Férias Forçadas

a Dita, minha dissertação de mestrado

Romance Burguês – Cap. 6 – desenvolvimento de diversos temas ( blues, mulheres e o instinto pelvelso )

Rã. Na beira do córrego. Rã blueseira, uma prima donna da buceta. Num brejal. Cantarola. Versiprosa. Raspa a coxa n´água barrenta, atola Fiats e Land-Rovers no mangue, espanta os mosquitos.

Pronto, armo e quebro o barraco nesse muquifo e as lágrimas de cera? e as rimas de Lope de Vega? e o tesão? Batráquia fatale. Peito venenoso. Nada, néris, ninguno, deixo que role a vida e pronto. Responde a rãzinha. Num brejal tremendo.

Recitaremos apois, entonces, para distrair-vos e enquanto o jazz não empeza a alcunha nobilis das sete colinas de Roma: Quirinalis Viminalis Esquilinus Capitolinus Palatinus Caelius e Aventinus. Entendeu, cacildis? Moscardos roem as unhas. Gias e taturanas aplaudirão na várzea plácida o rol latino. O rol inútil. Pra que, neste romance burguês, figura-se-nos, no alto duma página, esta lista de sujas roupas sujas? pra que? porquê, por quês? Roldanas cordas e ganchos. Ramos de figueira à cubrir-nos a boca. Cestos de palha trançada. Samburás. Açafrates de velhas palavras. Ó blocos de mármore. Ó português de Camões e de Euclides encarnado e esculpido em lascas de ossos. Bábulas. Rãs pulverulentas Tiberis Campuns Martius os anéis de Saturno Murus Servii Tulii uma estação radiofônica idades provectas.

Bom, enfim, não vamos nos assustar, patrão, é isso aí mesmo. Nada presta no cabaré da saparia. Come, Hamlet. Era uma vez uma princesa que tinha duas irmãs. Come, Hamlet. Rãs gogam em portugá, inglês texano ou latim? deixa rolar, deixa rolar. Nada presta no carão estapafúrdio do rei. Precisaremos, Dilma Rousseff de uma nova autoridade? Baratas cascudas. Vestidos de babadão. Quem canta seus males espanta, rei Claudius. Precisaremos das maluquices desse tal de Hamlet, do seu irmão o filho predileto? Veja as rãs do brejo, Claudius. Não são tão covardes quanto parecem. Barão Geraldo ainda é um bairro tranquilo. Voltarei para casa hoje ainda. Num ônibus da Viação Cometa, e Rafael Perez e Serra? e Kelly Baldini? Ainda vivem na Rua Josefina Lopes de Souza, número 134. Ainda vivem. Come, Hamlet and take this hand from me. Afastai-vos, rãs sinistras!

Rã blueseira, rouca, tensa uma mosca na garganta, t´esconjuro. Zélia Duncan trocando de biquini no seu apartamento burguês – por que? pra que? porquê, por quês?

Propaganda de Omo. Faça esta prova. Os pássaros, os pássaros. Milágrimas. Puta que pariu, todo sabão tornou-se antiquado. Milágrimas. Grãos de sal na toalha de mesa. Alvor. Bomba atômica. Brigas de marido e mulher. Estilhaços. Na calçada. Bertoleza e João Romão brigando através duma papelada esmaecida. Letra morta. Calcinadas paixões. Os pássaros. Pedras virulentas, sapos e marolas. Vivem num palco d´água paradinha a eternidade. Os pássaros tão cagando e andando no banheiro. Para as nossas queixas. Explosões de lágrimas. Alvinegra tensão.

La leche materna. Era uma vez uma princesa. Rua do Edifício Rio Tibre. Caminho das Pedras. Esquina da Mansão Rei Claudius, mamãe. Come, Hamlet. Fim da linha. Beco das preposições. Fim da linha, Hamlet. Você vai se foder agora. Could you take this hand from me? Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, protegei-me. La leche materna. Não adiantará mais, Hamlet. Não adiantaré. Mamãe, ajuda-me a traçar bem certinho o efe da fábula. O rabisco torto. Nossa Senhora do a e do bê, protegei-me. Perfaço uma boca de fíbulas e perônios. Ajuda-me a percorrer la noche oscura. Rãs maléficas. Estradas empoeiradas.

