Queria ter tido mais ânimo
Queria ter tido mais ânimo pra ler. O semestre praticamente acabou e eu fico com a impressão de que eu não li quase nada, de que eu não cresci o que poderia ter crescido com as aulas que tive, com os trabalhos que fiz. Também não estou jogandto o semestre no lixo. Não é isso. Mas percebo que fui vitimado pelo mesmo fenômeno do qual gostaria de ter me livrado no primeiro curso de graduação: a redução gradual do estímulo ao longo do semestre.
Comecei o ano acadêmico – e o curso de Filosofia – achando que tudo seria diferente: mergulhei nas primeiras leituras obrigatórias, fichei os textos, comecei um grupo de estudos… “Mas depois, como era de costume…” (Chico, Olhos nos olhos), as coisas foram se acomodando. Não quero entrar no mérito do ritmo do curso. A questão de fundo aqui é pessoal.
Entretanto, pelo que percebo, isso é um bocado natural e eu não sou o único mortal que padece desse mal. Não sei, de fato, se existe um remédio pra isso. O que fica é uma ligeira impressão de que era possível realizar mais, produzir mais. Mas eu tenho fé que as férias vão me ajudar a mandar essa aflição pra longe – sem muito esforço.
* Ao som de: Um dia de domingo, Tim Maia & Gal Costa


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