china in box

Como vocês puderam conferir no último post, nesta quinta-feira fomos convidados para jantar na casa da Tina, uma jornalista chinesa que também está fazendo seu mestrado na LSE.

Ficamos como guests, apenas descascando o alho e observando ela preparar, em 30 minutos, um banquete.

Tivemos uma seleta de legumes regado ao molho de soja; peixe comprado em chinatown, cozido no vapor, temperado com (tchã-nã!) soja, gengibre e outras especiarias que não ousaria traduzir pro portunglês; costelinha de porco e tofu ao molho agridoce e noodles ao molho de um omeletão de legumes ligeira e perfeitamente fatiados por nossa hostess.

Comi a melhor comida chinesa da minha vida. Me deliciei, pela primeira vez, com costelinha de porco, e juro que nunca comi um peixe tão bom. E o melhor de tudo foi aprender a comer à chinesa: é tudo coletivo. Você vai pegando as porçõezinhas do que quiser com seus chopsticks e vai mandando pra dentro.

DSC05654Chop chop chop

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Nossa Hostess em ação

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Nosso private chinese banquete =) (comida pra 4!)

Nota importante: wilson e tina nos ensinaram que hashi significa “PERNAS”. agora a piada óbvia : daqui por diante, favor só usar o hashi pra comer entre quadro paredes =O

What’s your name?

A Ásia inteira baixou aqui e, andando pelo centro de Londres, o que você menos vai escutar é alguém falando inglês british de raiz. Esse a gente só ouve quando vai fazer compras na perifa (conto mais em outro post) – ou quando eu vou para Milton Keynes, cidade onde fica a universidade que frequento aqui nos UK (essa história tb fica pra outro post). E se os asian sounds não são nada fáceis de se entender, imagine então chamar um asian friend pelo seu nome real.

Pois é. Ontem fomos convidados para jantar na casa de uma colega do Leandro, a CaixinChuan (acho). Ela estava com um amigo, chinês como ela, cujo nome só conseguiria traduzir em sons de vogais entremeados de ‘x’ õxíxãxõ. Pois bem, nos apresentamos, mas passei a noite inteira sem conseguir pronunciar o nome de nenhum dos dois. E é bem tenso ter que chamar alguém de ‘você’ o tempo inteiro. Acho um tanto quanto indelicado. Mas era isso ou a mudez absoluta.

Enfim, após degustarmos o melhor da comida chinesa feita em casa (a menina é um talento culinário), chegaram uns amigos da chinesa e ela foi nos apresentar. Disse: “essa é a Bárbara e esse é o…. bem, se apresente você! Aliás, você não tem um English name?”. “Não, não tenho, só uso o Leandro”. “Ok, then”. Pronto. Descobri que ela era a Tina e o amigo dela, Wilson. English names. Mas não como João Kenjie ou Ana Tamie, essa coisa toda brasileira, registrada no papel. Não. Você escolhe o nome que bem entender, o que mais gostar, o que sempre quis ter. Pois bem, nessa de pick you name, decidimos que a partir de hoje Leandro is George e I am Victoria.

Nice to meet you =)

reasons to love LDN #horsconcours

do Le Love

lá tem lua-de-mel na neve e eu não passo frio =)

histeria

cheguei, fiquei macambúzia, chorei duas semanas, achei que não ia dar certo, briguei com burocracias, paguei 12 dólares pra pedir informação que eu já sabia, fali, mais tradução, mais tradução, chegou o visto, chegou o visto com a data errada, mais lágrimas, mais lágrimas, cadê a passagem? mais interurbano, mais skype linha cruzada, mais agonia, me conformei, voltei a estudar concentrada, pulei carnaval, assisti olimpíadas de inverno, entendi quem era tessália e agora odeio a lia, me envolvi com o baixo nível de compreensão das pessoas que assistem BBB (!?), fiquei com pena da elenita -que é doutora e só quem é Dr ou candidato a sabe como é ser estatística de desemprego-, torci pra vai-vai, torci pra tijuca, assisti todo o desfile da tijuca, não sei o que é rebolation, agradeço a deus por não saber o que é rebolation, sai num bloco de barão de geraldo após oito anos de barão geraldo, desaprendi a ler o caderno de dinheiro, engordei todos os quilos que perdi caminhando na neve, gripei no verão, chegaram as passagens, voltei a chorar, tô com medo da capes, tô com medo de não levar o campeonato da capes, quero muito levar o campeonato da capes, mas chega. chega. chega que só quero chegar logo pra me envolver com o simon e a uniqlo, parar de rir e chorar cinco vezes seguidas e brincar de um amor numa cabana. meu amor é meu prozac.

com açúcar, com afeto

recomenda-se tomar doses diárias

reasons to love LDN #2

Um astro do cinema indiano, um body scanner e uma piada levada a sério.

