Queria ter tido mais ânimo

"E agora, Jose?"

Queria ter tido mais ânimo pra ler. O semestre praticamente acabou e eu fico com a impressão de que eu não li quase nada, de que eu não cresci o que poderia ter crescido com as aulas que tive, com os trabalhos que fiz. Também não estou jogandto o semestre no lixo. Não é isso. Mas percebo que fui vitimado pelo mesmo fenômeno do qual gostaria de ter me livrado no primeiro curso de graduação: a redução gradual do estímulo ao longo do semestre.

Comecei o ano acadêmico – e o curso de Filosofia – achando que tudo seria diferente: mergulhei nas primeiras leituras obrigatórias, fichei os textos, comecei um grupo de estudos… “Mas depois, como era de costume…” (Chico, Olhos nos olhos), as coisas foram se acomodando. Não quero entrar no mérito do ritmo do curso. A questão de fundo aqui é pessoal.

Entretanto, pelo que percebo, isso é um bocado natural e eu não sou o único mortal que padece desse mal. Não sei, de fato, se existe um remédio pra isso. O que fica é uma ligeira impressão de que era possível realizar mais, produzir mais. Mas eu tenho fé que as férias vão me ajudar a mandar essa aflição pra longe – sem muito esforço. 

* Ao som de: Um dia de domingo, Tim Maia & Gal Costa

O Palmeiras caiu. E o diploma de jornalista também.

O Palmeiras caiu diante do Nacional, um time demasiado competente na arte de catimbar. Tá certo que os uruguaios conseguiram matar boa parte do segundo tempo com cera, valorizando as faltas… mas o Palmeiras teve pelo menos 70 minutos pra fazer a bola ultrapassar a linha fatal. Não conseguiu.

Não vou cornetar. Já fiz isso em demasia no Twitter. O time não conseguiu cumprir a meta de fazer um gol fora de casa. E viaja de volta eliminado.

Deixo para os companheiros da mídia esportiva as especulações, os pormenores, as ilações. Falo aqui só como torcedor. Estou triste, mas menos revoltado do que em outras derrotas. O time teve vontade. Isso já acalma bastante o coração do apaixonado palmeirense que acompanhou a partida.

Outro que caiu nesta quarta, mas mais cedo, foi o diploma de jornalista para o exercício da atividade profissional. Essa queda, confesso, foi menos sofrida.

É fato que não mais milito nas redações, mas vi muita gente não formada atuando como repórter de rádio, por exemplo. Ainda mais aqui no interior de São Paulo, onde quem fica maior tempo falando “na latinha” é quem apresenta as cotas comerciais mais polpudas aos coordenadores das equipes ou aos diretores de muitas emissoras. Pro mercado, creio eu, isso não vai fazer diferença.

O fato de o diploma não ser mais obrigatório não me abala e tampouco desvaloriza os anos que passei estudando pra ser jornalista. Mais do que informações técnicas, a faculdade de Jornalismo me ensinou os meandros da política e a riqueza de se construir relações honestas.

Em suma: meu certificado vai continuar pendurado no meu quarto, as redações vão continuar contratando gente formada (porque a grande mídia e as assessorias ainda precisam dos conceitos técnicos ensinados nas faculdades) e eu vou poder dizer, lá no futuro: “Eu fui jornalista no tempo em que ainda se precisava cursar faculdade pra se trabalhar dentro da lei”.

* Ao som de: More than Words, Extreme.

Padre assessor do Setor Juventude da CNBB é assassinado; Conferência divulga nota

Foi encontrado hoje o corpo do padre Gisley Azevedo Gomes, assessor nacional do Setor Juventude, assasinado em Brasília. Ele estava desaparecido desde a tarde do último domingo (14). O carro dele foi localizado ontem pela Polícia do DF em poder de quatro pessoas – sendo um menor. Um deles confessou ter roubado o carro e atirado no dono. O corpo do padre foi localizado hoje, por volta das 13h, numa rodovia de Brasília. O sepultamento do padre deve acontecer na cidade de Morrinhos-GO. 

Segue abaixo a nota da CNBB:

Pe. Gisley, assassinado ontem em Brasília. Foto: CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, profundamente consternada, comunica o assassinato do padre Gisley Azevedo Gomes, CSS, assessor nacional do Setor Juventude desta Conferência, ocorrido ontem, 15 de junho. O crime está sendo investigado com empenho pela Polícia com o acompanhamento dos advogados da CNBB e da Congregação dos Sagrados Estigmas (Estigmatinos) à qual padre Gisley pertencia.

Ordenado em 29 de maio de 2005, padre Gisley estava na assessoria do Setor Juventude da CNBB há pouco mais de dois anos. Comprometido com a vida da juventude, organizava, juntamente com as Pastorais da Juventude do Brasil, a Campanha Nacional contra o Extermínio da Juventude que tem como lema “Juventude em marcha contra a violência”. Lamentavelmente ele foi vítima da violência que ansiava combater.

