Lasanha de camarão

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É domingo e você acorda com vontade de comer camarão. Mas é domingo,  e não comer massa é uma opção equivocada.

Aí você vai na internet, essa coisa moderna, e resolve o seu problema.

Olha aqui e diz se a minha não é 999 vezes mais estupenda.

Lei antifumo não evita que babacas saiam de casa

Não sou contra a lei do Serra,  só desejo morte lenta às pessoas que urram de alegria ao saberem que podem ligar pra denunciar um fumante.

E é fato que eu seria bem a favor de proibirem cretinos em geral de abrirem a boca por aí. Isso mata mais que fumaça, aposto.

Dito isto, conto a melhor história desses novos tempos.

No primeiro sábado da lei valendo, fui ao Grazie a Dio para um aniversário. Eles fizeram um esquema ok, de quintalzinho, onde só podem ficar seis pessoas ao mesmo tempo. Aí forma-se uma filinha e o segurança (que naquela noite era um cara bem bacana e educado) controla o fluxo.

Na hora do meu terceiro cigarro, estava na fila com dois amigos e chegou um rapaz com uma deficiência nos braços. Ele gritou pro segurança: “Deficiente tem direito de passar na frente”. Todos rimos, mas ele tava falando sério.

Deu piti e acabou indo fumar na rua por recomendação da pobre gerente. Adoro imaginar agora uma grávida locona reivindicando seus direitos de fumar ates de mim. É de cair o cu da bunda.

Na mesma noite, ouvi de um amigo, que tinha ido pra outra festa, a seguinte frase: “Agora sinto cheiro de peido na pista. De peido!”

A verdade está aqui dentro, mas pode derreter

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Só uma manteiga argentina pra se autoproclamar a verdade láctea.

L’Entrecôte de Ma Tante

fernando diz:
e esse restaurante novo do olivier anquier?
fernando diz:
que só serve um prato?
fernando diz:
da tia dele
Karen diz:
gente

Mais informações aqui

Quase todo mundo que eu amo ama porco

Eu preciso aprender a finalizar pratos

Eu preciso aprender a finalizar pratos

Eventos com a galera são quase sempre sinônimo de porco + algum acompanhamento classe pra Júlia, que não come carne mas respeita.

No último (que já faz algum tempo e eu enrolei pra postar), foi esse aí. Uma costelinha ardida e meio adocicada acompanhada de risoto de maçã verde e curry.

Melhor do que a comida, que dessa vez ficou sensacionante, sempre é a reação das pessoas. Depois da já tradicional treta com o Renato (o maior parceiro de forno e fogão de todos os tempos), é só servir e ter orgasmos gástricos com os elogios da galera – mesmo sabendo que é tudo gente humilde e boa de prato e que sempre vai achar tudo gostoso.

A receita do risoto eu juro que esqueci. Mas segue a do porco, retirada do livro homônimo com que Arnaldo me presenteou há mais de um ano e eu agradeço todo dia até hoje.

Porco agridoce do restaurante Mistura Fina, no Rio*
*Com algumas alterações minhas, que odeio coentro

Marinar por, de preferência, uma noite inteira, 800g de costelinhas de porco frescas (de preferência bem altas) em uma mistrura de cebola alho, pimenta szechuan (ou fagara), sal, cerca de 100 ml de vinagre de vinho tito e 100 ml de água. As quantidades de tempero para a marinada vão do gosto e da noção de quem pilota.

Para a cobertura agridoce:
– 120g de goiabada em pedaços (pode colocar com fé que fica bom, vai por mim)
– 150g de tomate italiano pelado (uma lata)
– um dente de alho picado
– 1 colher de cebola picada
– 1 colher de sobremesa de mostarda Dijon
– sal
– 2 colheres de sopa de glicose de milho
– Meio copo de vinho tinto
– 2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
– 1 colher de sobremesa de tabasco

Modo de fazer:
Misturar todos os ingredientes da cobertura numa panela e cozinhar em banho-maria até reduzir e ficar aveludado e brilhante (uns 20 minutos)

Assar a carne na marinada por cerca de 45 minutos a cerca de 220°C e, depois, retirar do forno, descartar a marinada e melecar todos os pedacinhos com a cobertura já pronta. Voltar ao forno por mais cerca de 20 minutos para dar aquela caramelizada.