Ele disse que a moça do scanner imprimiu a foto dele peladão, vista no body scanner, e que ele autografou.

Eu dei um google e pensei: por que alguém ia querer a foto do Xororó pelado?

[esse é o bolywood star, Shahrukh Khan]

But UK is a very literal place. e é por isso que eu amo eles:

RT @Heathrowairport It’s not possible to print, reproduce or share images taken by a body scanner at Heathrow. Images are immediately deleted http://ow.ly/15PK6

Agora, confesso que o que não me sai da cabeça é: fim do mês tô lá no body scanner dando pinta sem cachê?!

hoje acordei assim, meio lula-lá

Finalmente fui assistir “Lula, o filho do Brasil”. E a história que se segue é tão clichê que só podia ser verdade.

No fim da sessão, enquanto passavam as fotos históricas do presidente junto com as letrinhas, 3 faxineiras entraram pra limpar a sala de cinema. Eu teimei (rá) e fiquei até a última foto. Queria ver Dona Lindu em todo seu arsenal de fotos. E queria ver Lula sem barba, pagando as covinhas. Vi. As três senhouras também. Aí, uma disse pra outra: “esse filme é muito bom. sempre vejo o final. no dia da minha folga vou vir aqui só pra assistir”. Diante da cara de interrogação das outras duas, ela explicou: “sou fã de Lula desde menina. sei da luta dele. é a nossa luta”. Então pronto. Agora assim acabou a sessão.

Lulismos à parte (lo juro!), tudo o que tenho a dizer sobre a peça cinematográfica é que Lula merecia um filme melhor.

reasons to love LDN #1

Quando você segue @LDN, @LondonNet, @ViewLondon, @TimeOutLondon e seus amigos no twitter, fica fácil saber porque as pessoas facilmente se apaixonam por Londres. Promoções, filmes e shows de graça, trocadilhos impagáveis, muita fofocagem. Mas hoje, meu motivo para amar Londres foi a descoberta do “Russell Hoban Day” (tks, @LDN!).

Imagina que no dia do aniversário do seu escritor preferido as pessoas espalham papéis amarelos com citações da obra dele pra você pegar, levar pra casa e se comprometer a espalhar pelo menos dois papéis iguais aquele no ano que vem… Agora imagine que esse escritor ainda está vivo e está vendo essa homenagem acontecer.

Tem coisa mais fofa? Tem? Se tem, alguém me conta, porque eu derramei uma lágrima furtiva só de imaginar esse senhor de 85 anos andando pela cidade e vendo um monte de folha amarela espalhadas por aí: no metrô, no café, nas paredes, na cadeira do cinema, na caixa de correio, no elevador, na porta da sua casa, no cardápio do restaurante… Tem homenagem mais linda?

Tá, eu nunca li livro algum do Hoban. Mas o que faz dessa história ainda mais bonita é que ele é um escritor de livros infantis. E são adultos que cresceram lendo sua obra que prestam essa homenagem. De novo: tem coisa mais linda?! É como se a gente espalhasse papéis amarelos por São Paulo com os dizeres “Errrrrrrr… Não fui eu!” “Pála, Mônica! Dentuça!” #musadostandup =)

Leandrumberto e Laura: caso encontrem as folhas amarelas, favor fotografar e se emocionar com as pequenas coisas da vida no meu lugar =)

all is love…

Daí que em 2004 eu ouvi “Maps” pela primeira vez e me apaixonei pelos Yeah Yeah Yeahs.

Daí que em 2010 assisti “Where the wild things are”, descobri que quero ter um filho de nome Max e uma trilha sonora da Karen O. todinha pra ele.

Pra harmonizar os monstrinhos que vivem dentro da gente:

One, two, ready, go

Grow some big feet, holes in history
Is where you’ll find me, is where you’ll find
All is love, is love, is love, is love

L.O.V.E, it’s a mystery
Where you’ll find me, where you’ll find
All is Love, is love, is love, is love

Hey, ooh
Hey, ooh
Ooh ooh…
All is Love

One, two, ready, go
L.O.V.E, it’s a mystery
Where you’ll find me, where you’ll find
All is love, is love, is love, is love

Ooh ooh…
All is Love, is love, is love, is love…

tá tudo tão vazio e o mundo tá tão todo em silêncio que eu só sei sentir solidão. dilacera.

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