Romance Burguês – Cap. 6 – O Pai Tomás + Zelia Duncan = the blues

Puta que pariu, todo sabão tornou-se antiquado. Não quero nada. Oh, the blues gotcha. Nem uma xícara de café. Mas quien te conociere, amor tirano, si sabe que es amor fuerza del alma, verá que no es posible de outra suerte. Pra que vou beber toda esta garrafa de uísque? Que aunque eres niño, vences al más fuerte. Para que servir-me-á a cocaína,m o gel vaginal, o sutiã e o chocolate? Vamos, Dorothy Parker. Fale baixinho, por favor. Bruto palavrão, da cova o fantasma da humorist, writer, critic & defender of human and civil rights bate joelhos e cotovelos num estrépito. Faz quatorze dias que não durmo. Why not talk to ya? I´m gonna tell what I´ve gotta. I´se gonna tell you, Dorothy Parker esbraveja. Senta-te, María Kodama, para ninar esta fabulazinha. Quatorze lagartas torceríeis y mi llanto cesaría:

Well, good mornin´blues, blues how do you do?

Romance Burguês – Cap. 6 – tema de Zelia Duncan ( mulheres )

[ yavne ]

6

[

baba]

Bruxa vovó machuda bailarina fada sapatão. Romance burguês – porquê, por quês? Não sou freira nem sou puta. Era uma vez uma princesa que tinha duas irmãs.

Now, this is the blues. Edifício Rio Tibre. Num apartamento a lonely woman una dona tutta sola. Brega e difusa num pegnoir de babados. Vestida de abajur lilás, una dona tutta sola canta para seus males espantar.

Bora, lagartas e brabuletas. Presidentas fadas e bruxas, mulheres destas páginas todas, Beatrice Fairfax Hilda Hilst Florence Mills Zélia Duncan façam d´oiro vossos pés. Mãos e gargantas. Juntas.

Now, this is the blues. There was a white man had the blues thought it was nothing to worry about, hum? Leadbelly não sabe rezar católico, não aprendeu o latim do padre, não sabe a alcunha das sete colinas de Roma. O negão é fiel, apenas, à voz rouca do seu bom gosto.

Blueseiro tem que vestir andrajos? mendigar? trotar nas ruas? Nada. Leadbelly já saiu da prisão. Vestirá, desde então, a sua gravatinha borboleta. Blueseiro, nesse romance, também pode ser burguês. Now you lay down at night, you roll for one side of the bed to the other all night long. Mas porém contudo todavia ainda o adulto Walter Boyd nunca fechará a porta ao Leadbelly adolescente. O gume da faca preservar-se-á. Vingará o termo de batismo. Para sempre. Bordadas as linhas e agulhas do espelho. Huddie Leadbelly, seu criado. You can´t sleep, what´s the matter? the blues has gotcha. Leadbelly, apesar da grana, passará a eternidade cantando a vida de merda de seus ancestrais cativos. O eito de sua pobre parentela. Os trancos e os barrancos do seu trágico Mississippi enlameado. Nothing to worry about, hum?

Ya get up, you sit down on the side of the bed in the mornin´, Zélia Duncan. Por que é que mulher tem que ficar calada, tutta sola num apartamento de classe média, e brilhar na ribalta? May hav a sister, a mother, a brother n´a father around. Por que é que una dona não pode fumar cigarro? falar palavrão? beber cachaça? But you don´t want to talk out em. What´s the matter? the blues has gotcha.

Pra que é que eine Frau tem varrer o chão? vestir a fantasia de piranha, de mãe ou de vaca? Nada néris neca niente. Nothing to worry about, hum?

Bora, mães histéricas psicanalistas e seqüeladas. Esqueçam, por ora, a merda que, desde meninas, esticaram torceram e pentearam no tear de seus cabelos. Juntas e calcanhares. Sim! Bofetadas femininas, risos e palmadas. When you go in put your feet under the table look down at ya plate got everything you wanna eat, sim! a alvura que só Omo dá, but ya shake ya head you get up you say.

Romance Burguês – Cap. 5 – Propaganda de Omo

5

[ ai]

´varum?


Rãs – Cap. 4 – Contra-tema: o Ordem

and you will not wrong it. O trombonão-revólver, mizifio. O trombonão-revólver num para-choque de caminhão: Eis no que deu a charneca prometida por Prometeu.

