, náo há moedas suficientes no mercado) e o cartáo de débito/crédito ainda é uma ofensa para a maioria dos comerciantes.  Há uma quantia incrível de carros com 30, 40 anos e, nos dias de muito calor &#8211; está fazendo 35 graus aqui &#8211; falta energia por conta do excesso de ar-condicionado ligado. As conexóes de internet sáo discadas nas lan houses e o Internet Explorer 6 ainda é uma realidade.</p>
<p>Já haviam dito a mim isso, mas é maior do que eu imaginava: o povo argentino está com uma baixa auto-estima de um tangueiro manco. Ficam maravilhados com a decolagem económica do Brasil. Um taxista me disse: ¨Ainda bem que vocês têm o Lula. Aqui nós nunca teremos um desse, porque o argentino é um povo corrupto e só vai eleger corruptos e incompetentes¨. Coitado, ele náo conhece direito o Brasil&#8230;</p>
<p>Tendo um enorme passado à sua frente (expressáo cunhada pelo amigo <a href="http://anivelde.org/thepompeiatimes/">Ovelháo</a>), só resta aos argentinos fazer milongas com os ìdolos manjados de sempre: Maradona, Gardel e Evita. Essa última é insuportável. Cafés e restaurantes ostentam fotos dela, que podem ser compradas nas bancas de jornal. Perguntei a um jornaleiro se os retratos de parede da Evita vendem muito, o que foi confirmado. Deu dó.</p>
<p>Enfim, pra resumir, o charme decadente daqui vale apena, apesar da melancolia. Só náo digo que a Argentina hoje é um tango porque essa frase é um clichê horroroso. É isso.</p>
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		<title>Onde os fracos têm vez</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 03:04:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Vives</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Não existem seres humanos totalmente bons nem totalmente maus, disso você provavelmente já sabe. No fundo, o que marca uma pessoa é a média de seus atos, tomando o cuidado para que os extremos negativos não sejam tão extremos assim. E os extremos positivos devem ser lembrados. Matemática pura e simples.
Ouvi esta história há pouco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não existem seres humanos totalmente bons nem totalmente maus, disso você provavelmente já sabe. No fundo, o que marca uma pessoa é a média de seus atos, tomando o cuidado para que os extremos negativos não sejam tão extremos assim. E os extremos positivos devem ser lembrados. Matemática pura e simples.</p>
<p>Ouvi esta história há pouco tempo. Ela é real.</p>
<p>Uma das personagens era casada e tinha cinco filhos quando os anos 80 corriam nas folhinhas. O mais velho tinha 14; o mais novo, dois. Era dona de casa e casada com um funcionário público que mantinha a confortável vida de classe média da família.</p>
<p>De repente o destino pregou uma destas tragédias familiares que mudam o curso da vida de um punhado de pessoas, nunca para melhor. O pai sofreu um derrame enquanto brincava com o caçula no colo. O filho mais velho foi quem o acudiu. Enquanto o pai esteve no hospital, o filho mais velho permaneceu trancado no quarto por dias seguidos. Ele sabia que, pelo estado em que acudira o pai, este não voltaria mais. Não voltou.</p>
<p>Naqueles anos 80, a burocracia que assola o funcionalismo público era ainda muito pior do que é hoje. A pensão da viúva desta família demorou um ano para sair. Sem emprego e com pouquíssimos familiares a quem recorrer, a viúva viu, sem exagero, a fome passar de raspão pela casa em que mantinha os cinco filhos.</p>
<p>Antes habitué da feira semanal do bairro, onde fazia compras nababescas aos sábados, a viúva acabou desaparecendo do local. Um japonês, dono de uma das bancas em que ela passava para encher o carrinho regularmente, notou. Perguntou pela freguesa para colegas e acabou descobrindo o que se sucedeu.</p>
<p>Foi então que um belo sábado a campainha tocou na casa da viúva. Era o japonês com uma entrega enorme de víveres vindos da feira. Ele perguntou para os outros feirantes o que ela costumava comprar e montou um carrinho de marcadorias igual ao que a viúva, antes de enviuvar, fazia.</p>
<p>E por quase um ano a cena se repetiu: todo sábado à hora do almoço a campainha na casa da viúva tocava. Ela ia atender a porta e voltava com uma cesta enorme de comida. Enquanto não saiu a pensão do pai, ninguém passou fome naquela casa.</p>
<p>Não sei o nome nem o paradeiro do japonês feirante. Mas achei que esta história marecia ser contada.</p>
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		<title>Em janeiro a gente estamos aí a nível de blogue</title>
		<link>http://anivelde.org/sorryperiferia/2009/12/21/nao-tem-pra-ninguem-sorryperiferia-90-e-nota-cem.htm</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 12:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Vives</dc:creator>
