Os peixes voavam fazendo lambança no chão de terra do largo na frente da porteira do sítio.
Eram brancos com umas manchas pretas, peixes-dálmata, lembravam linguados, mas meio felinos. Pululavam saltando os fios elétricos. Catei um e espetei com um pauzinho, pus em cima de umas brasas que estavam lá perto da touceira de mamona –sempre [...]
Remexendo em e-mails antigos, encontrei uma carta do prof. Pedro Paulo Funari comentando um artigo sobre literatura pornográfica que publiquei no finado caderno Sinapse da Bolha de S.Paulo. Dizia ele: “‘o gosto romano pelas imagens pornográficas’, como na chamada da página 20, apenas reforça um estereótipo sobre os romanos que, na verdade, viam no sexo [...]
As lolitas são fartas na música de Gainsbourg. Já mencionei a idolatria que ele tinha pelo livro de Nabokov em “Jane B”.
Em “Chez Les Yé-Yé”, 1963, rendição ao ritmo contagiante dos anos 60, ele dizia non rien n’aura raison de moi/ j’irai t’ chercher ma Lolita/ chez les yé-yé (não, nada decidirá por mim/ eu [...]
Ok, então vou contar: desde a primavera daqui, não sei exatamente porque, mas a Itália e os italianos cruzam meu caminho a torto e a direito.
Já mencionei minha atração pelas cantoras daquele país.
Até aí, a Itália é aqui do lado e italiano tem em tudo quanto é canto (por que?). Mas parece mais que acaso [...]
Este é um post que eu espero que a minha mãe não leia.
Porque, afinal, o que será mais doloroso? A filha, quando se pergunta se aqueles barulhos que a mãe faz no quarto à noite poderiam não ser de dor? Ou a mãe, quando, ao espiar pela janela que dá pra rua, vê a cabeça [...]
“l’amour est aveugle et sa canne est rose”
(o amor é cego e sua bengala é rosa)
S.G.
Os primeiros contatos que tive com a chanson française devem ter sido com o CD duplo da Edith Piaf que minha irmã mais velha ouvia no volume máximo em seu aparelho estéreo enorme. Seu quarto sempre foi um [...]
Sim, estamos na era da informação, podemos pesquisar sobre tudo e qualquer coisa na internet, blá blá. Mas daqui o mundo tem mesmo outra perspectiva.
A primeira coisa que me impressionou ao assistir à televisão francesa foi quão frequentemente se falava sobre a África. Sim, aquele continente imenso, que a gente acha que é só miséria, [...]
(trilha sonora: a versão original, molhadaça e long time escondida –foi gravada em 1967 e liberada só em 1986– de “je t’aime moi non plus” gainsbourg + bardot)
Já que eu já entrei no j’ai baisé, vamos continuar no hardcore porque sacanagem é bom e eu gosto.
Uma das melhores coisas para se gritar na hora da [...]