Bendita sois vós, Nossa Senhora do Ó. Era uma vez. Valdo Motta também do Espírito Santo, acusa-nos a frase de caminhão e o trocadilho. Ó, Santa Bárbara dos cabelo louro uma princesa que tinha duas irmãs. Vendo a porra toda à vista e à prazo. Rainha virgem, passai-nos à ferro. Vinte vezes no cartão. Os ajetivos podres o artigo indefinido a garganta o pronome majestoso os numerais e todas as nossas volutas barrocas. Ó, Santa Bárbara dos cabelo louro. Nos vão dum verso. No a duma fábula. Nos punho de sua espada de ouro. Fulminai-vo-nos. Santa Eulália, agulha linha e carretel, fiai as nossas orações. Bordado de puro alvor, feitos de sal e pálpebras fechadas. Ó, Santa Eulália, teias de aranha crescerão. Bendita sois vós. Na roca de minha própria boca. Unhas e cabelos de virgens louras e princesas retintas crescerão. I have a voice. Apesar da lápide. Crescerão. Boca suja, cheia de nus e vestidos.

I have a voice and I do receive your offer’d love like love, and will not wrong it. Pronto, ferrou-se. Jorge Luís Borges e Dorothy Parker sairão da cova, um, dois três e já! Vá, Cristoph Willibald, até o quarto do vizinho. Raí furioso. Moendo na palma da mão a a prata e o vidro dum espelho. Partido. Verás. Raí frever de raiva. Verás, Cristoph. Atenção, doa-se toda a sobriedade de Claude Nicolas Ledoux e uma ninhada de cães do Labrador. Vendo uma efígie de Joseph Haynd. Passo tudo no crébito e acabou-se. Ajuda-me a lavar, santa Virgem Maria, esta porcaria toda na espuma de Omo.

Raí não é anão, Cristoph Willibald, mas toca sacabuxa bombarda charamela corneta bombarda e baixão. Vai ficar puto da vida hoje. Por que chamei de traste velho todo o seu cabedal. Por que botei a porra toda em cima dum mesmo caminhão. Palhetas, volutas propagandas políticas jornalistas pórticos colunados e palavras. Não quero o brilho de todo esse foguetório. Podeis levar o rol todo, my dear. Venderei, apenas, igrejas de nata e gaiolas vazias, cada vez mais limpas, daquelas que rangem a sua torta solfa sem o bico, sem as garras, sem as penas dum passarinho sequer. Rã pra lá, rã pra cá. Venderei, hoje, todas as palavras que tenho. No meu fole guardadas. Cabeludas, glabras, macias umas, outras enfezadas, duras, gastas, tão velhas quanto uma viela uma bombarda as violinhas de cabaça e um caquético bordão. Valei-me, Nossa Senhora do Ó. Arames eriçados.

Na beira do charco, ó pedregulho ó freio paralítico ó tradução da tradução do avesso da tradução, ó Hamlet, a vida é o making-off do Inferno.

[ gesso  ]

Rãs – Cap. 4 – Propagandas: O Instinto Pelvelso – 2

and you will not wrong it. Promoção, tudo pela metade do preço. Luta do século. Violas da gamba, alaúde, clavicórdios e vielas. Bertoleza e João Romão hoje em barão Geraldo, na Casa São Bonifácio! Grãos de sal no pútrido alvor dessas páginas. Florescem. João Romão e Bertoleza, o golpe a peixeira o chute no saco e a carta de alforria, não fique fora, freguês, desta obsoleta baixaria! Nossa Senhora do Ó, protegei-nos da sujeira destas páginas manchadas. Pelo negror de tantos nomes, de tanta letra e vírgula estragada.

