Apelo aos manauaras

Reproduzo aqui comentário que postei no The Pompeia Times a respeito dos textos que o Lendro Humberto escreveu sobre Manaus. 

“A missão do jornalista (aquele que assume com responsabilidade o seu ofício) é de ser profeta: denunciar, apontar caminhos, abrir os olhos de quem se acomoda ou tem a vaidade maior que o mundo.

Não conheço Manaus. Mas conheço o Leandro. E ele é um desses jornalistas. Confio no relato dele e sei do profundo engajamento social que ele sempre cultivou por onde viveu e trabalhou.

Irmãos e irmãs de Manaus, aproveitem a suposta rispidez das palavras do Leandro e sintam-se provocados a uma atitude nova de cobrança, de pressão política, de leitura crítica da realidade. Usem esse amor pela terra de vocês como combustível de uma engrenagem que se mexa para acabar de vez com tanto descaso, roubalheira e comodismo.

Canalizem toda essa energia afetiva para evitar que Manaus se transforme na São Paulo equatorial – uma cidade tão desastrada que está inadministrável.

Pra mim, assunto encerrado.”

Mais sobre a Record…

… no belo texto da vizinha e amigona Evelyn Carvalho. Recomendo a leitura e agradeço à Evelyn pela citação.

Queria esclarecer que minha postura não quer contemplar, de forma alguma, o aspecto do proselitismo religioso. Respeito a liberdade de culto e conheço muita gente de bem que frequenta ou frequentou a Igreja Universal e tantas outras denominações neopentecostais. Sem falar nas sinceras amizades que mantenho com pastores e teólogos das igrejas Batista, Luterana, Metodista, entre outras.

Trata-se aqui de uma discussão no campo da ética, e não da difusão teológica – por mais ressalvas que se possa fazer também nesse aspecto.

A transa dos recursos entre a Igreja Universal e a Rede Record

Amigos, antes de entrar propriamente no tema deste post, quero recomendar vivamente a leitura do texto publicado pelo meu amigo e também jornalista Mauricio Savarese sobre a disputa deflagrada entre os telejonais da Globo e da Record na semana passada.

Sobre o título deste texto, não quero aqui enveredar sobre a legalidade do negócio, muito menos emitir qualquer juízo de valor sobre isso. São rápidos dados que ajudam a entender como os recursos dos fieis da Universal vão parar no bolso de Edir Macedo e dos diretores da Record. Talvez a imprensa já tenha mostrado isso (vi um quadro sobre esse tema na Veja desta semana), mas vale a pena recordar. É simples assim:

1) A Rádio e Televisão Record é uma empresa privada de comunicação, concessionária do canal 7 de TV em São Paulo.  Repare aqui que o acionista majoritário e responsável pela concessão da emissora – cabeça da Rede Record - é o senhor Edir Macedo Bezerra;

2) Como acionista majoritário, Macedo tem direito a retiradas mensais da empresa, firmadas a título de pro labore;

3) A Igreja Universal do Reino de Deus é uma instituição religiosa comandada pelo bispo Edir Macedo Bezerra e, como entidade  filantrópica, tem direito a isenções fiscais e não paga Imposto de Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ. O Artigo 15 da lei 9352/10, que regulamenta o pagamento do IRPJ, diz:

Art. 15. Consideram-se isentas as instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico e as associações civis que prestem os serviços para os quais houverem sido instituídas e os coloquem à disposição do grupo de pessoas a que se destinam, sem fins lucrativos. (Vide Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)

§ 1º A isenção a que se refere este artigo aplica-se, exclusivamente, em relação ao imposto de renda da pessoa jurídica e à contribuição social sobre o lucro líquido, observado o disposto no parágrafo subseqüente.

§ 2º Não estão abrangidos pela isenção do imposto de renda os rendimentos e ganhos de capital auferidos em aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável.

§ 3º Às instituições isentas aplicam-se as disposições do art. 12, § 2°, alíneas “a” a “e” e § 3° e dos arts. 13 e 14.

§ 4º (Revogado pela Lei nº 9.718, de 1998)

A Igreja Universal do Reino de Deus, portanto, não paga Imposto de Renda sobre os recursos que advêm das doaçoes de seus fieis.

4) A Igreja compra, em média, 6 horas diárias de espaço nas madrugadas da TV Record para veiculação de programação religiosa, pagando R$ 200.000 por cada hora, de acordo com estimativas não oficiais. Esse montante chegaria, portanto, a R$ 1,2 milhão por dia. Em 30 dias, são R$ 36 milhões. Arredondando, a somatória chegaria a R$ 400 milhões anuais;

5) Esses valores entram na contabilidade da Rádio e Televisão Record como se a IURD fosse um anunciante. Aí sim há o pagamento de Imposto, por conta da Record, como pagaria sobre o serviço de publicidade prestado a qualquer outra empresa. Desse modo, o dinheiro sem comprovação fiscal proveniente das doações dos fieis entra em circulação no mercado controlado pelo Fisco.

