<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Prêmio Osso</title>
	<atom:link href="http://anivelde.org/premioosso/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://anivelde.org/premioosso</link>
	<description>Jornalismo cachorro</description>
	<lastBuildDate>Thu, 04 Mar 2010 06:22:55 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Johannes Oelsner</title>
		<link>http://anivelde.org/premioosso/2010/03/04/johannes-oelsner.htm</link>
		<comments>http://anivelde.org/premioosso/2010/03/04/johannes-oelsner.htm#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 03:38:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corazza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Oelsner]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://anivelde.org/premioosso/?p=508</guid>
		<description><![CDATA[Esse post não tem nada engraçadinho, desculpem. Acabo de saber da morte de Johannes Oelsner. Oelsner foi o violista do Quarteto Haydn, embrião do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, o primeiro corpo estável do Theatro Mvnicipal paulistano. Oelsner, nascido em Dresden, na Alemanha, foi muito mais do que um músico notável.
Veio da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse post não tem nada engraçadinho, desculpem. Acabo de saber da morte de Johannes Oelsner. Oelsner foi o violista do Quarteto Haydn, embrião do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, o primeiro corpo estável do Theatro Mvnicipal paulistano. Oelsner, nascido em Dresden, na Alemanha, foi muito mais do que um músico notável.</p>
<p>Veio da Alemanha para o Brasil em uma turnê da Orquestra Filarmônica de Dresden pouco antes de o Brasil declarar guerra à Alemanha. O país entrou no conflito e Oelsner não pôde embarcar de volta - assim como seus colegas de orquestra. Até quando o entrevistei, em 2005, ele não conseguia pronunciar &#8220;Segunda Guerra&#8221;. Parava um pouco antes, como se fosse algo triste demais para sair da boca de um músico. Tinha razão.</p>
<p align="center"><a href="http://anivelde.org/premioosso/wp-content/uploads/2010/03/Quarteto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-509" title="Quarteto" src="http://anivelde.org/premioosso/wp-content/uploads/2010/03/Quarteto.jpg" alt="Quarteto" width="450" height="320" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>O primeiro Quarteto: Alfonsi, Schaffman, Corazza e Oelsner</strong></p>
<p>Os músicos, impedidos de voltarem à Alemanha, por outro lado, não podiam ser alemães no Brasil, país inimigo. Solução: abrigo na casa de um industrial alemão em Caieiras, hoje Grande São Paulo. Para sobreviver, Oelsner continuou fazendo apresentações para a alta sociedade paulista da época. Uma das apresentações foi acompanhada atentamente por Mário de Andrade, diretor do Departamento de Cultura do Município. &#8220;O senhorrr Márrrio&#8221;, como dizia Oelsner sem ter perdido o sotaque, convidou o violista a fazer parte do quarteto que se formava no Mvnicipal. Aceito o convite, Oelsner juntou-se a Gino Alfonsi, 1º violino, Alexandre Schaffman, 2º violino, e Calixto Corazza, meu tio-avô, violoncelo.</p>
<p>&#8220;Tente se abrasileirar um pouquinho&#8221; foi uma das primeiras frases que Oelsner ouviu de Calixto, como ele próprio disse. E seguiu o conselho. Já casado com uma brasileira, passou a amar o país e foi morar em uma casa perto de onde hoje fica o Jóquei Clube. Ali, depois de deixar o quarteto, dava aulas de música e recebia aspirantes a jornalistas que tentavam extrair dele uma essência que não poderia ser compreendida com palavras.</p>
<p align="center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/sLVpT6Gmvu0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/sLVpT6Gmvu0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<strong>A formação atual do Quarteto: Stegmann, Rios, Suetholz e Jaffé</strong></p>
<p>Tocou no quarteto por 37 anos e até a sua morte era consultado pelos atuais integrantes do corpo. Viu, emocionado, a primeira execução do Angelus, de André Mehmari, no espaço Promon. A peça foi composta por Mehmari para piano e quarteto. Oelsner foi ao camarim depois da apresentação. E pediu permissão para entrar. Johannes Oelsner morreu aos 94 e foi uma das pessoas mais sublimes que já pisaram nesta terra. Calixto, Alexandre e Gino que o recebam de braços abertos para o primeiro ensaio do Quarteto Haydn, agora completo, em outras plagas. Obrigado, Johannes.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anivelde.org/premioosso/2010/03/04/johannes-oelsner.htm/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Carlinhos Brown e o imponderável</title>
		<link>http://anivelde.org/premioosso/2010/02/05/carlinhos-brown-e-o-imponderavel.htm</link>