Bertoleza? uma preta antiquada. Fará, porém, uma boa faxina em tua senzala, nhô Barão Geraldo de Rezende. Podeis adquirir já a negra se assim o quiserdes, nhô. Páginas de chofre, pobre páginas, manchadas pelos temores de Cruz e Souza. Pelo português escorreito das manchetes. Por estas aliterações de cartilha e aí, pronto. Na antiga estrada. Roda o ônibus da Viação Cometa. Rafa Palbito, capixaba, volta para casa. Princesas e sapos coaxam no brejo de nossas fantasias e, sem graça, os fantasmas acusam-nos: Eis no que deu a charneca prometida por Prometeu:

Rãs – Cap.4 – Resumão: a língua

Grosso modo. Língua alvinegra hors concorus fresca bronca ronca voluptuosa suave clarescura. Na tradução da tradução da tradução. Porta de banheiro público. Língua. S.f. Órgão móvel da cavidade bucal. Organe du goût e de la parole. Sistema de comunicación verbal o por escrito. Sistema lingüístico cuyos hablantes reconocem modelos de buena expresión. Sistema lingüístico considerado en su estructura. Vocabulaire et syntaxe propres y característicos de uma época, ein schriftsteller, a social group. Badajo de la campana. Latido de um cão de caça. An analogous organ or part in invertebrates, tromba dos insetos lepidópteros or mullusks. Fiel da balança. Fig. Estilo de escrita, discurso ou expressão característico de alguém. Façon de s´exprimer. S.m. Intérperte. Lá fora você é muito foda, aqui és apenas um cagão. Porta de banheiro. Língua escovada. Tokyo, Asakusa. Grãos de sal. Na tradução da tradução da tradução do avesso da tradução. Flores puras.

Baixão bombarda corneta charamela bombarda sacabuxa. I want YOU for U.S. Army. Vendo todos esses trastes velhos. Pra que tanta proganda? Ó palhetas duma véa charalema. Anões marcharão poe estas páginas, Dorothy Rotschild. Fogos de artifício, bufos e carroséis. Nearest recruiting station. Vendo uma bicleta usada. Procura-se filhote de bassê hound. Para que tanto palavrório? Fiquemos avisados. Ó, anões não vistes que as platéias de toda a Europa anciã mijaram no alto do seu quadro? Violas da gamba, alaúde, clavicórdios e vielas. Para que servem essas panelas velhas? Atenção, antenção freguesia! alugo flores alvas, frascos de pimenta de cheiro, perfume barato! O barrigão de Nossa Senhora do Ó? Vendo também. I do receive your offer’d love like love, veja, freguês estas peças de museu:

[ museu ]

Rãs – Cap. 4 – a morte + oração à Buda = a tradução da tradução

Para o enterro de Dorothy Paker. Vai a fileira de anões. Trombonistas. Padrecos. Tocheiros. Vida? Páginas e páginas escritas. Vida? Não verás os traços finos da nossa princesa e de suas irmãs intereseiras, ó boa morte que por toda a vida acompanha-nos no espelho das sílabas refletida? Morte. Virás mesmo? Baterás aqui nesta portinhola com os andrajos do Rei Lear só porque te fiz rainha? Não vejo nada. Ainda. Jorge Luís Borges no caixão.

Dorothy Rotschld Parker nasceu em 1893. Passou toda a sua vida tentando acabá-la. Mas, para seu desespero, foi para a cova após um ataque cardíaco, aos 74 anos. Dorothy Parker tinha 1m50 de altura. Fumava, bebia e brigava. Melhor do que muito marmanjo por aí. Hilda Hilst batia o texto na sua máquina de escrever. Chorou no enterro de Dorothy. No enterro da anã. Fala, filha, do além Virginia Woolf tartamudeava. Dorothy no caixão. Dorothy velha, cheia de rugas e tão bonita. Que nem morta parecia.