Um pitaco breve, pra encerrar:

* Hoje a Folha traz uma informação de que a IURD teria feito uma oferta de R$ 545 milhões para a compra de horário nas madrugadas da Rede Globo. Pra mim, uma tentativa de desviar o foco para as investigações sobre a remessa de dinheiro dos cofres da Universal para a Rede Record.

Guia de viagem à terra capixaba – Parte 4

Encerrando este bloco de dicas pra quem vai visitar o Espírito Santo, coloco algumas opções de passeios na região montanhosa do Estado.

Começo falando de Cachoeiro do Itapemirim. A cidade conhecida como terra natal de Roberto Carlos tem a maior concentração de serrarias de mármore e granito do Brasil. A quantidade de estabelecimentos do gênero na região é impressionante.

Como opção de gastronomia, recomendo o Restaurante do Edil. Não tem placa, nada, mas todo mundo na cidade conhece. Moqueca muito bem feita, com preço super justo. Para os almoços, o Restaurante do Aloísio é uma ótima pedida. Self service de comida caseira, no fogão a lenha. A casa do Roberto Carlos, que fica no alto de uma ladeira escondida no miolo da cidade, é um mais um ponto para desencargo de consciência do que um atrativo turístico. É um lugar xoxo, que vale visitar só pra dizer que passou por lá.

No caminho de Cachoeiro do Itapemirim até Domingos Martins existe um belo mirante, de onde se tem uma vista maravilhosa. Vale a pena tirar fotos.

 

 

Bela vista do mirante

Bela vista do mirante

Mais adiante, ainda no municipio de Jaciguá, dê uma paradinha na lanchonete Mosquini, especializada em derivados de porco.

Na região de Domingos Martins, não dá pra perder a visita ao Parque Estadual da Pedra Azul.

O topo da Pedra Azul está a 1.822 metros de altitude

O topo da Pedra Azul está a 1.822 metros de altitude

Se o bolso permitir, a hospedagem no Aroso Paço Hotel é uma excelente pedida. Mas tome cuidado! A piscina do hotel (que na propaganda aparece como climatizada) só é aquecida aos finais de semana.

Guia de viagem à terra capixaba – Parte 3

Antes dos demais comentários, só informo que os outros dois posts sobre a viagem já estão devidamente ilustrados com as fotos.

O guia dá uma pausa na estrada pra se dedicar um pouco à igrejas capixabas que visitei.

As catedrais de Vitória e de Cachoeiro do Itapemirim são templos grandes e bem edificados, apesar de ambos necessitarem de um restauro (que já vem sendo providenciado pelas respectivas dioceses).

Catedral de Vitória

Catedral de Vitória

 

Interior da Catedral de São Pedro, em Cachoeiro do Itapemirim

Interior da Catedral de São Pedro, em Cachoeiro do Itapemirim

Em Vitória, visitei ainda a comunidade São João Batista, no Camburi, onde participamos da missa. Esta, de arquitetura moderna e já com sistema de ar condicionado.

Capela dedicada a São João Batista, em Vitória

Capela dedicada a São João Batista, em Vitória

Em Atilio Vivacqua, visitamos a matriz de Santo Antonio. O padre Pedro – um ex-religioso salesiano que se incardinou na diocese de Cachoeiro do Itapemirim – nos atendeu muito bem e nos contou um pouco sobre o trabalho de aconselhamento pastoral que tem especialmente com pessoas que sofrem com depressão. 

Matriz de Santo Antonio, em Atilio Vivacqua

Matriz de Santo Antonio, em Atilio Vivacqua

O ponto alto das visitas aos templos religiosos foi, sem dúvidas, a passagem pelo Santuário Nacional do beato José de Anchieta, em Anchieta. O complexo é formado pela Igreja e pelo já desativado convento dos Jesuítas. Ali morreu o beato que viera das terras ibéricas para cuidar da evangelização dos índios nos primórdios da colonização.

Capela principal do Santuário de Anchieta

Capela principal do Santuário de Anchieta

O quarto onde Anchieta morreu se transformou em oratório

O quarto onde Anchieta morreu se transformou em oratório

 

Fachada do Santuário de Anchieta

Fachada do Santuário de Anchieta

No próximo post, a região das montanhas capixabas.

Guia de viagem à terra capixaba – Parte 2

Seguindo com as dicas de lugares pra comer e ficar no Espírito Santo, passo a um breve relato sobre Guarapari e adjacências (sempre quis usar isso num texto!).