				<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da Luz, a estação das Trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, tínhamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da Luz, a estação das Trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós, íamos todos direto para o Paraíso, íamos todos direto no sentido contrário.</em></p>
<p><strong>Charles Dickens, Um Conto de Duas Cidades.</strong></p>
<p>Este blogue volta a ser atualizado com ímpeto em janeir0. Feliz Páscoa e um <em>próximo</em> ano novo.</p>
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		<title>SorryPeriferia Records presents: Diana</title>
		<link>http://anivelde.org/sorryperiferia/2009/12/03/sorryperiferia-records-presents-dian.htm</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 03:47:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Vives</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Parece mentira, mas houve um tempo em que fazer música romântica daquelas inocentinhas era comum neste mesmo planeta. Não posso dizer se eram tempos melhores ou piores, talvez fossem simplesmente diferentes. No caso da música deste post, vivíamos a virada dos anos 60 para os 70 e, ao contrário do que muitos imaginam, a maioria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece mentira, mas houve um tempo em que fazer música romântica daquelas inocentinhas era comum neste mesmo planeta. Não posso dizer se eram tempos melhores ou piores, talvez fossem simplesmente diferentes. No caso da música deste post, vivíamos a virada dos anos 60 para os 70 e, ao contrário do que muitos imaginam, a maioria das pessoas não falava de militares, não sabia o que era tortura e vivia sua vidinha tatibitate sem maiores preocupações.</p>
<p>Em um tempo em que parar o Fusquinha na estrada e, junto de sua namorada, cravar um coração numa árvore com o nome de vocês não era sinônimo de piada (muito pelo contrário), cantores românticos, daqueles tão doces que matariam um diabético em não mais que três canções, se proliferavam pelas rádios e <em>long players</em>.</p>
<p>A música deste post é da cantora <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Diana_(cantora)#Sucesso" target="_blank">Diana</a>, uma das muitas que surgiram na modinha da Jovem Guarda e que o tempo encarregou de deixar no fundo do guarda-roupa da memória coletiva.</p>
<p>Abaixo, segue a canção <em><a href="http://letras.terra.com.br/diana/862874/" target="_blank">Tudo que eu tenho</a></em>, tipicamente ingênua e, justamente por isso,  datada de 40 anos atrás, uma época que nem temos mais ideia de como foi. É essa música que abre o filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0841175/">O Céu de Suely</a> (2006), de Karim Ainouz. E nada melhor para rememorar o romantismo em seu estado mais pueril que um clipe em Power Point:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/fSG4tnp6Asw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/fSG4tnp6Asw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>És eternamente responsável pelos nicks de MSN que escreves</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 04:16:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Vives</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Ah, a tecnologia. Com a internet, as fronteiras acabaram, com a internet, o mundo está ao alcance das mãos em um clique, com a internet, o conhecimento se dissipa exponencialmente, com a internet&#8230; as pessoas te constrangem ao contar as coisas mais idiotas delas mesmas no nick de MSN sem que ninguém as tenha requisitado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, a tecnologia. Com a internet, as fronteiras acabaram, com a internet, o mundo está ao alcance das mãos em um clique, com a internet, o conhecimento se dissipa exponencialmente, com a internet&#8230; as pessoas te constrangem ao contar as coisas mais idiotas delas mesmas no nick de MSN sem que ninguém as tenha requisitado sobre isso.</p>
<p>Tive o cuidado (e o tempo ocioso) para catalogar algumas espécies de nicks de MSN que fazem uma manhã de trabalho ser consideravalmente pior.</p>
<p>Segue a traulitada:</p>
<p><strong>POETAS DE BANCO DE BUSÃO. </strong>A moçoila lê uma frase de impacto cravada a canivete no último banco do busão e pensa, com uma luz piscando sobre sua cabeça: &#8220;Hoje vou botar esta no meu nick&#8221;.</p>
<p>Ela já chega no escritório dando bom dia pra rapaziada a suspirar com sua descoberta poética, como uma Dorothy que chega à Terra de Oz com toda a coleção da Seleções Reader´s Digest na ponta da língua. E quando liga o messenger, os colegas observam a janelinha no canto do PC:</p>
