Arquivo de julho de 2008

para o menino girando na roda gigante. e ao colocar, pela terceira vez, um ponto final no manuscrito da nossa históriaeu vi que o que tinha ficado depois da grafia torta do teu nomeera o et cetera incerto da nossa eterna reticência.

sábado.

se fosse pra escolher um dia da semana pra se lembrar dela, escolheria o sábado. se fosse pra escolher um horário, seriam as manhãs. se fosse pra escolher uma condição do céu, aquele de azul tão-azul com algumas poucas nuvens bem desenhadas de parecer algodão doce.e em todas as manhãs de sábado que o surpreendesem […]

cutuco.

às vezes eu preciso tirar a casquinha daquela ferida outrora purulenta. eu preciso abrir e ver o sangue jorrar. preciso sentir a pontada aguda da dor bem na base da minha espinha irradiar por cada célula do meu sistema nervoso até a ponta dos meus dedos endurecerem e os olhos se apertarem, encavalando as pálpebras […]

as flores não brotam da noite pro dia, ele uma vez me disse com aquele ar de deboche que lhe garantia uma sabedoria que talvez ele não tivesse. isso foi antes da vida ser professora e me ensinar com quantas angústias se faz uma espera.e essa minha espera me parece agora tão grande, tão longa […]