O litoral capixaba é muito bem conservado como um todo. Entretanto, a região de Guarapari é muito rica em natureza e, por isso, oferece um clima mais relaxante do que encontramos em Vitória, uma cidade que já vive os ares de metrópole com praia. Definira como um Rio de Janeiro mais bem arrumadinho e menos movimentado.

No caminho de Vitória a Guarapari, a primeira parada obrigatória é o covento de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha.

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A vista é belíssima e dá pra sentir a mística dos religiosos que moravam por lá no final do século XIX.

Capela principal do convento

Capela principal do convento

Pra seguir viagem, prefira a Rodovia do Sol. As paisagens são imperdíveis. No caminho, repare numa esteira que passa por baixo da rodovia e que tranporta minério de ferro do pé dos morros para o porto da mineradora Samarco. Uma engenhoca interessante. Já perto de Guarapari, vale a pena parar em alguma das fábricas atersanais de panelas de barro que estão ali instaladas.

Não posso dar dica de hospedagem na cidade de Guarapari, pois fiquei instalado em Meaípe, um “distrito” que fica a uns 7 quilômetros do centro. Duas boas opções de hotelaria são o Hotel da Léa e o Hotel Meaípe. Este último tem um belo restaurante a la carte, com preço justo e comidinha agradável (aberto também aos não hóspedes).

O programa imperdível de Meaípe é o Resturante Gaeta. Cada prato é cozido na panela que vai à mesa. O tempero é especial e a cortesia do atendimento, coordenado pela simpática dona Idalina, idem. Recomendo a moqueca de lagosta com camarão (acompanha moquequinha de bana, arroz e pirão) e a lagosta gratinada com molho branco. Tudo isso desce ainda melhor acompanhado de uma cerveja Therezópolis bem gelada – muito popular entre os restaurantes capixabas e, pelo menos lá, com um preço bem bacana). Não deixe de experimentar o camarãozinho frito (cortesia pra quem pede moquecas) e a torta de coco (sobremesa grátis que acopmanha todos os pratos). Uma moqueca de lagosta que serve três pessoas custa perto de R$ 130. O bolso sente o golpe, mas vale a pena.

Lagosta gratinada

Lagosta gratinada

Moqueca de lagosta

Moqueca de lagosta

Moquequinha de banana

Moquequinha de banana

Tortinha de coco

Tortinha de coco

Guia de viagem à terra capixaba – Parte 1

Depois de quase duas semanas sem postar nada neste espaço virtual, eis que retorno pra contar algumas boas coisas a respeito da minha viagem de férias ao Espírito Santo.

Pretendo dividir esses relatos em partes. Primeiro pra me dar a chance de postar várias coisas conforme eu for lembrando delas. Depois, pra que os textos fiquem mais curtos. Pra quem espera fotos do passeio, vou ficar devendo. Pelo menos por enquanto.

Então, de início deposito um voto de parabéns à Azul Linhas Aéreas. O serviço é muito bacana, desde o call center à equipe dos aeroportos. O tal do Embraer 195 é bem silencioso e confortável. A viagem começou bem…

Céu Azul

Céu Azul

Quero dedicar o restante do texto a Vitória, a capital capixaba. Sinceramente não sabia que aquele lugar (como praticamente todo o Estado) era tão aprazível.  Ficamos hospedados no Bristol Century Plaza. Com uma bela localização, o único pecado do hotel é ter restaurante terceirizado. Apesar de o café da manhã ser bem bacana, o atendimento nas demais refeições deixa a desejar. Se você for de avião e ficar hospedado em qualquer um dos hotéis da Rede Bristol na cidade, peça o cartão para usar a sala VIP no aeroporo de Vitória. Um espaço muito bem planejado, com café espresso e bebidas não alcoólicas à vontade. A sala conta ainda com sofás, rede wireless e um computador de mesa conectado à internet para uso gratuito.

Agora vou entrar na seara da minha vizinha Karen, do Panela, pra comentar sobre os restaurantes que visitei na capital do Espírito Santo. Não tenho a pretensão de ser crítico de culinária. São só impressões que pretendem ajudar o futuro turista de primeira viagem.

Começo indicando vivamente o Deboni’s (o site está em manutenção, mas pelo menos fica aí a indicação do telefone), que está localizado na Praça do Papa. Com uma bela vista da entrada do porto de Vitória, o restaurante tem no cardápio generosas moquecas e pratos à base de pescado. Indico de forma particular um tenro e bem temperado filé de tilápia ao molho de camarão, que acompanha arroz de amêndoas e purê de batatas. Aos sábados, o restaurante oferece self service de feijoada à vontade por R$ 29,90. Procure lá o Marco Antonio, um chileno gente boa que certamente vai te atender muito bem.

Restaurante Deboni's

Restaurante Deboni's

A segunda dica é o Disk Pizza Paulista, que fica na avenida Dante Micheline. A pizza é diferente do que estamos acostumados a comer aqui em Sampa, com uma camada de recheio mais robusta. Minha dica por lá é o filé ao molho de gorgonzola. Vale a pena. Acompanha arroz à Piamontese.