		<comments>http://anivelde.org/premioosso/2010/02/05/carlinhos-brown-e-o-imponderavel.htm#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 02:38:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corazza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acarajé analítico]]></category>
		<category><![CDATA[Alucinação coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Fugindo à luta]]></category>
		<category><![CDATA[Corazza Visita]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://anivelde.org/premioosso/?p=506</guid>
		<description><![CDATA[Há coisas na vida que é melhor dizer logo, na lata, como quem arranca um esparadrapo do braço: Carlinhos Brown é legal. Antes que o distinto leitor saia do blog e o remova impiedosamente da lista de RSS, vamos aos fatos. No curso intensivo de baianidade que tenho feito &#8211; vide os posts anteriores sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há coisas na vida que é melhor dizer logo, na lata, como quem arranca um esparadrapo do braço: Carlinhos Brown é legal. Antes que o distinto leitor saia do blog e o remova impiedosamente da lista de RSS, vamos aos fatos. No curso intensivo de baianidade que tenho feito &#8211; vide os <a href="http://anivelde.org/premioosso/2010/01/10/corazza-visita-axe-music-2.htm">posts anteriores sobre axé music </a>-, acabei tendo mais uma aula prática em um ensaio de Margareth Menezes, tendo o supracitado cidadão como convidado. Não sem uma certa confusão mental, cheguei à conclusão já exposta.</p>
<p>Antes que meus pais me deserdem e o Chico Buarque deixe de frequentar este espaço, a história toda começa com a banda <a href="http://www.youtube.com/watch?v=faY2owZA1NY">Cortejo Afro</a>. Cheguei ao local e esse povo estava fazendo um batuque de lascar em cima do palco (aliás, um palco genial). Depois das últimas batucadas, Margareth sobe e começa o show. Muito bom, muito bem, animado e por aí vai. Mas o melhor vinha depois.</p>
<p>Ali pelos 30 do primeiro tempo, umas cervejas já fazem o digno espectador balançar um pouco a perna ao som dos tambores. Até aí, normal. Eis que, no começo da segunda etapa, o contra-regra leva um timbau para o proscênio (gostaram?) e sobe aquela figura esquisita, de paletó branco, óculos escuros e uma elevação parecida com a corcova de um zebu na cabeça.</p>
<p>Brown anima o lugar como poucas vezes vi alguém fazer. Correndo pelo palco, vai berrando umas coisas desconexas e cantando quando dá. Mas o que interessa mesmo é a batida do tambor ao fundo. Ritmo sensacional. Finda a cerveja, parto para a &#8220;caipirinha&#8221; de maracujá &#8211; caipirinha de verdade é de limão, o resto é batida, aprendi com meu sábio pai. Exatamente entre o terceiro e o quarto goles, vem a iluminação: esse cara não faz a menor questão de ter uma letra boa na música. Senão, vejamos:</p>
<p align=center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/trOBmg1Kt6o&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/trOBmg1Kt6o&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Repararam? Brown é meio como Tim Maia em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=t3whJKdorM8&#038;feature=fvst">alguns pontos</a>: dane-se o sentido da palavra. Cabe no ritmo? Vamo que vamo. Depois de perceber isso, fui ouvir outras coisas do sujeito e entendi por que os alemães gostam tanto dele. A letra, simplesmente, não importa. O lance é a batucada. Ele e Margareth cantaram Faraó como podiam ter cantado Ciranda, Cirandinha, se encaixasse na percussão. E, falando com total honestidade, o que importa em um Carnaval? A intelectualidade-pensante-fodona-saudosista, por acaso, já parou para analisar o caráter épico da frase &#8220;Mamãe, eu quero mamar&#8221;? Não, né? Então, meu rei, como dizem por aqui, &#8220;me deixe&#8221;.</p>
<p>Para quem sentiu falta do tradicional mau-humor deste que vos bloga no presente post, muita calma. O Carnaval está vindo aí e penso, seriamente, em fazer reportagem de campo no &#8220;<a href="http://diversao.terra.com.br/carnaval/2010/noticias/0,,OI4237094-EI14773,00.html">primeiro bloco sertanejo de carnaval do mundo</a>&#8220;, cujo release acabo de receber. Como diz <a href="http://twitter.com/nairbello">@nairbello</a>, vamos acompanhar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anivelde.org/premioosso/2010/02/05/carlinhos-brown-e-o-imponderavel.htm/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Salvador, uma cidade divertida</title>
		<link>http://anivelde.org/premioosso/2010/01/11/salvador-uma-cidade-divertida.htm</link>
		<comments>http://anivelde.org/premioosso/2010/01/11/salvador-uma-cidade-divertida.htm#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 00:54:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corazza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alucinação coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Gente Inflável]]></category>
