Quase todo mundo que eu amo ama porco

Eu preciso aprender a finalizar pratos
Eventos com a galera são quase sempre sinônimo de porco + algum acompanhamento classe pra Júlia, que não come carne mas respeita.
No último (que já faz algum tempo e eu enrolei pra postar), foi esse aí. Uma costelinha ardida e meio adocicada acompanhada de risoto de maçã verde e curry.
Melhor do que a comida, que dessa vez ficou sensacionante, sempre é a reação das pessoas. Depois da já tradicional treta com o Renato (o maior parceiro de forno e fogão de todos os tempos), é só servir e ter orgasmos gástricos com os elogios da galera – mesmo sabendo que é tudo gente humilde e boa de prato e que sempre vai achar tudo gostoso.
A receita do risoto eu juro que esqueci. Mas segue a do porco, retirada do livro homônimo com que Arnaldo me presenteou há mais de um ano e eu agradeço todo dia até hoje.
Porco agridoce do restaurante Mistura Fina, no Rio*
*Com algumas alterações minhas, que odeio coentro
Marinar por, de preferência, uma noite inteira, 800g de costelinhas de porco frescas (de preferência bem altas) em uma mistrura de cebola alho, pimenta szechuan (ou fagara), sal, cerca de 100 ml de vinagre de vinho tito e 100 ml de água. As quantidades de tempero para a marinada vão do gosto e da noção de quem pilota.
Para a cobertura agridoce:
- 120g de goiabada em pedaços (pode colocar com fé que fica bom, vai por mim)
- 150g de tomate italiano pelado (uma lata)
- um dente de alho picado
- 1 colher de cebola picada
- 1 colher de sobremesa de mostarda Dijon
- sal
- 2 colheres de sopa de glicose de milho
- Meio copo de vinho tinto
- 2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
- 1 colher de sobremesa de tabasco
Modo de fazer:
Misturar todos os ingredientes da cobertura numa panela e cozinhar em banho-maria até reduzir e ficar aveludado e brilhante (uns 20 minutos)
Assar a carne na marinada por cerca de 45 minutos a cerca de 220°C e, depois, retirar do forno, descartar a marinada e melecar todos os pedacinhos com a cobertura já pronta. Voltar ao forno por mais cerca de 20 minutos para dar aquela caramelizada.
Porco é vida. Pratique.
Sem qualquer modéstia, este foi de fato um dos melhores pratos que fizemos… chegaria a complementar dizendo que a galera teve “múltiplos” orgasmos gástricos.
PS: já sobre as tretas, preciso esclarecer que é o nosso toque final nos pratos, vai? Aquele “temperinho de vó” que ninguém consegue copiar. hahaha divertidissimo!
A melhooor parceria. Uma grande honra pra mim!
Brigaduu viu
Eu observei todas as etapas do preparo nesse dia e, claro, comi feito louca. Está na Top 5 costelinhas que mais amei na vida. E olha que eu já comi muita costela.
Parece que não vai dar certo por causa da goiabada. Mas fica incrível e não é doooooce, sabe? Na medida certa. Aprovada!
E obrigada por colocar aqui o porquinho que tanto pedi! =)
Momento pidão: me convida pra comer um ovo frito?
Poxa vida… pra essas coisas ninguém me convida.
Aí depois vem e fala: eu faço uma rabada com ploenta e a gente vai pro Palestra depois… tudo bem, vai… Rs
Tem indicação do seu blog no meu novo post! Dá um look lá.
Bjo