dele

ontem eu dormi cantando pra tu, dos meus amores
é que a gente cultiva um segredo, dos meus desatinos
um segredo que na verdade todo mundo sabe, dos meus suspirares
até eles, que olham olham e não se conformam, dos teus olhares
olham olham de novo e entregam pro céu, da nossa índole
que é de onde a gente veio, de todas as nuvens
que é onde tu deixou teu sósia, de todas minhas insônias
que vens me visitar e me deixas a vida bagunçada, de toda saudade da Terra

eu sei, tu sabes e eles também, os bárbaros.
que a gente é regado com um não-sei-o-que de melancolia
e que nosso segredo nasce toldo, cresce lento e vira uma rede de soizinhos que tilintam azuis, com o mais borboleta soprar de ventania.

vem cá, que cá não tem mais espaço pra mim só.

matizes

reduzindo o brilho invariavelmente reduz-se o contraste.

mick

“Para Tadeu Chiarelli, essa é a mais importante exposição póstuma realizada em torno da obra de Mick Carnicelli (1893-1967). O trabalho do artista, segundo o curador, “interpreta São Paulo como o território da solidão e da incomunicabilidade, transformando a cidade num espaço de estranhamento e ameaça“. A cidade pintada por Mick Carnicelli, avalia Tadeu Chiarelli, é ‘um poético testemunho da inadequação.‘”

… y que todo lo escrito en ellos era irrepetible desde siempre y para siempre, porque las estirpes condenadas a cien años de soledad no tenían una segunda oportunidad sobre la tierra. [Gabriel García Márquez]

revival

hoje me deu um vazio tão grande, mas tão grande

que parece que as minhas entranhas vão me sugar e me virar do avesso.

offline

e pelo menos se eu te visse agora (mesmo se tu fizesse aquela cara),
eu te dava um abraço à força (um abraço bem forte mesmo).
só pra ver se as coisas se entendiam por osmose.

mas acontece que eu tô longe.

e não existe calma que chegue meu pulmão
quando o ar que me entra
é um que não saiu do teu.

Sempre tive problema com cadernos novos.

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