<p><strong>Suelen &#8211; <em>Por você/tenho paixão/É você/que mora no meu coração (Mário Quintana)</em> is online.</strong></p>
<p>Claro que se o Mário Quintana souber lá no Além que creditaram tal frase para ele, encarna no espírito de um neonazista e manda queimar toda a própria obra em retaliação à humanidade.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><strong>MEU FORA SERÁ TUA HERANÇA.</strong> Você acompanhou aquele relacionamento por meses nos nicks dela, mesmo sem conhecer o namorado dela. Aliás, nem a própria você conhece: teve que adicioná-la por questões burocráticas da repartição.</p>
<p>Tudo começou com um &#8220;ele eh lindu&#8221;. Passou para um &#8220;meu namorado eh o mais fofo do mundo gentéééém&#8221;. Na sequência, veio o &#8220;Seis meses c0m o ómem (sic) da minha vida&#8221;, sempre com fotos do casal abraçado no Playcenter, do casal abraçado mordendo um sanduba no McDonalds, do casal abraçado em trajes de banho na Guarapiranga.</p>
<p>E de repente tudo se desfaz.</p>
<p>A farsa é denunciada com a estranha ausência do nick, evolui para um &#8220;Filhodaputa&#8221; lacônico e culmina em &#8220;LOGO COM A GALINHA DA ISADORA????!!!&#8221;, assim, em caixa alta, como se anunciasse com gritos ao mundo os galhos de sua desilusão. O epílogo disso é quando ela cria outro endereço de MSN porque não tem coragem de bloquear o dito cujo.</p>
<p>E você vê a janela piscando na sua tela:</p>
<p><strong>cacazinha_1989_deixandoavidamelevar@hotmail.com te adicionou como um contato do messenger. Você aceita?</strong></p>
<p>Você clica no &#8220;não&#8221; e sorri, vitorioso.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>VALORIZADOR DE ATIVIDADES LÚDICAS.</strong> O sujeito tem o dedo na tomada e precisa demonstrar serviço. Ele precisa demonstrar que está ligado. Ele precisa demonstrar que está antenado. Ele precisa demonstrar qualquer coisa.</p>
<p>O sujeito vai almoçar e escreve no nick: &#8220;Almoçando&#8221;. Ele volta do almoço e escreve: &#8220;Escovando os dentes&#8221;. Volta para a mesa e já muda correndo: &#8220;Escrevendo o relatório&#8221;.</p>
<p>À noite, em casa, ele fica online e sempre dá um jeito de monstrar para os 130 contatos o que está fazendo: &#8220;Tomando banho&#8221;, depois &#8220;Me enxugando após o banho&#8221;, &#8220;jantando com minha mulher&#8221;, &#8220;levando a Sayonara para passear&#8221; e, por fim, &#8220;dormindo &#8211; hoje na sala, porque tem pernilongo&#8221;.</p>
<p>E você promete que, no dia seguinte, vai esperá-lo sair do PC para poder mudar o nick dele. E vai mostrar aos contados do rapaz algo como &#8220;Evacuando &#8211; banheiro do 8°, cabine 6&#8243; ou &#8220;Me masturbando, pensando em capivaras&#8221;.</p>
<p>No mundo das ideias, a vingança é sempre plena, não mata a alma e não envenena, ao contrário do que nos ensinou o Seu Madruga.</p>
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		<title>Keep your lovin&#8217; brother happy</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 05:16:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Vives</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Era Uma Vez no Oeste, um clássico do western spaghetti.  Sergio Leoni dirigia ao som da música extraordinária de Ennio Morricone. Tudo é cafona e ao mesmo tempo genial: o mocinho veste roupas claras, e o vilão, escuras. Charles Bronson contra Henry Fonda. Diálogo entre cenas e o a música. Tomadas de câmera espetaculares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Era Uma Vez no Oeste</em>, um clássico do western spaghetti.  Sergio Leoni dirigia ao som da música extraordinária de Ennio Morricone. Tudo é cafona e ao mesmo tempo genial: o mocinho veste roupas claras, e o vilão, escuras. Charles Bronson contra Henry Fonda. Diálogo entre cenas e o a música. Tomadas de câmera espetaculares com detalhes bobos: o comparsa do vilão comendo a maçã, a gaita na boca no final.</p>
<p>Uma vingança narrada em oito minutos de um cinema particular e genial.  E só uma frase: &#8220;Keep you lovin´ brother happy&#8221;.</p>
<p>Não precisa de mais.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jQ4bNTU965E&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/jQ4bNTU965E&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Megalomania de tabuleiro</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 05:16:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Vives</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[dudinka]]></category>

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		<description><![CDATA[No WAR, eu jamais consegui conquistar Vladivostok.