Pra fechar essa primeira parte, deixo a dica do Saidera. O bar tem o melhor chope de Vitória, eleito pela Veja. Não deixe de pedir a porção de croquete com mostarda escura. Uma boa pedida também são os pasteizinhos.

Por enquanto é isso. Mas ainda tem muito mais coisa boa por aí.

Contemplação

A beleza de Deus se manifesta todo dia. No simples esplendor da natureza e no coração dos homens de boa vontade.

Ai de nós quando não a reconhecemos. Pior ainda quando não ajudamos a mantê-la, no respeito ao universo criado e na valorização da vida do próximo.

Coração puro, sem vaidade e aberto ao amor: esse é o melhor colírio para ajudar nossos olhos a contemplarem a beleza do Criador.

Mea culpa por Michael Jackson

Juro que ainda me incomoda o funeral de Michael Jackson. É fato que a opinião que se segue é de um sujeito que de antemão deixa transparecer um desconforto com a figura do MJ e com a valorização que o planeta atribui ao trabalho artístico dele.

Talvez por inculcar a ideia de que “o cara não é tudo isso que falam por aí”, não consegui entender a espetacularização dos funerais. Pra mim, não precisava tanto.

Veja. Não se trata de menosprezar o que foi feito – a cerimônia foi de alto nível musical (adorei o coro gospel) e deixou registrada uma verdadeira manifestação de respeito por parte do público que estava no ginásio. O que eu não entendi, de coração, é como a mídia global comprou esse fato com tanta voracidade a ponto de transmitir tudo ao vivo. Só os funerais de João Paulo II tiveram tanta atenção por parte das TVs e portais de internet, por exemplo.

Não sei. Foi uma cobertura indigesta. Não consegui assimilar a proporção dos fatos com a figura. Acho que um pouco disso é culpa minha. Não fui fã de Michael Jackson, não dancei as músicas dele e, creio que por descuido pessoal, nunca me atentei para as propagadas ações humantiárias que foram encabeçadas por ele.

O Michael Jackson que me vem à cabeça, por minha culpa, tão grande culpa, é o rapaz que clareou a pele (por quê?), que fez sucesso mundo afora e que, atolado pela fama, não conseguiu lidar com as diversas pressões que tomaram conta da vida. O Michael Jackson que fica na memória é um sofredor. Um mártir de um mercado cultural que suga até o úlutimo suspiro de espontaneidade, humandidade e iniciativa interior.

E esse viés eu não vi contemplado na TV.

Bom, mas aí vão dizer: “A culpa é sua! O cara foi um mito!”. Talvez tenha sido mesmo. Mas, na minha casa, o pessoal chiou. Por aqui, o povo preferia ter visto as estripolias da Nazaré em Senhora do Destino.

* Ao som de: O Meu Guri, Chico Buarque

“São João! Acende a fogueira do meu coração”

Atendendo a um cordial pedido da amiga Karen, posto aqui alguma coisa sobre São João.

É interessante apontar primeiramente que a História ainda não deu conta de decifrar concretamente quantos e quais seriam os  “Joãos” (ou seriam “Joães?”) presentes no Novo Testamento.

Um deles, sem dúvidas, é São João Batista – o precursor. Aquele que, no deserto, clamava “Preparai os caminhos do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será abaixado, toda colina será aplainada” (Lc 3, 4-5). É a festa da natividade de João Batista que marca o dia 24 de junho, o popular dia de São João.

Depois vem o João apóstolo, filho de Zebedeu. A ele os primeiros estudiosos da escritura neotestamentária – entre eles Santo Irineu - apontam como autor do quarto evangelho, das três cartas apostólicas e ainda do livro do Apocalipse. Ainda assim, a partir do início do segundo milênio especialmente, esta tese foi sendo questionada.

Entretanto, há correntes de biblistas que dividem a autoria desses textos: um João seria o evangelista e autor das cartas e outro teria sido o autor do apocalipse. Apesar dessa divergência, há uma certeza entre todos os especialistas: os textos, na imensa maioria, não apresentam um autor único ou uma versão fechada numa primeira redação. A escritura bíblica quase sempre é fruto da experiência de uma comunidade de um determinado discípulo - que acaba por levar o nome como autor do livro.

Independentemente de quem tenha escrito os textos joaninos, temos nesse material uma profunda experiência da vida de Jesus (Evangelho), as repercussões dessa experiência na vida de algumas comunidades (cartas apostólicas) e uma narrativa quase épica do estado das primeiras comunidades cristãs a partir de uma visão positiva do futuro, no qual ao projeto de Jesus seria manifestado em sua plenitude entre as nações  (Apocalipse).

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