		<category><![CDATA[Luxo e originalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Momentos de humanismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://anivelde.org/premioosso/?p=503</guid>
		<description><![CDATA[Você está andando pela rua, cantarolando baixinho uma do Paulinho da Viola e, de repente, aparece um&#8230;

&#8230; cachorro gigante feito de garrafas PET que alguém, sem muito motivo aparente, resolveu construir. Não sei bem a razão, mas sinto um alento quando vejo essas coisas nonsense gratuitamente pelas ruas. Soterópolis tem disso.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você está andando pela rua, cantarolando baixinho uma do Paulinho da Viola e, de repente, aparece um&#8230;</p>
<p align=center><a href="http://anivelde.org/premioosso/wp-content/uploads/2010/01/Cachorrao.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-504" title="Cachorrao" src="http://anivelde.org/premioosso/wp-content/uploads/2010/01/Cachorrao-246x300.jpg" alt="Cachorrao" width="246" height="300" /></a></p>
<p>&#8230; cachorro gigante feito de garrafas PET que alguém, sem muito motivo aparente, resolveu construir. Não sei bem a razão, mas sinto um alento quando vejo essas coisas nonsense gratuitamente pelas ruas. Soterópolis tem disso.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anivelde.org/premioosso/2010/01/11/salvador-uma-cidade-divertida.htm/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Corazza Visita: Axé Music #2</title>
		<link>http://anivelde.org/premioosso/2010/01/10/corazza-visita-axe-music-2.htm</link>
		<comments>http://anivelde.org/premioosso/2010/01/10/corazza-visita-axe-music-2.htm#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 00:50:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corazza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acarajé analítico]]></category>
		<category><![CDATA[Alucinação coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Luxo e originalidade]]></category>
		<category><![CDATA[País do Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Corazza Visita]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://anivelde.org/premioosso/?p=496</guid>
		<description><![CDATA[ &#8221;Hoje eu acordei com uma vontade de sofrer&#8221;. O genial verso de &#8220;Furo na Testa&#8221;, dos Abimonistas, é perfeito para abrir mais este capítulo de nossa série. Acordei com vontade de sofrer e perseverei na tentativa. Um café pra espantar a ressaca e bora para o Ensaio de Verão do Parangolé. Como? Não sabe o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> &#8221;Hoje eu acordei com uma vontade de sofrer&#8221;. O genial verso de &#8220;Furo na Testa&#8221;, dos Abimonistas, é perfeito para abrir mais este capítulo de nossa série. Acordei com vontade de sofrer e perseverei na tentativa. Um café pra espantar a ressaca e bora para o Ensaio de Verão do Parangolé. Como? Não sabe o que é o Parangolé? Pois, observe:</p>
<p align="center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/t_8lNuuVApc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/t_8lNuuVApc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>Sentiu? Então. Dando um passo adiante nestes posts temáticos, resolvo fazer um pouco de reportagem de campo (ui!) e vou para um dos 10 milhões de &#8220;ensaios de verão&#8221; que acontecem diariamente em Salvador nessa época. Porcaria por porcaria, escolho a que fica mais perto de casa, logicamente. Passo no Speed Burguer (o melhor lanche ruim de Soterópolis) e vou para a tal Área Verde do hotel Othon.</p>
<p>No caminho entre o Speed e o inferno, digo, o show, vou sondando os cambistas. Começa em 50 pratas. Caro demais. Vou chegando perto e o preço vai caindo. Acho um sacripanta que pede 25 numa meia-entrada (preço original: R$ 15). Compro o bilhete e vou à luta.</p>
<p>A fauna que chega ao local é variada. Tem emo, gente bombada, paulistas axezeiros reconhecíveis a quilômetros de distância, mulheres que possivelmente serão estrelas das Brasileirinhas algum dia e um travesti altamente esquisito, com um top branco, short de piriguete e barba por fazer. Encosto numa mureta e fico vendo o zoológico por alguns minutos antes de entrar no ensaio, o que acontece quando interropem o hip-hop que tocava alto e o locutor anuncia o Parangolé.</p>
<p>Meu firme propósito de permanecer sóbrio vai embora logo na primeira, vá lá, música. Uma sucessão de gritos incompreensíveis, misturada aos berros da moçada jovem e sadia que estremece mais que <a href="http://www.google.com/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=2&amp;ved=0CBMQFjAB&amp;url=http%3A%2F%2Fmegaanime10.vilabol.uol.com.br%2Fpokeepilepsia.htm&amp;rct=j&amp;q=pok%C3%A9mon+epilepsia&amp;ei=N3hKS6z3CpOVtgfflfH7Aw&amp;usg=AFQjCNFcKovHGKXatCOKDsQQgLyMkNodaA" target="_blank">epilético assistindo Pokémon</a>. Sem cerveja é impossível. A gelosa no lugar custa 4 dinheiros e, pra terminar de ferrar, só tem Nova Schin.</p>