Esperamos confiantes que o crime seja apurado com eficiência e os culpados punidos com justiça. Lembrando a Campanha da Fraternidade que realizamos sobre a Segurança Pública, reafirmamos a urgência de toda a sociedade se mobilizar para por fim à violência que ceifa vidas tão precocemente.

Aos familiares e amigos do padre Gisley, à Congregação dos Estigmatinos, às Pastorais da Juventude do Brasil e aos Movimentos Juvenis a CNBB manifesta seu pesar e sua solidariedade, firmada na palavra do evangelho que nos faz crer na Ressurreição. Cremos firmemente que, neste momento, padre Gisley, atendendo à voz do Cristo que disse: “Jovem, eu te digo, levanta-te!” (Lc 7,14), nasce para a vida eterna . Que Nossa Senhora Aparecida o acolha no Reino de seu Filho Jesus.

Brasilia, 16 de junho de 2009

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

E o passe universitário de Campinas?

Eu havia assumido o compromisso com você, leitor, de informar aqui as novidades sobre o processo que busca a concessão do passe universitário aos estudantes de Campinas. Entretanto, por conta das adversidades que este condomínio sofreu nos últimos dias, tal tarefa tornou-se inviável.

Mas vou resumir o que rolou nos últimos dias. Estava marcada para o dia 03 de junho a segunda votação do projeto de autoria dos vereadores Petterson Prado (PPS) e Antonio Flôres (PDT). No dia 1º, dois dias antes da votação, o vereador Francisco Sellin (PDT), líder do governo na Câmara Municipal, apresentou ao Plenário um pedido que retirava o projeto da pauta. A proposta foi aprovada pela maioria dos vereadores, na surdina. Na quarta-feira pela manhã, os estudantes ficaram sabendo do ocorrido por meio da assessoria do vereador Petterson.

Mesmo sabendo que seria praticamente impossível a votação da proposta no dia 3, cerca de 400 estudantes compareceram à Câmara para acompanhar a sessão. O vereador Petterson apresentou à mesa um pedido de urgência do projeto, o que poderia recolocá-lo na pauta para a sessão seguinte. Eram necessárias onze assinaturas para que o pedido fosse aceito. Mesmo com a pressão dos estudantes, apenas dez vereadores assinaram a proposta de urgência. São eles:

Antonio Francisco (O Politizador) (PMN); Arly de Lara (PSB); Biléo Soares (PSDB); Cidão Santos (PPS); Élcio Batista (PSB); Leonice da Paz (PDT); Petterson Prado (PPS); Rafa Zimbaldi (PP); Sebá Torres (PSB) e Vicente Carvalho (PV).

Veja aqui a matéria no site da Câmara Municipal.

O que espanta são as atitudes de alguns vereadores. Antonio Flôres (PDT) – um dos autores do projeto – não assinou o pedido. Ele teria alegado que havia “problemas maiores” e que seria bom “enriquecer a discussão” da proposta. Valdir Terrazan (PSDB), que na sessão do dia 26 de maio disse que “a Câmara precisa encarar as pressões de frente”, também não assinou. Thiago Ferrari (PMDB), que até a semana anterior estava junto com os estudantes, também recuou.

O projeto esfriou. E agora o maçarico pra aquecê-lo de novo só deve funcionar em agosto, quando tanto vereadores quanto estudantes voltam das férias.

Agora, um pitaco:

* Na minha opinião, o projeto não andou por pelo menos uma das três razões a seguir.

- A prefeitura fez lobby contra a proposta. Segundo relatos de estudantes presentes ao Plenário no dia 3, a cara dos vereadores da base que haviam apoiado o projeto na primeira votação deixava claro um certo desconforto;

 - As empresas de ônibus pressionaram os vereadores que receberam dinheiro das mesmas para a campanha eleitoral;

 - Os vereadores reagiram no voto a uma suposta ameaça de Petterson Prado (PPS) que, ao saber do pedido de retirada apresentado por Sellin, teria dito que iria divulgar publicamente a relação dos vereadores que votaram contra o interesse dos estudantes. A declaração teria sido vista como oportunismo partidário e falta de habilidade política de Petterson.

* Ao som de: Your Song, Elton John

A tempestade do iG Empresas

“Depois da tempestade vem a calmaria”, já dizia o velho marujo. Mas essa tempestade que envolveu o Anivelde foi difícil de passar! Quanto problema! Quanta incompetência! Quanta falta de profissionalismo! Os protagonistas deste turbilhão cibernético foram os analistas da equipe do iG Empresas, onde este domínio – com a antiga extensão “.net” – estava hospedado.

