Categoria: douce france

com pedrinhas de brilhante

rue des solitaires

l’adieu

É bom ver que o tempo gasto em uma atividade serviu pra alguma coisa. E é engraçado ver que coisas horríveis podem ter lindas conseqüências. No caso, algumas fotos em preto e branco que eu fiz de Paris foram usadas pelo meu vizinho no projeto de fim de ano dele. Veja só, conheci-o porque algo [...]

le monde merveilleux de la bureaucratie française

Sim, a burocracia francesa é um grande monstro assustador. Contarei aqui duas experiências: uma com o sistema de habitação, outra com o sistema de saúde. Bem, pra quem tem orçamento de estudante, alugar apartamento em Paris é missão impossível. Mesmo. Ou você tem muita sorte (foi o meu caso) ou conhece muita gente –sempre aparece [...]

macho à la française

Allons-y meter a mão no vespeiro. O assunto já foi mencionado ao falar de cachecóis. Mas chafurdemos na jaca direito. Em uma imagem: Não, eu não acho que homem não possa usar camisa rosa. Mas peraê, esse rosa Hello Kitty!? Desculpe, meu etnocentrismo cultural esperneou. A primeira vez que vi no metrô um cartaz com [...]

baby, it’s cold outside

Eu sei que a maioria dos meus queridíssimos, caríssimos, preciosíssimos leitores está na Paulicéia Desvairada onde agora faz sol e calor. Mas como a Terra é redonda e, ainda por cima, inclinada, calhou que por aqui é o contrário e tudo a minha volta grita FRI-O-O-WOW. Então vou falar do frio. De novo. Porque de [...]

gainsbourg & lolitas

As lolitas são fartas na música de Gainsbourg. Já mencionei a idolatria que ele tinha pelo livro de Nabokov em “Jane B”. Em “Chez Les Yé-Yé”, 1963, rendição ao ritmo contagiante dos anos 60, ele dizia non rien n’aura raison de moi/ j’irai t’ chercher ma Lolita/ chez les yé-yé (não, nada decidirá por mim/ [...]

je parle, tu parles, il parle

Já falava francês razoavelmente, eu achava, após alguns meses de estudo intensivo e de resistir bravamente até a metade de “O Vermelho e o Negro” na sua língua original, passando por cima dos termos desconhecidos, das punhetagens sobre pega ou não pega na mão e de quase se acostumar com os verbos no passado perfeito, [...]

síndrome de Pepé Le Pew

Taí outro estereótipo que eu não sabia de onde vinha: por que os franceses têm fama de serem grandes amantes românticos? Minha única pista era aquele gambá apaixonado dos desenhos do Looney Tunes, Pepé Le Pew, sempre atrás da gatinha Penélope, por sua vez sempre desesperada para se livrar dos abraços melosos (e fedorentos) do [...]

mandioca & camembert

Pois então, eu sempre quis morar fora. E agora eu tô aqui. Longe. Será que eu sabia o que era morar longe? Não, tenho certeza. Mas o pior é que eu nem lembro o que eu achava sobre isso antes.    Que nem quando a gente é criança e pergunta pros nossos pais “mas pai, [...]

lost in translation (version X)

(trilha sonora: a versão original, molhadaça e long time escondida –foi gravada em 1967 e liberada só em 1986– de “je t’aime moi non plus” gainsbourg + bardot)   Já que eu já entrei no j’ai baisé, vamos continuar no hardcore porque sacanagem é bom e eu gosto.    Uma das melhores coisas para se [...]

lost in translation

“Moi, je comprends français,  mais je ne comprends pas trop les français.”   Eu não lembro mais aquelas classificações de sintaxe “oração direta interrogativa” sei-lá-o-que. Sei que devo cometer vários pequenos erros, principalmente quando é pra colocar a partícula reflexiva antes ou depois, “me”, “se”… nunca sei. Até a última modificação ortográfica, eu sabia recitar [...]