<p>Penso em ir embora, mas lembro que o melhor está por vir. Sim, porque &#8220;Sacode a Laje&#8221;, aquela jóia da cultura universal que você viu ali depois do primeiro parágrafo, não é nada perto do grande sucesso do verão: o &#8220;Rebolation&#8221;! Não posso deixar o recinto antes de ver isso acontecer ao vivo:</p>
<p align="center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ZskqtZ3slZY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/ZskqtZ3slZY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>A segunda obra executada também é incompreensível. Não faço ideia do que o cidadão aí, o vocalista Léo Santana, berrou. Pra falar a verdade, tava prestando mais atenção ao pessoal da segurança que, na maior tranquilidade, dançava e fazia fotos com os celulares. De repente, entendo algo que vem do palco: &#8220;Essa é a do verão! Essa é a do Carnaval!&#8221;. Será? É muita emoção.</p>
<p>Com a certeza de que o Rebolation seria a terceira música do set list e animado pela perspectiva de me mandar logo, deixo a boa gente da segurança em paz e me concentro no show. &#8220;Bota a mão na cabeça que vai começar&#8221; é o verso que abre os trabalhos. Composto, possivelmente, por algum policial militar, o trecho leva à loucura o pessoal &#8220;parangoleiro&#8221;, que bota a mão na cabeça e põe-se a rebolar &#8211; a primeira reação é recomendável em uma blitz da PM. A segunda, não.</p>
<p>O resto da música é bem minimalista. Resume-se a &#8220;rebolation é bom, bom; rebolation é bom, bom, bom&#8221; e &#8220;alô, minha galera, preste atenção, rebolation é a nova sensação. Menino e menina não fique de fora (sic) que vai começar o pancadão&#8221;. Chupa, Puccini. Pra completar, tem um sintetizadorzinho de fundo que fica o tempo inteiro zunindo na cabeça do vivente. Aquilo gruda nas ideias e, certamente, fará a alegria dos psiquiatras e da fábrica de Rivotril depois da Quarta-feira de Cinzas.</p>
<p>Terminados o rebolation e minha latinha da horrível cerveja, avisto logo a faixa: &#8220;SAÍDA &#8211; SEM RETORNO&#8221;. Pode ter certeza, irmãozinho. Como ponto positivo, o povo parecia estar se divertindo de fato, e não só querendo mostrar que tinha dinheiro pra comprar um abadá de mil pratas &#8211; como parece acontecer no Carnaval.</p>
<p>Conclusão: O rebolation não é bom, bom, bom. Em comparação com o Vale Night, avaliado em nossa última expedição, tem a vantagem de ser despretensioso e tosco com convicção. Em uma escala de 0 a 10, é melhor ouvir besteira do que ser surdo. Em tempo: o Rebolation não é considerado, exatamente, Axé Music. É o que chamam por aqui de Pagodão. Sinceramente, não vou mudar o título de uma série só pra acomodar uma besteira dessa.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anivelde.org/premioosso/2010/01/10/corazza-visita-axe-music-2.htm/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Corazza Visita: Axé Music #1</title>
		<link>http://anivelde.org/premioosso/2009/12/19/corazza-visita-axe-music-1.htm</link>
		<comments>http://anivelde.org/premioosso/2009/12/19/corazza-visita-axe-music-1.htm#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 03:37:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corazza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acarajé analítico]]></category>
		<category><![CDATA[Alucinação coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Gente Inflável]]></category>
		<category><![CDATA[Luxo e originalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Corazza Visita]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://anivelde.org/premioosso/?p=487</guid>
		<description><![CDATA[Uma das frases que mais ouço na Bahia é &#8220;ah, vai fingir que você não conhece?&#8221;. Normalmente, isso está associado a algum fenômeno da música carnavalesca local. Tento, em vão, argumentar que não conheço mesmo a figura-banda-ritmo-abadá. Não adianta. Sou tratado como um pedante que não tem coragem de assumir sua paixão por coisas como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das frases que mais ouço na Bahia é &#8220;ah, vai fingir que você não conhece?&#8221;. Normalmente, isso está associado a algum fenômeno da música carnavalesca local. Tento, em vão, argumentar que não conheço mesmo a figura-banda-ritmo-abadá. Não adianta. Sou tratado como um pedante que não tem coragem de assumir sua paixão por coisas como &#8220;rala a tcheca no asfalto&#8221; ou &#8220;senta, levanta, senta, levanta, senta, levantaaaaah!&#8221;. Assim sendo, tal qual um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ata%C3%ADde_Patreze" target="_blank">Athayde Patreze </a>musical, começo aqui a série &#8220;Corazza Visita: Axé Music&#8221;.</p>