Você se sente jovem quando

Vai ao Pandoro e diz: “Nossa, é igualzinho ao Astor”.

Precisei do Arnaldo pra me lembrar que o Astor é um parque temático.

Pão de batata é fácil

A bandeja é fofa, mas não favoreceu a imagem

A bandeja é fofa, mas não favoreceu a imagem

Até para analfabetos em massa, como eu (Nota da Redação: analfabetismo em massa, neste blog, nada tem a ver com Paulo Freire, Fernado Hadad ou Diogo Mainardi).

Ganhei uma dessas revistinhas de R$ 0,99 da minha mãe, que disse que eu preciso aprender a fazer pão, que pão é a coisa mais fácil do mundo. Tudo pra ela é a coisa mais fácil do mundo.

Nessas revistas a foto de capa é sempre meio nojenta, de um pão ou torta melequento e cheio de catupiry e bacon. Mas eu achei o pão de batata e testei. Com catupiry e bacon.

Ingredientes
2 batatas pequenas cozidas
1 xícara de chá de água morna
meio cubo de caldo de legumes
1,5 colher (sopa) de açúcar
1 colher (sobremesa) de sal
1 ovo
meia xícara de óleo
1,5 tablete de fermento biológico fresco
0,5 kg de farinha de trigo
1 gema para pincelar
queijo parmesão ralado
meia caixa de catupiry de verdade
1 xícara de bacon frito

Bater no liquidificador a batata a água o caldo, o açúcar, o sal, o ovo, o óleo e o fermento. Colocar numa tigela e ir acrescentando farinha aos poucos, até começar a desgrudar das mãos. Depois, imaginar que a massa é o Luxemburgo e sovar sem dó.

Modelar as bolinhas (pequenas) e deixar crescer por cerca de meia hora (elas dobram de volume). Depois, abrir as bolotas e preencher com o carupiry misturado com os pedacinhos de porco. Fazer novas bolinhas, pincelar com a gema e deixar descansar mais uns 15 minutos. Ralar o queijo em cima e levar ao forno por cerca de meia hora.

Juro que rendeu 27 pãezinhos. O Ricardo comeu uns seis, eu comi uns três e o resto eu distribuí por aí. Sucesso.

Filé de mandioca

Essa semana eu fui no Chou, um restaurante bem agradável em Pinheiros.

Além do ambiente agradável e cuidadoso, com mesas externas e mantas para quem sentir frio, o lugar tem uma bela comida. Boas opções de entrada e guarnição, como uma mostarda com ricota de búfala e pinolis, acompanham as poucas – e caprichadas – opções de carnes, todas feitas na brasa.

Eu escolhi o polvo. A textura impecável agrada até os inimigos desses pernudos do mar, que acusam injustamente esses deliciosos bichos de “borrachudos”.

Mas o que mais me impressionou foi a mandioca que veio de acompanhamento. Parecia um filé de peixe, de tão branco e fininho. Mas era ela. Segundo o garçom, eles primeiro cozinham, depois amassam e fatiam beeeeeem fininho, aí  colocam na brasa. Em cima, sal grosso. Essa gente sabe brincar com fogo…

De sobremesa, sorvete de banana “gordo” – feito na casa, com pedaços de chocolate amargo picadinhos. Tinha também a opção magra, mas pra quê, né? Nem lembro do que era feito.

Com vinho e sobremesa, ficou carinho, mas nada injusto.

Gostei de lá, especialmente porque fiquei até uma da manhã e em nenhum momento me falaram nada parecido com  “quer mais alguma coisa da cozinha?”, “estamos fechando o bar” ou alguma dessas malditas frases que gordinhos alcoólatras do meu Brasil não suportam mais ouvir.

Promessas

Este não será um blog gourmet, tampouco um apanhado de opiniões superpalpáveis a respeito de vinhos. Juro.

Também não falarei de futebol nem de política.

Espero.