Houve vários problemas operacionais no início deste novo condomínio virtual por conta de bugs no upload de arquivos, conflitos de códigos e outras traquinagens virtuais das quais não eu tenho o mínimo conhecimento. O fato é que por várias vezes era impossível postar textos ou acessar as páginas com a hospedagem do iG Empresas. Os condôminos, então, decidimos trocar de servidor. Para isso precisávamos que o iG Empresas liberasse os códigos para que pudéssemos hospedar o anivelde.net com outra empresa. Já são mais de 15 dias de espera – num processo que demoraria “no máximo 48 horas” como relatavam os analistas.

Cansados de esperar a boa vontade do iG Empresas, trocamos de extensão (o .net deu lugar ao .org) e cá estamos de volta.

Somos .org e aceitamos doações em espécie… rs

* Ao som de: Would I lie to you, baby?, Charles & Eddie.

Passe universitário é aprovado em primeira votação

Foi aprovado ontem, em primeira votação na Câmara Municipal de Campinas, o projeto de lei que propõe o desconto de 60% nas passagens de ônibus municipais a todos os estudantes universitários e alunos de cursinho pré-vestibular.

A proposta de autoria dos vereadores Petterson Prado (PPS) e Antonio Flôres (PDT) obteve parecer favorável da Comissão de Justiça da Câmara e foi aprovada por 21 votos contra 5. Sete veradores não estavam no plenário na hora da votação. Na próxima quarta-feira, dia 03/06, a matéria volta ao plenário para a segunda votação.

Estive ontem no plenário da Câmara, ao lado de quase 200 estudantes, para acompanharmos a sessão e pressionarmos os vereadores para a aprovação do projeto. Coloco a seguir alguns pitacos sobre bastidores da votação:

* Reconhecimento – A matéria elaborada pela Assessoria de Imprensa da Câmara ressalta a importância da pressão dos estudantes presentes no plenário;

Saia justa 1 – O líder do governo, vereador Francisco Sellin (PDT), ficou em péssimos lençóis. Teve de nadar contra a maré da pressão popular, e apresentou pedido de adiamento da votação numa tentativa de evitar mais problemas à gestão de Dr. Hélio (PDT). Por outro lado, bateu de cara com o companheiro de partido Antonio Flôres, um dos autores do projeto;

* Saia justa 2 – Thiago Ferrari (PMDB) também ficou em posição desconfortável. “Sou membro da base aliada. Dou suporte ao prefeito. Mas essa luta é nossa há muito tempo. Tive de pedir desculpas ao Sellin e votar contra a orientação”, disse ele aos estudantes depois da votação;

Que houve? - Antes da votação do projeto, a Câmara Municipal prestou homenagem à Cáritas Arquidiocesana pelos 40 anos de atividade em prol da inclusão social e da democratização dos direitos básicos de cidadania. Os vereadores Campos Filho (DEM) e Jorge Schineider (PTB), eleitos com muitos votos oriundos de comunidades católicas, ficaram no plenário durante toda a homenagem e chegaram a ser abordados por alguns estudantes que pediram apoio ao projeto. Na hora da votação, porém, os dois se ausentaram do plenário;

* Por fim… – Minha esperança, como estudante universitário, é de que os vereadores que se abstiveram ou que foram contrários ao projeto compreendam que esta proposta tem como objetivo primeiro facilitar o acesso da juventude à educação, à cultura e ao lazer e, além disso, promover um reequilíbrio financeiro em prol do cofres púiblicos – e em benefício da comunidade – nessa nebulosa e controversa relação entre a Prefeitura e as empresas de transporte coletivo. A mobilização dos universitários e alunos de cursinhos é fundamental neste momento. O plenário cheio na semana que vem aumentará a força da proposta entre os vereadores.

Pela aprovação do passe universitário

Reproduzo abaixo texto escrito pela nossa diretoria do Centro Acadêmico de Filosofia da PUC-Campinas, referente à votação do projeto que cria o passe universitário na cidade. Amanhã, se tudo der certo, eu pretendo comentar o resultado da votação.

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No dia 27 de maio de 2009 acontecerá um ato muito importante para a comunidade estudantil de toda a região de Campinas. Na Câmara Municipal de Campinas será votado o projeto de lei que instaura o passe estudantil. O projeto, se aprovado, reduzirá as tarifas do transporte público em 60% para universitários e estudantes de cursinho pré-vestibular. O valor da passagem de ônibus cairá de R$ 2,50 para R$ 1,00.

É importante ressaltar alguns pontos sobre essa questão. A região de Campinas tem m dos maiores adensamentos de universitários do Brasil. Somente na PUC Campinas e na Unicamp são cerca de 60.000 estudantes. Muitos deles são provenientes de várias cidades do estado, e vários de outros estados do país. Outro ponto é que os estudantes até o ensino médio possuem esse direito, mas perdem quando entram para o ensino superior. Por quê? Qual a razão que leva a prefeitura e as empresas de ônibus a tirar esse direito dos estudantes?