<p align="center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/HtaJDc-7les&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/HtaJDc-7les&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<strong>Vale Night: minha parte eu quero em blues</strong></p>
<p>Para abrir os trabalhos, algo que vi num outdoor há pouco tempo em uma avenida aqui da capital baiana: o Vale Night. O digno cidadão Duval Lélis, que descubro posteriormente ser vocalista da banda <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Asa_de_%C3%81guia" target="_blank">Asa de Águia</a>, aparece apontando pra cima: &#8220;Vai rolar o vale night!&#8221;. Ok. Como outdoor não tem link pro YouTube, vou atrás da coisa quando chego em casa.</p>
<p>A obra-prima começa com &#8220;todo mundo tem direito a pelo menos um dia de folga por semana&#8221;. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Consolida%C3%A7%C3%A3o_das_Leis_do_Trabalho" target="_blank">Getúlio Vargas </a>ficaria orgulhoso do Durval Lélis. Mais adiante, ainda em tom de apresentação grandiosa, &#8220;peça o seu vale night e caia na folia&#8221;. Não, eu também não entendi, mas vamos em frente.</p>
<p>A sequência é &#8220;você não se ache, você não me alugue, você não me acabe, não, que daí, não tem quem aguente, sou muito decente&#8230;&#8221;. Percebam um certo exagero na decência do rapaz. Tirando isso, o verso não tem nada que se aproveite, não, não tem o que atraia, não, não, não&#8230; Preciso calcular se essa música tem mais vezes o termo &#8220;não&#8221; do que uma composição de Caetano. Estou em dúvida.</p>
<p>&#8220;Oh, meu bem, é muito trabalho na semana inteira, quero só meu dia de paz&#8221;. Muito trabalho? Acho que perdi alguma coisa. Vou ouvir o resto, peraí. &#8220;Encontrei a solução pra essa agonia: peça o seu vale night e caia na folia&#8221;. Agora, tudo faz sentido. O vale night seria como aquele cartãozinho de &#8220;saia da cadeia&#8221; do Jogo da Vida (ou seria Banco Imobiliário?). Bem, se o cidadão já está no Carnaval de Salvador, ouvindo esse negócio e suando sob o abadá de mil pratas num sol de 220 graus, não entendo por que pedir algo desse tipo. Enfim, prossigamos&#8230;</p>
<p>&#8220;Ela me deu um vale night, ô, ô, ôôô&#8230;&#8221; Que bom: o rapaz, finalmente, conseguiu o vale night. Também, com uma argumentação sólida, estóica e rigorosa como a demonstrada nos versos anteriores, só se a namorada do cidadão fosse uma desumana sem coração para não conceder o benefício, ô, ô, ôôô. Tou quase desistindo de ouvir.</p>
<p>&#8220;A gente precisa de uma saída, afinal. A festa com o vale night abalou geral&#8221;. Ok, chega. Já conheci, já sei do que se trata e vou responder com a maior elegância quando alguém me falar do vale night: conheço, já ouvi até um minuto e trinta e um segundos.</p>
<p>Conclusão: a qualidade musical de Vale Night, com boa vontade, é ruim. Um erro histórico impede o vivente de entender de cara o que acontece na letra &#8211; ninguém usa &#8220;vale alguma coisa&#8221; há muito tempo. Talvez, se fosse um &#8216;Tick&#8217; Night ou um VR Night a coisa ficasse mais clara. De qualquer modo, a levada marota e a guitarrinha-moleque têm tudo pra levar à loucura aquela moçada sadia que paga mil dinheiros em um abadá. Em uma escala de zero a dez, prefiro me calar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anivelde.org/premioosso/2009/12/19/corazza-visita-axe-music-1.htm/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Alborghetti no purgatório</title>
		<link>http://anivelde.org/premioosso/2009/12/09/alborghetti-no-purgatorio.htm</link>
		<comments>http://anivelde.org/premioosso/2009/12/09/alborghetti-no-purgatorio.htm#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 01:13:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corazza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alborghetti]]></category>
		<category><![CDATA[Alucinação coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de profissionalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gente Inflável]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Mentira]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião Sem Fundamento]]></category>
		<category><![CDATA[País dos Babacas]]></category>
		<category><![CDATA[morreu]]></category>
		<category><![CDATA[purgatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://anivelde.org/premioosso/?p=481</guid>