Agora, Dudinka, ah como eu era querido em Dudinka.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No WAR, eu jamais consegui conquistar Vladivostok.</p>
<p>Agora, Dudinka, ah como eu era querido em Dudinka.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Jogador de futebol profissional merece ganhar tanto dinheiro?</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 04:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Vives</dc:creator>
				<category><![CDATA[esportes]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já viu a cena: pessoas de todas as idades em todo lugar, nas escolas, nas ruas, campos, construções, somos todos soldados, amados ou não&#8230; epa&#8230; peraí que eu confundi tudo. Vou começar de novo. Lá vai:
Você já viu a cena: pessoas de todas as idades em todo lugar adoram dizer que jogador de futebol [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já viu a cena: pessoas de todas as idades em todo lugar, nas escolas, nas ruas, campos, construções, somos todos soldados, amados ou não&#8230; epa&#8230; peraí que eu confundi tudo. Vou começar de novo. Lá vai:</p>
<p>Você já viu a cena: pessoas de todas as idades em todo lugar adoram dizer que jogador de futebol ganha uma fortuna só pra&#8230; jogar bola.  Como não estudaram, não merecem tanto dinheiro. Isso é de um simplismo abjeto, e vou contar o por quê.</p>
<p>Primeiro, só uns 10% dos jogadores de futebol profissional no Brasil ganham mais que uns 5 mil reais por mês. Pra cada <a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Ronaldo_Luis_Naz%C3%A1rio_de_Lima">Ronaldo Picanha</a>, que recebe até cota de patrocínio de desodorante AVANÇO nas axilas, existem uns 10 Juninhos Maranhanses que jogam no XV do Rio Trombetas por uns 500 reais mensais &#8211; isso quando o dono do time, geralmente o prefeito ou o dono do armazém da cidade, resolve pagar.</p>
<p>Mas vamos nos ater somente aos profissionais padrão Série A e B do futebol nacional. Essa rapaziada que a Globo mostra toda quarta e todo domingo religiosamente enfrentando o Curíntia.</p>
<p>Um jogador de futebol é um atleta de alto rendimento. Todo atleta de alto rendimento tem que ter dedicação integral ao seu corpo o tempo inteiro. Caso contrário, ele deixa de sê-lo. &#8220;Ah, mas o Romário não era&#8221;. De novo, pra cada Romário existem 10 Fabinhos Capixabas.</p>
<p>Todo atleta de alto rendimento sofre com contusões e, ao encerrar a carreira, vai sofrer sequelas: ossos que já se quebraram, artrose, músculos danificados, problemas no cérebro. E a carreira acaba cedo, por volta dos 35 anos, em média.</p>
<p>O jogador de futebol profissional viaja sem parar e não tem como se divertir razoavelmente quando isso acontece. Mesmo na própria cidade, passa o tempo inteiro concentrado, tem poucas e esparsas folgas e, no Brasil,  só recentemente conquistou o direito de ter um mês de férias.</p>
<p>Ele também está constantemente avaliado pela mídia, que não poucas vezes é um punhado de jornalistas idiotas e burros capazes de acabar com a carreira de um jogador por uma mentira ou uma bobagem qualquer. O atleta tem compromissos com patrocinadores que ameaçam cortar o contrato com eles ao menor deslize. Foi flagrado na balada com uma cerveja na mão? Já era.</p>
<p>Como se não bastasse, nos dias seguintes em que jogou mal, corre o risco de apanhar de um torcedor mais imbecil.</p>
<p>E, por último, o jogador de futebol é também um artista capaz de causar forte impacto emocional em milhões de pessoas, tanto quanto um ator de cinema ou um cantor internacional.</p>
<p>Agora tente colocar todas essas situações na sua vida. Você não mereceria ganhar um salário de marajá de Bollywood? Eu acho.</p>
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		<title>Exclusivo: como foi a chegada de Manuel Zelaya a Tegucigalpa</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 05:51:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Vives</dc:creator>
				<category><![CDATA[centro de criação]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[honduras]]></category>
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Era uma manhã calorenta no bairro de Higienuepolis, Tegucigalpa, capital de Honduras. Pontualmente às dez horas, o senhor Morales, com suas tradicionais pizzas a contornar as axilas, se abaixa para levantar a porta do El  Bazo Verde, uma birosca fechada oito vezes pela vigilância sanitária municipal no último ano.
