O roto falando do rasgado
É impressão minha ou o Quércia estava falando sobre o PMDB nacional e o Sarney em seu programa de rádio, ao justificar a aliança do PMDB paulista com o PSDB? Ele usa uma expressão como “um partido não deve só dizer sim ao presidente”, o que me faz lembrar aquela história de que, na época do regime militar, havia o partido do “sim” e o do “sim, senhor”. Um deles, por sinal, era o próprio MBD.
OK, formar e desmanchar alianças por interesses que não ideológicos é uma prática constante do PMDB, e não sou tão ingênua a ponto de me surpreender com isso. Quando interessa, cola-se no índice de popularidade de Lula. Quando não, agrada aos conservadores apoiando Serra.
O lead aqui é a contundência com a qual um segmento regional questiona o diretório nacional. Será que viveremos para ver o PMDB, com o perdão do trocadilho, tomar um partido?
As bases estão sendo sondadas sobre isso. Esta enquete está no site deles:
“Nas eleições de 2010, para a Presidência da República, o PMDB deve:
( ) Ter candidatura própria.
( ) Apoiar candidatua do PT.
( ) Apoiar candidatura do PSDB.
( ) Liberar as bases para apoiar a quem quiserem.”