		<description><![CDATA[Outro dia, ninguém perguntou pra mim &#8220;pô, você ainda mantém aquele blog?&#8221;. Putz, o blog. O tempo tá escasso (mentira, eu vou é pro boteco quando devia estar escrevendo) e o ânimo tá complicado (verdade. Você entenderia se estivesse nesse calor senegalês que faz em Salvador, Bahêa). De qualquer modo, abandono mais uma vez a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia, ninguém perguntou pra mim &#8220;pô, você ainda mantém aquele blog?&#8221;. Putz, o blog. O tempo tá escasso (mentira, eu vou é pro boteco quando devia estar escrevendo) e o ânimo tá complicado (verdade. Você entenderia se estivesse nesse calor senegalês que faz em Salvador, Bahêa). De qualquer modo, abandono mais uma vez a Genivalda &#8211; minha rede &#8211; e vamo que vamo.</p>
<p>O fim do ano na capital baiana está interessante. A temperatura esquenta a cada minuto que passa. As emissões de gases-estufa, pelo que percebo, são fichinha perto das emissões da fumaça de dendê das barracas de acarajé. O Bahia comemora a permanência na Série B, o Vitória comemora a permanência na zona da Sul-Americana, os motoristas de ônibus comemoram a permanência no lado de fora de um hospício e por aí vai&#8230; Mas não era disso que eu ia falar.</p>
<p>Quero fazer, aqui, uma homenagem a <a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;ct2=us%2F0_0_s_0_0_t&amp;usg=AFQjCNGpe6CdNr3NOm15omCByX9nXQQ-oQ&amp;cid=1331985622&amp;ei=TE0gS7C8OpP48QTEk6StAw&amp;rt=SEARCH&amp;vm=STANDARD&amp;url=http%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Fcultura%2Frevistadatv%2Fmat%2F2009%2F12%2F09%2Fmorre-luiz-carlos-alborghetti-dono-do-bordao-bandido-bom-bandido-morto-915124329.asp">Luiz Carlos Alborghetti</a>, morto hoje na bonita e joiada capital paranaense. Enquanto muitos xingam, não sem razão, o grande Dalborga (apelido auto-atribuído, uma mistura de &#8220;dom&#8221; e &#8220;Alborghetti&#8221;), parto para a defesa de um dos aspectos fundamentais deste grande comunicador &#8211; adoro essa palavra.</p>
<p>Alborghetti era uma das coisas mais engraçadas de toda a baixa mídia brasileira. E da alta também. Era um trapalhão sem igual na categoria &#8220;reacionários-que-perdem-a-modéstia&#8221;. Se não, vejamos como Dalborga noticiou o surgimento do ET de Varginha, parente do vice-presidente de Juiz de Fora:</p>
<p align="center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7avi92ESSeg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/7avi92ESSeg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Assistiu ao vídeo? Pois bem. Agora, imagine um sujeito do naipe de Diogo Mainardi fazendo isso. Impossível. Falta-lhe a fibra. Aquilo que ele faz em suas &#8211; vá lá &#8211; colunas é um arremedo de ironia, com traços inconfundíveis de babaquice arrogante. Não chega perto de uma coisa dessas, aqui, ó:</p>
<p align="center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/DRFxxL2Hsvc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/DRFxxL2Hsvc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>No caso acima, Alborghetti consegue, em uma tacada só, dar mal a notícia, assassinar Ary Barroso e divertir as massas com humor de qualidade duvidosa. O tal CQC não faz nada muito diferente. Em certa altura da carreira, Dal assumiu seu lado Milton Neves e resolveu aceitar uns merchans pra tirar &#8220;uns cascaio&#8221;, como diria seu discípulo mais famoso, Carlos &#8220;Ratinho&#8221; Massa:</p>
<p align="center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Eq5qeLkUXpE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Eq5qeLkUXpE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Para encerrar essa chonga, vamos tentar evitar xingamentos de leitores nos comentários. Dalborga era um reacionário miserável? Sim, claro. Defendia pena de morte e outros absurdos? Sim, defendia. O que pensava Alborghetti não era importante, nunca foi, nunca será. Agora, raciocinem aí: tou errado quando acho mais engraçado ver Alborghetti cantando Aquarela do Brasil do que um episódio de Zorra Total? Eu pergunto, Dalborga responde:</p>
<p align="center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/TpAu95MjO0I&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/TpAu95MjO0I&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anivelde.org/premioosso/2009/12/09/alborghetti-no-purgatorio.htm/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ah, esses humanos&#8230;</title>
		<link>http://anivelde.org/premioosso/2009/11/04/ah-esses-humanos.htm</link>
		<comments>http://anivelde.org/premioosso/2009/11/04/ah-esses-humanos.htm#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 04:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corazza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alucinação coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Banana Republic]]></category>
		<category><![CDATA[Está demais Demóstenes]]></category>
		<category><![CDATA[Gente Inflável]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://anivelde.org/premioosso/?p=479</guid>
		<description><![CDATA[
Cons.tran.gi.men.to

S.m.