O senhor Morales reclamava do atraso de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-754" title="manuel-zelaya" src="http://anivelde.org/sorryperiferia/wp-content/uploads/2009/09/manuel-zelaya.jpg" alt="manuel-zelaya" width="379" height="289" /></p>
<p>Era uma manhã calorenta no bairro de <em>Higienuepolis</em>, Tegucigalpa, capital de Honduras. Pontualmente às dez horas, o senhor Morales, com suas tradicionais pizzas a contornar as axilas, se abaixa para levantar a porta do <em>El  Bazo Verde</em>, uma birosca fechada oito vezes pela vigilância sanitária municipal no último ano.</p>
<p>O senhor Morales reclamava do atraso de seu assistente, também chamado Senhor Morales, quando um ônibus com o letreiro <em>Villa Gomez</em> parou na porta do estabelecimento. Dele saiu um baixinho rechonchudo que, mancando em passadas gordinhas, chegou junto do chefe. Tomou uma panada de prato na bunda, como de praxe, e jurou por Nossa Senhora Guadalupe nunca mais repetir o atraso, exatamente como em todas as outras vezes.</p>
<p>Quinze minutos depois, Juan Luis Guerra esgoelava <em>Romance Rosa</em> na vitrola e a dupla de Morales esperava os primeiros fregueses enquanto fumavam um Luke Strike na porta do <em>El Bazo Verde</em>.  É quando o bueiro do meio da rua começa a se mexer. Dele sai um bigodudo de chapéu de caubói e um sujeito com cara de professor de matemática, de óculos, que falava português e espanava freneticamente a poeira de seu terno. Era chamado de Amorim pelo outro.</p>
<p>O senhor Morales, o assistente, falou:</p>
<p>- <em>Carajo</em>, é o Zelaya.</p>
<p>O senhor Morales, o dono, retrucou:</p>
<p>- É claro que não é o Zelaya, <em>burrico</em>. É o Saddam Hussein.</p>
<p>Um outro ônibus chegou na rua naquele instante, desta vez o <em>Aeropuerto-Perdices</em>, freiando bruscamente em cima do professor de matemática e o Zelaya/Saddam, que correram para a calçada do bar. O Senhor Morales, o dono, jogou o toco do Luke Strike no chão:</p>
<p>- <em>Carajo!</em> É o Zelaya mesmo&#8230;</p>
<p>Em portunhol, Zelaya e o professor de matemática reclamavam dos percalços pelos quais passaram no subsolo.  Pelo que entenderam os homens do <em>El Baço Verde</em>, a dupla entrou em Governador Valladares, Brasil, no túnel que leva os habitantes daquela cidade diretamente para os Estados Unidos. Desviaram no meio do caminho e, após uma frustrada e errônea entrada triunfal na Nicarágua &#8211; entrou água no GPS, que confundiu tudo -, deram meia volta e finalmente chegaram a Honduras.</p>
<p><em>TO BE CONTINUED&#8230;</em></p>
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		<title>A Rússia e a figura do machão</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 05:31:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Vives</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[alcoolismo]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>

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A Rússia é um país meio europeu meio asiático que é tão difícil de entender quanto de invadir. Napoleão e Hitler até tentaram um 4-2-4 avançado, daqueles de se mandar o Júnior Baiano pra área, mas não teve jeito. Atolaram na neve enquanto Moscou ficou lá, com seus líderes a entornar açudes de vodka ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/0rAHrHd2lcw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/0rAHrHd2lcw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>A Rússia é um país meio europeu meio asiático que é tão difícil de entender quanto de invadir. Napoleão e Hitler até tentaram um 4-2-4 avançado, daqueles de se mandar o Júnior Baiano pra área, mas não teve jeito. Atolaram na neve enquanto Moscou ficou lá, com seus líderes a entornar açudes de vodka ao som cada vez mais distante das tropas inimigas que batiam em retirada.</p>