Perderás de mim todas as horas. Porque só me tomarás a uma determinada horas. Punhos fechados. Hilda Hilst. Fazia até no caixão fez versos. João Romão e Bertoleza trocarão tabefes, vingança e cartas de alforria no palco. Não vá perder, Hamlet! João Romão e Bertolezza, a luta do século. Laertes, não vá perder, hein? Na Casa São Bonifácio. Barão Geraldo, quarta-feira dia 16/02, às 23h. Pedregulhos e machetes. João Romão e Bertolezza, a luta do século. Reclames, classificados. Não foram capazes de distrair Rafael Pablo Garcia. Banirei da fábula a morte. Não foram capazes. Na página adversa. Não foram capazes. No branco do papel sou rei. Não castigarei as irmãs interesseiras quando o pano cair. O Fiat de Pablito chegará, finalmente, à sua garagem. João Romão Bertoleza Rimbaud a vitória do timão e os brados do Rei Lear. Não são, não foram, não serão capazes de distrair Rafa Pablito. Venceremos a morte, parceiro. Do you know? Página à página. No afã de. Vencerei, no oco destas sílabas tortas no alvor dos grãos de sal que enchem de perfumes cada letrinha gota de leite no negrume da noite, a morte. Venceremos. Na hora agá. No afã de engarguelar a dita cuja. Whose motive, in this case, should stir me most to my revenge. Vencerei, my dear Hamlet. Na hora agá. Venceremos. Passaremos por uma gehena da porra naufragaremos em pélagos de azeviche o nosso pai Adão xingaremos. Mas porém contudo todavia. Venceremos a morte. Venceremos. Rã? Pode coaxar à vontade. Pode chover, chover à bruta, já cardaram-se-lhe o linho, este romance já esgrimiu sua décima terceira página e se perguntarem às andorinhas de Campinas aos espíritos por estas linhas conjurados cadê a fábula? cadê, Shakespeare? Yasunari Kawabata, Edivaldo Mota, cadê? cadê a fábula? a velha já está na gruta. O Rei Lear responderá. Brigão hipster e maluco. Sem rima nem sentido, sem nada.

I have a voice. Promoção. Flores de plásticos. For sale. Vendo uma guirlanda. Feita por uma mãe. Parafina lacrimejante. O cordão umbilical. Elefantes de pelúcia. Entretecidos. Flores brancas. Linha agulha e carretel. Flores de puro sal. Por uma colherada troco Virgens e Santas Vaporosas. Por uma colherada de saliva. I do. Laertes e Hamlet. Por uma colherada de claro cuspe. I do have a voice. Bater-se-ão hoje, trocarão floretes e tabefes. Hamlet, Laertes e Cláudio. Esgrimirão num palco nipônico. Na casa de São Francisco Xavier, no bairro de Asakusa, Tokyo. Nihon no. Tokyo, Asakusa. Não vá perder essa, João Fred! Pertinho de Higoita Ichi do parque, do fósforo esturro e das barracas de feira. No banco de praça em que sentava-se Kawabata. Para acender o cigarro e o seppuku. Hoje à noite, às 21 horas. Hamlet finar-se-á. Côtchadinho. Bailarinas peixeiras datilógrafas e putas. I have a voice and I do receive your offer’d love like love, and will not wrong it. No Japão. Shakespeare arrancará os cabelos. Foi o suicídio mais elegante de toda a história do Japão. Hamlet foi o maior mestre de chá da Dinamarca. Que triste fim para um príncipe tão refinado! Namu Amidabutsu, namu Amidabutsu. Não havia quem não repetisse a oração. Namu Amidabutsu. Na tradução da tradução. 

Rãs – Cap.4 – Propagandas: re-exposição dos temas centrais = o Acaso, a Merda, a Reviravolta, Eu e o Outro, etc.

Panela velha é que faz… consertamos a sua panela, freguesia. Panela furada, panela de pressão, panela de todo jeito. Atenção, Barão Geraldo. Já está chegando em sua casa a van a moto a furgoneta a perua das panelas.

Restos e aparas de versos, tá bem baratinho, freguês. Frigideira caçarola frustações de um Rachmaninoff. Basta um estalo do polegar. Remendamos tudo. No hotel Algonquin, que fica em Nova York, mizifio, e não numa cidadezinha qualquer do Mississippi. Rodeada de lordes gentlemen almofadinhas. Dorothy Paker toma uma xícara de uísque.

Rãs no brejo. Panela velha – conserte-as já! Rãs no brejo. Mais? menos. Anões trocados. Pablito viajará, num Fiat, até o fim de toda esta bagaça. Anões de procissão. João Romão tratará à ferro e fogo seus empregados. Pedregulhos tentarão amassar o vidro do nosso Rafael Pablito. Bertoleza estapeará Rimbaud e o babuíno num show de sexo psicografado. Pero explícito. Vida e morte. Pândegos tentarão desviar a atenção de Rafael Perez e Serra. Vida e morte. Bombachas velhacas e trombones provecto trajam os bufos. Menos? mais. Baixão bombarda corneta charamela bombarda sacabuxa. Para o enterro de Jorge Luís Borges não vão. Cadê a torrada que tinha duas irmãs? cairá? a manteiga ficará para baixo, ó azar!, ou para cima? Vous savez?

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