1. ato ou efeito de constranger
2. acanhamento
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/uJANYfjSzFM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/uJANYfjSzFM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p align="left"><strong>Cons.tran.gi.men.to</strong><br />
<em><br />
S.m.</em></p>
<p>1. ato ou efeito de constranger<br />
2. acanhamento</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anivelde.org/premioosso/2009/11/04/ah-esses-humanos.htm/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O dia em que Portugal reconquistou a Bahia</title>
		<link>http://anivelde.org/premioosso/2009/10/07/o-dia-em-que-portugual-reconquistou-a-bahia.htm</link>
		<comments>http://anivelde.org/premioosso/2009/10/07/o-dia-em-que-portugual-reconquistou-a-bahia.htm#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 17:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corazza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acarajé analítico]]></category>
		<category><![CDATA[Alucinação coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Joel 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Pé Frio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://anivelde.org/premioosso/?p=476</guid>
		<description><![CDATA[Depois de muito matutar e apesar de diversas recomendações contrárias, fui conhecer o estádio de Pituaçu, local onde pasta o atual elenco do glorioso Bahia. O estádio é público e foi ampliado após a tragédia da Fonte Nova. Quando ficou pronto, o tricolor baiano grilou o local &#8211; mais ou menos como o Corinthians fez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } -->Depois de muito matutar e apesar de diversas recomendações contrárias, fui conhecer o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1dio_de_Pitua%C3%A7u" target="_blank">estádio de Pituaçu</a>, local onde pasta o atual elenco do glorioso <a href="http://www.bbmp.com.br/" target="_blank">Bahia</a>. O estádio é público e foi ampliado após a <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL191882-5598,00.html" target="_blank">tragédia da Fonte Nova</a>. Quando ficou pronto, o tricolor baiano grilou o local &#8211; mais ou menos como o Corinthians fez e faz com o Pacaembu.</p>
<p>O jogo escolhido para minha estreia no futebol soteropolitano não poderia ser melhor: Bahia x Portuguesa. Ora, bolas, como todo paulistano sabe, jogar contra a Portuguesa é garantia de emoção. No mínimo, o árbitro <a href="http://www.santistaroxo.com.br/artigo/?id=4753" target="_blank">erra a contagem</a> de pênaltis e o título fica dividido. No máximo, seu time leva uma <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6_kcllrBhzg" target="_blank">goleada histórica</a> com direito a gol marcado por Evandro aproveitando falha de Bordon.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>O Bahia já ia mal das pernas na Série B desde que eu cheguei a este joiado e ensolarado estado. Time bagunçado, diretoria pilantra e, no meio de tudo isso, o coitado do Sérgio Guedes com seus cabelos estilo Chitãozinho do Aterro do Flamengo. A redenção viria contra a Lusa. Uns 8 a 0 nos padeiros paulistas resolveria a parada. Mas, como já foi dito, nada é simples quando o adversário é um time cuja diretoria <a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Portuguesa/0,,MUL1280516-15013,00.html" target="_blank">invade o vestiário armada</a> para ameaçar os pernas-de-pau.</p>
<p>Voltemos ao estádio. Pituaçu é legal. O acesso é uma porcaria, mas nada que assuste quem fazia o agradável trajeto Cambuci-Morumbi quase toda semana. A entrada é razoavelmente organizada, tem uma área de circulação boa e os banheiros, por incrível que pareça, são mais limpos que os de qualquer redação de jornal do país. Fosse um estádio maior, poderia tranquilamente pleitear uma abertura de Copa sem precisar fazer o Juca Kfouri ter chiliques.</p>
<p>Ponto fraco: aderiram à frescura bandeirante por aqui e só vendem cerveja sem álcool. Ponto forte: baiana vendendo acarajé no intervalo do jogo. Sigamos ao certame.</p>
<p>O Bahia começou o jogo da mesma forma que joga o atual campeonato: completamente perdido. Ninguém se entendia, os passes pareciam textos de Paulo Coelho e a Portuguesa só não abriu o placar no primeiro tempo porque não deve ter entendido exatamente o que estava <em>a se passaire cum aquéles gajos</em>.</p>
<p>O grande momento do primeiro tempo veio após o apito do sacripanta do árbitro. Tendo perdido o gol mais feito do Recôncavo Baiano e região nas últimas décadas, Lima, do Bahêa, diz a um repórter que não deve satisfação a ninguém, nem torcida, nem diretoria. &#8220;Só devo satisfação pra minha família!&#8221;. E desceu para o chuveiro.</p>
<p>Na segunda etapa, já devidamente orientados de que a partida havia, de fato, começado, os bravos bandeirantes enfiaram um a zero com poucos segundos. E 2 a 0 em seguida. A cara dos &#8220;bahêa&#8221; trafegava entre o impagável e o digno de pena. Cada um com sua reação. Uns jogavam o radinho no chão. Outros já deixavam o estádio &#8211; com 15 minutos de segundo tempo &#8211; notem a confiança no poder de reação do esquadrão.</p>
<p>Quando tudo parecia mais perdido que o Lima em campo, eis que surge uma nesga de esperança. Bahia diminui, 2 a 1. A torcida enlouquece. Destaque para as bandeiras da segunda organizada mais sensacional do país, a Povão (este blogue sustenta a tese de que nunca surgiu nem surgirá organizada mais genial do que a Fla Manguaça). Sem qualquer respeito à festa emocionada da torcida tricolor, a Lusa vai lá e enfia mais dois. O Bahêa ainda finge que vai reagir, mas aí é aquela coisa: se você já levou quatro gols da Portuguesa, é melhor perder logo, dane-se. E a desgraça acaba 4 a 1.</p>
<p>Pra encurtar o causo, já debaixo de chuva, saio de Pituaçu tendo visto um dos jogos mais bizarros de futebol da minha vida, e olha que eu ia ao estádio na China ver Beijing Guo&#8217;an x Dalian. Como superstição pouca é bobagem, um amigo que encontrei no estádio antes do sacode da Lusa deve estar achando, até agora, que o paulista pé-frio aqui é que jogou o Bahêa onde está &#8211; local também conhecido como zona do rebaixamento. Penso em cobrar para não aparecer mais.</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Sim, este blogue sabe que o jogo foi há um tempão. O ritmo baiano já me contagiou, meu rei.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anivelde.org/premioosso/2009/10/07/o-dia-em-que-portugual-reconquistou-a-bahia.htm/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Levantando da rede</title>
		<link>http://anivelde.org/premioosso/2009/10/04/levantando-da-rede.htm</link>
		<comments>http://anivelde.org/premioosso/2009/10/04/levantando-da-rede.htm#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 16:14:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corazza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acarajé analítico]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de profissionalismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://anivelde.org/premioosso/?p=473</guid>
		<description><![CDATA[Confesso que fico espantado com minha própria capacidade de adaptação ao meio. Em três meses e uns quebrados de Bahia, já aderi ao ritmo, comprei uma rede e descobri que &#8220;segure a cabeça de mamãe!&#8221; é muito mais do que uma expressão sem o menor sentido.