<p>Talvez por seu passado belicista, sua geografia única e monumental, seu alfabeto próprio, seu arsenal nuclear e seus vários povos orgulhosos que muitas vezes se odeiam, a Rússia, ou o que sobrou dela, chame tanto a atenção. Mas o que mais pula aos olhos é a necessidade histórica de um líder machão.</p>
<p>Primeiro eram os czares (ou tzares, nunca sei qual é o certo, se é que há), que tinham poderes divinos sobre a população &#8211; meio como o José Sarney no Senado. Até que o <a href="http://www.wolframalpha.com/input/?i=Tsar+Nicholas+II" target="_blank">Nicolau II</a>, tão gentil quanto um rinoceronte consegue ser, foi pressionado por conta da pobreza geral da nação e mandou pipocar as baionetas no povaréu numa praça de São Petesburgo. 300 populares foram tomar vodka no andar de cima.</p>
<p>Depois dessa, Nicolau deixou de ser Deus para entrar no piche. Literalmente: após meses aprisionado pelos bolcheviques, foi assassinado junto com toda sua família e com ela enterrado numa cova na selva. Para não deixar vestígios, o caminhão que carregou os corpos passou por cima do buraco e deu ré algumas vezes. Não basta assassinar, tem que pisotear.</p>
<p>Depois a sequência é famosa: vieram Lenin, que eventualmente teve algumas boas ideias, mas que não era exatamente um lorde em seus modos, e esse menino lindo e bigodudo chamado Josef Stalin, um metro e cinquenta de puro massacre.</p>
<p>E anos depois, Gorbatchov chega para tentar em vão transformar os russos em um povo mais desenvolvido e menos testosteronizado e é expurgado do poder e alçado eternamente à condição de bundão. Gorba quis salvar a Rússia de si mesma. Não conseguiu.</p>
<p>Depois vieram Boris Yeltsin, o alcoólatra dos shows de rock e amigo dos mafiosos que lotearam as estatais de petróleo que hoje lavam rublos no futebol inglês, e Vladimir Putin, a tentativa judoca de reviver o papel do líder durão e implacável no Século 21.</p>
<p>Hoje, em tempos em que a vodka é responsável pela <a id="rkx_" title="expectativa de vida masculina no interior do país ser apenas de 51 anos" href="http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com/2009/07/russia-inimigo-publico-alcoolismo-bate.html">expectativa de vida masculina no interior do país ser apenas de 51 anos</a>, os russos ainda tentam reviver o mito de um passado supostamente glorioso enquanto que <a href="http://www.wolframalpha.com/input/?i=russia" target="_blank">a população é uma das poucas do mundo a decrescer</a>. Chega ao ponto de quase inventar um gênero musical: o pop-rock militar, como atesta o clip deste post.</p>
<p>Pelo jeito, entre ser uma ex-grande país em decadência total ou um eterno-quase-grande país com mania de grandeza, a Rússia está mais para a segunda hipótese: viver em função de uma figura masculina de pulso firme é coisa de donzela.</p>
<p>*O clipe acima, <em>V<span>ozdushno-Desantnye Voyska</span>foi</em> (&#8221;Meu Irmão Paraquedista&#8221;), de <span>Alexander Buinov, foi</span> enviado pela <a href="http://twitter.com/_ap" target="_blank">@_ap.</a></p>
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