Constituímos um dos maiores grupos de nossa região. Muitos de nós temos de trabalhar para pagar a faculdade, moramos em repúblicas e moradias universitárias. Sobrevivemos com ajuda de custo que o governo oferece ou bolsas concedidas pelas universidades. É um absurdo o valor cobrado pelas empresas de ônibus, não só dos universitários, mas de toda a população.
É nosso dever como estudantes apoiar esse projeto e reivindicar maiores direitos, ou melhor, reclamar pelos direitos que temos, mas não são garantidos pelos órgãos públicos.

O Centro Acadêmico de Filosofia apoia o vereador e estudante do segundo ano de filosofia Petterson Prado (PPS) em seu projeto, apresentado em parceria com o vereador Antonio Flôres (PDT). É uma de nossas contribuições para que se torne acessível o ensino universitário para todos.

Convocamos toda a comunidade universitária de Campinas a comparecer ao plenário da Câmara Municipal, nesta quarta-feira (27/05) às 18h00, para mostrar aos vereadores a real necessidade de aprovarem este projeto. O endereço é Av. da Saudade n.º 1004, Ponte Preta – Campinas. Telefone (19) 3736-1300.

“Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13)

Esse verso foi o que mais me chamou atenção na liturgia do último fim de semana.

Jesus fala com os apóstolos, mas a mensagem é universal, pra qualquer pessoa, mesmo pra quem não acredita.

O recado – antes de ser um testamento teológico – é uma exortação humana por excelência, que nos convoca à boa convivência, à amizade fraterna, ao respeito pelo próximo. Um convite à superação das diferenças em prol da vida plena e digna.

Dar a vida pelo outro é uma necessidade humano-afeitva, antes de mais nada. Mas essa atitude tornou-se desafio por conta dos nossos vícios e de um jeitão de viver em que se tem a impressão de que sozinhos somos mais felizes. Um mundo que prega pertenças, mas tem aversão a compromissos. Que apregoa tribos, mas que abomina reflexões. Que tece relações, mas barra a afetividade fraterna, que gera depenência mútua e fortalece a dignidade individual.

É hora de voltar às fontes! E é esse o meu desafio particular pra essa semana.

Antes que me perguntem de novo…

Achei que foi positivo o saldo da visita do papa à Terra Santa.

Mantenho o que escrevi no post anterior, logo aqui abaixo. Sem grandes alterações.

Apenas um detalhe: para tristeza dos críticos, o papa foi tão cirúrgico nas declarações que nem por insosso pôde ser chamado. É isso. Ponto pro Bentão.

O caldo do papa alemão

Numa análise ainda no calor dos fatos, parece-me que  o alemão Bento XVI tem cozinhado bem o caldo da visita à Terra Santa.  Pelo menos pra quem assiste daqui do Brasil. Bento XVI tem dosado bem a força dos passos enquanto pisa em ovos quase que de forma simultânea entre os interesses de israelenses e palestinos.

Como já era de se esperar, a visita do papa à Terra Santa causou reboliço. De um lado, parlamentares israelenses de direita e de esquerda boicotaram a viagem, relata a BBC Brasil na Folha Online.  De outro, um membro do congresso palestino ressaltou a necessidade de aproximação com o Vaticano, lembra O Estado de S. Paulo.

Apesar das críticas feitas por um rabino do Museu do Holocausto, a mensagem do papa tem seguido um tom que une denúncia e conciliação. O papa condenou de forma veemente o holocausto (como lembra matéria do G1) e manifestou em terras israelenses a necessidade de uma “terra natal” para os palestinos. Na relação inter-religiosa com o Islã, o papa tem evitado polêmicas que possam impedir a retomada do diáologo com os muçulmanos. Com os judeus, Bento XVI tem sido hábil para amenizar sua “germanidade” – que pode ser entendida como antissemitismo – e colocar-se como mediador da paz.

Um tempero especial nesse caldo está na atitude de Bento XVI para com os cristãos católicos que vivem na Terra Santa. O papa reafirmou seu pastoreio e motivou o testemunho de reconciliação dos crentes em Jesus numa terra marcada por tantes cisões históricas.

Nessa espinhosa empreitada internacional, a falta de carisma do papa alemão em relação ao antecessor polonês João Paulo II tem sido atenuada por dois grandes trunfos: a autoridade moral e a reconhecida capacidade teológica. E parece que o resultado tem sido bom. Assim se posiciona o professor Hussein Rashid, em artigo para a CNN.

Faltam ainda o encontro com as lideranças rabínicas e as audiências oficiais com os chefes de Estado de Israel e Palestina.  A tendência é de que a receita siga em fogo brando. Se assim for, o resultado pode agradar a cada vez mais paladares – judeus, cristãos e muçulmanos.

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