hoje acordei assim, meio lula-lá

Finalmente fui assistir “Lula, o filho do Brasil”. E a história que se segue é tão clichê que só podia ser verdade.

No fim da sessão, enquanto passavam as fotos históricas do presidente junto com as letrinhas, 3 faxineiras entraram pra limpar a sala de cinema. Eu teimei (rá) e fiquei até a última foto. Queria ver Dona Lindu em todo seu arsenal de fotos. E queria ver Lula sem barba, pagando as covinhas. Vi. As três senhouras também. Aí, uma disse pra outra: “esse filme é muito bom. sempre vejo o final. no dia da minha folga vou vir aqui só pra assistir”. Diante da cara de interrogação das outras duas, ela explicou: “sou fã de Lula desde menina. sei da luta dele. é a nossa luta”. Então pronto. Agora assim acabou a sessão.

Lulismos à parte (lo juro!), tudo o que tenho a dizer sobre a peça cinematográfica é que Lula merecia um filme melhor.

reasons to love LDN #1

Quando você segue @LDN, @LondonNet, @ViewLondon, @TimeOutLondon e seus amigos no twitter, fica fácil saber porque as pessoas facilmente se apaixonam por Londres. Promoções, filmes e shows de graça, trocadilhos impagáveis, muita fofocagem. Mas hoje, meu motivo para amar Londres foi a descoberta do “Russell Hoban Day” (tks, @LDN!).

Imagina que no dia do aniversário do seu escritor preferido as pessoas espalham papéis amarelos com citações da obra dele pra você pegar, levar pra casa e se comprometer a espalhar pelo menos dois papéis iguais aquele no ano que vem… Agora imagine que esse escritor ainda está vivo e está vendo essa homenagem acontecer.

Tem coisa mais fofa? Tem? Se tem, alguém me conta, porque eu derramei uma lágrima furtiva só de imaginar esse senhor de 85 anos andando pela cidade e vendo um monte de folha amarela espalhadas por aí: no metrô, no café, nas paredes, na cadeira do cinema, na caixa de correio, no elevador, na porta da sua casa, no cardápio do restaurante… Tem homenagem mais linda?

Tá, eu nunca li livro algum do Hoban. Mas o que faz dessa história ainda mais bonita é que ele é um escritor de livros infantis. E são adultos que cresceram lendo sua obra que prestam essa homenagem. De novo: tem coisa mais linda?! É como se a gente espalhasse papéis amarelos por São Paulo com os dizeres “Errrrrrrr… Não fui eu!” “Pála, Mônica! Dentuça!” #musadostandup =)

Leandrumberto e Laura: caso encontrem as folhas amarelas, favor fotografar e se emocionar com as pequenas coisas da vida no meu lugar =)

all is love…

Daí que em 2004 eu ouvi “Maps” pela primeira vez e me apaixonei pelos Yeah Yeah Yeahs.

Daí que em 2010 assisti “Where the wild things are”, descobri que quero ter um filho de nome Max e uma trilha sonora da Karen O. todinha pra ele.

Pra harmonizar os monstrinhos que vivem dentro da gente:

One, two, ready, go

Grow some big feet, holes in history
Is where you’ll find me, is where you’ll find
All is love, is love, is love, is love

L.O.V.E, it’s a mystery
Where you’ll find me, where you’ll find
All is Love, is love, is love, is love

Hey, ooh
Hey, ooh
Ooh ooh…
All is Love

One, two, ready, go
L.O.V.E, it’s a mystery
Where you’ll find me, where you’ll find
All is love, is love, is love, is love

Ooh ooh…
All is Love, is love, is love, is love…

tá tudo tão vazio e o mundo tá tão todo em silêncio que eu só sei sentir solidão. dilacera.

Era uma vez em Bloomsbury*

“In or about December, 1910, human character changed”, escreveu Virginia Wolf.

Dois anos depois de o caráter humano ter sido modificado, nasceu Christopher Hill. E em tempo pós-impressionista. 1640, no entanto, ainda era uma história povoada de invisíveis.

Ai, o mundo de pernas para o ar!

Viver é um desafio à gravidade.

(*1 novembro de 2007, no meu antigo blog: Um conto em cada canto)

haiti

spaceballhSem título

As fotos são de Roger Hilaire. Visitem sua galeria no Flickr.

Para acompanhar os desdobramentos da tragédia, o blog dos meus colegas de IFCH, que fica cada dia melhor: http://lacitadelle.wordpress.com/ e do jornalista Aloisio Milani: http://aloisiomilani.wordpress.com/

Doações: “O Banco do Brasil e a Embaixada do Haiti no Brasil abriram uma conta corrente para receber doações para as vítimas do terremoto nas proximidades de Porto Príncipe, no Haiti, ocorrido ontem. O dinheiro recebido na conta será administrado diretamente pela diplomacia do país da América Central. Depósitos de qualquer valor podem ser feitos em nome de SOS Haiti, agência 1606-3, conta corrente 91.000-7″

repeat after me

eu detesto adrenalina eu detesto adrenalina eu detesto adrenalina eu detesto adrenalina eu detesto adrenalina eu detesto adrenalina eu detesto adrenalina eu detesto adrenalina eu detesto adrenalina eu detesto adrenalina eu detesto adrenalina eu detesto adrenalina eu detesto adrenalina e não sei agir sob pressão.