A prova maior de minha perfeita acomodação no seio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que fico espantado com minha própria capacidade de adaptação ao meio. Em três meses e uns quebrados de Bahia, já aderi ao ritmo, comprei uma rede e descobri que &#8220;<a href="http://toretado.blogspot.com/2007/10/segure-cabea-de-mame.html" target="_blank">segure a cabeça de mamãe!</a>&#8221; é muito mais do que uma expressão sem o menor sentido.</p>
<p>A prova maior de minha perfeita acomodação no seio de Soterópolis é que mal escrevi <a href="http://anivelde.org/premioosso/2009/08/31/o-escolha-o-xibungo-voltoooou.htm" target="_blank">aquele post</a> de retorno, me bateu uma preguiça danada e voltei para o conforto de Genivalda, minha rede.</p>
<p>Após receber cartas furiosas de fãs e duas notificações em forma de granada de agiotas peruanos radicados na <a href="http://wikimapia.org/5471826/Baixa-do-Tubo-Vale-do-Matatu" target="_blank">Baixa do Tubo</a>, resolvi retomar um pouco de meu espírito bandeirante e, de fato, atualizar esta chonga.</p>
<p>Fato determinante para tal postura é, também, conseguir internet em meu suave cafofo, localizado estrategicamente entre um <a href="http://mariefleur.zip.net/images/BarracaDinha.jpg" target="_blank">boteco</a>, uma <a href="http://www.propagandasantigas3.blogger.com.br/sonrisal5.jpg" target="_blank">farmácia </a>e uma <a href="http://v.i.uol.com.br/image/nyt_36salvador1.jpg" target="_blank">baiana de acarajé</a>. Vamos à luta, ó, campeões!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anivelde.org/premioosso/2009/10/04/levantando-da-rede.htm/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O [escolha o xibungo] voltoooou!</title>
		<link>http://anivelde.org/premioosso/2009/08/31/o-escolha-o-xibungo-voltoooou.htm</link>
		<comments>http://anivelde.org/premioosso/2009/08/31/o-escolha-o-xibungo-voltoooou.htm#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 00:49:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corazza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acarajé analítico]]></category>
		<category><![CDATA[Alucinação coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de profissionalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Mentira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://anivelde.org/premioosso/2009/08/31/o-escolha-o-xibungo-voltoooou.htm</guid>
		<description><![CDATA[Já que a grande moda é berrar que &#8220;O Timão voltou!&#8221;, &#8220;O Campeão voltou!&#8221;, &#8220;Jesus Cristo voltou!&#8221; e similares, este blog não podia ficar de fora. Depois de uns problemas técnicos de ordem ético-quânticas, voltamos a derramar sabedoria por estas binárias páginas.
Em breve, mais posts de qualidade superior e cultura elevada. Por enquanto, saibam apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já que a grande moda é berrar que &#8220;O Timão voltou!&#8221;, &#8220;O Campeão voltou!&#8221;, &#8220;Jesus Cristo voltou!&#8221; e similares, este blog não podia ficar de fora. Depois de uns problemas técnicos de ordem ético-quânticas, voltamos a derramar sabedoria por estas binárias páginas.</p>
<p>Em breve, mais posts de qualidade superior e cultura elevada. Por enquanto, saibam apenas que, enquanto escrevo estas palavras, <a href="http://twitter.com/BlogdoNoblat">Ricardo Noblat</a> está narrando a novela das 8 no Twitter. E reflitam.</p>
<p><strong><em>Adendo: </em></strong>Recebemos inúmeros comentários recomendando cupons para desconto, remédios para impotência sexual e links para fotos de Megan Fox transando. Por falta de tempo, não pude seguir as recomendações, mas agradeço a dr. couch dentist, bestpricecameras.com, yahoo.copm e outros pela leitura e pelo carinho. Amplexos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anivelde.org/premioosso/2009/08/31/o-escolha-o-xibungo-voltoooou.htm/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
