Zilda Arns chega ao céu pra renovar nossa esperança
As imagens do Haiti são um cruel retrato da morte. As tristes feições que acompanhamos pela TV e os sempre emotivos relatos de correspondentes ou pessoas envolvidas com a tragédia apunhalam o coração daqueles que, de longe, não conseguem nem imaginar o que é perder tudo – inclusive a vida de amigos e familiares – num piscar de olhos.
Nesse cenário desolador, todas as nações procuram por notícias de seus filhos. Não é diferente com o Brasil, que já chora a morte de 12 pessoas – 11 militares e a sempre querida Dra. Zilda Arns.
O irmão de Dra. Zilda e arcebispo emérito de São Paulo, cardeal Paulo Evaristo Arns disse, na nota de imprensa que divulgou: “Não é hora de perder a esperança”. Sábias palavras, de fato. Mas, em meio a tanta desolação, tanta destruição, tanta dor, como é possível fazer brotar essa tal esperança?
A fé cristã e a Escritura Sagrada nos recordam: “Se é só para esta vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima” (1Coríntios 15, 19). A nossa esperança deve ser depositada na vitória definitiva da vida sobre a morte, no triunfo da luz sobre as trevas, na força do Amor sobre tudo aquilo que divide as pessoas.
No hoje das nossas vidas, episódios como o do Haiti nos revelam, mais uma vez, nossa insignificância diante do mundo, nosso estado pueril diante do universo. E nos provocam a pensar sobre nosso comportamento, nossas atitudes, nosso proceder diante do outro, da natureza.
Numa perspectiva mais ampla, os fatos e as perdas de hoje nos recordam uma lição de igual potência. Existem dois caminhos para seguir na trajetória do ser humano: o da morte e o da vida. Zilda Arns escolheu a melhor parte. Por isso, hoje choramos sua perda, mas nos alegramos com o céu pela presença de mais uma alma que passou pelo mundo fazendo o bem.

Você viu a última palestra dela no Haiti? Emocionante!
Eu ví a íntegra do texto – não proferido por ela. Tá em espanhol, no site da CNBB. Sublime…
Que o amor doação da Dra Zilda contagie todos nós.