conto de fadas

nesse meu primeiro mês aprendi que as moedas de 2 p não valem mais que as de 1 pound, mas são muito preciosas. descobri que eu não levo mesmo jeito pra ser elegante em camadas, mas continuo tentando. percebi que vai ser difícil viver ser as manchetes preciosas do evening standard – que some nos finais de semana e feriados, mas que é de graça, afinal. fiz o primeiro feijão da minha vida, em forma de tutu, e venci o desafio culinário que havia me imposto “só cozinha bem quem sabe fazer bom feijão”. mas pude sentir os efeitos colaterais crescentes dessa massa marrom no meu corpo e compreendi que feijão não é coisa pra se comer todo dia se se quer ter um manequim 40 (ok, 38, já desisti de você há muito tempo). vi pela primeira vez a neve, mas não pude fazer dela boneco. mas a descoberta não comprometeu meu conhecimento experimental: depois da neve, se sair sol, não se engane, otário, vai estar um frio do caralho. minhas botas de camurça molham. e quando eu coloco as galochas, não chove nem neva. ainda não descobri se calço 6 ou 5 (ou seria 5,5?), mas pouco me importa. com tanta meia no pé, quem sabe qual é o real tamanho do sapato de inverno? já parei de chamar as meninas que andam de meia-calça e mini-saia de piriguetes e desfilei algumas vezes de meia-de-lã (toda chica latina sente muito frio) e saião. descobri que não posso lavar roupa na mão com sabão em pó (cortei todos os meus dedinhos. e nesse frio, rapaz, dói). e estou viciada nos basics do sainsbury e nos vidros de tikka masala de qualquer marca. aprendi a cozinhar no cooktop e caí no trote do alarme de incêndio duas vezes. não posso mais viver os invernos que virão sem um aquecedor. não posso mais viver sem as gadgets do lar da argos (como assim, uma batederia por 3 libras?!). ainda não bebi a minha guiness (vê se pode?), mas já me empanturrei de Cerveja de Trigo, de Stella Artois e de Carlberg (the best lager ever). na segunda começo a belly dancing. na quarta retomo a yoga. e depois, bem, depois, é a saudade. saudade dessa vida daqui, que me faz querer ficar pra sempre acordando tarde e dormindo cedo. saudade dessa cama que a gente guarda dentro do armário e da faxina que a gente adia pra escrever trabalho. saudade dessa escrivaninha compartilhada, desse calorzinho bom ao meu lado 24h,7 dias por semana. saudades… =)

happily ever after

Le Love, always…

Quando você começa o ano recebendo um cumprimento de Feliz Ano Novo assim: “Acho que não tenho nada mais a te desejar, pois vendo você e seu marido juntos, vejo que vocês já encontraram toda a felicidade que procuravam na vida. Tudo o que posso desejar é um dia ser tão feliz como vocês…”, você pode ter certeza de que 2010 tem tudo para ser o melhor ano da sua vida. E o cumprimento era cheio de um sorriso iluminado, cheio de uma ternura sincera.

Desejo a felicidade, sempre. Pra mim e pra vocês =)

Feliz 2010!

=*

em busca da tog perfeita

Eu não vivo sem edredon. Faça frio, faça calor, estou sempre com a cobertinha enrolada, fazendo peso no corpo pra ele dormir feito múmia. Aqui, a gente tem uma colcha quentinha, mas que às vezes nos deixa na mão – quando o aquecedor resolve desligar sozinho em plena madrugada. Friorenta que sou, fui atrás de um edredon pra completar minha felicidade.

Depois de descobrir que os Duvets de 9 libras da Argos eram apenas capas, fui correndo pra amazon (meu paraíso das compras). E aí me deaparei com um mundo de possibilidades. Aqui, os duvets (recheios do edredon, braquinhos, por isso a venda desenfreada de capas) têm uma medida de resistência térmica, a Tog.  Segundo a wikki, os de 4,5 são para o verão, entre 9 e 10,5, primavera e outono, e a partir de 11, inverno. Quanto maior a tog, mais caro o duvet. Mas não é que o de 15 estava na promoção? Mas não será muito quente? E agora?

Aqui, a gente não vive sem os comentários dos compradores anteriores. Os que compraram o de 13,5 diziam que o duvet não era nem tão quente nem tão frio (socorro!). E os de 15, vejam vocês:

“Having struggled putting a double duvet cover over two thinnish low tog quilts for the past two years, I told my partner enough was enough – time to buy one quilt and make it a 15 tog ! It is a very lightweight quilt and we wondered whether it would be warm enough… but it’s so cosy under the duvet that we’re finding it a real struggle to hit the carpet in the mornings ! This a a very warm quilt and it’s so much easier changing the bed ! You won’t be disappointed !”

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Ahhhhhhhh, malandragem. Se já estamos acordando tarde todos os dias, imagina depois desse duvet de 15 togs? Que seja! Tudo por uma cama mais cosy and warm por uma pechincha… Ele chegará em breve pra mudar nossas vidas =)

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