E o passe universitário de Campinas?
Eu havia assumido o compromisso com você, leitor, de informar aqui as novidades sobre o processo que busca a concessão do passe universitário aos estudantes de Campinas. Entretanto, por conta das adversidades que este condomínio sofreu nos últimos dias, tal tarefa tornou-se inviável.
Mas vou resumir o que rolou nos últimos dias. Estava marcada para o dia 03 de junho a segunda votação do projeto de autoria dos vereadores Petterson Prado (PPS) e Antonio Flôres (PDT). No dia 1º, dois dias antes da votação, o vereador Francisco Sellin (PDT), líder do governo na Câmara Municipal, apresentou ao Plenário um pedido que retirava o projeto da pauta. A proposta foi aprovada pela maioria dos vereadores, na surdina. Na quarta-feira pela manhã, os estudantes ficaram sabendo do ocorrido por meio da assessoria do vereador Petterson.
Mesmo sabendo que seria praticamente impossível a votação da proposta no dia 3, cerca de 400 estudantes compareceram à Câmara para acompanhar a sessão. O vereador Petterson apresentou à mesa um pedido de urgência do projeto, o que poderia recolocá-lo na pauta para a sessão seguinte. Eram necessárias onze assinaturas para que o pedido fosse aceito. Mesmo com a pressão dos estudantes, apenas dez vereadores assinaram a proposta de urgência. São eles:
Antonio Francisco (O Politizador) (PMN); Arly de Lara (PSB); Biléo Soares (PSDB); Cidão Santos (PPS); Élcio Batista (PSB); Leonice da Paz (PDT); Petterson Prado (PPS); Rafa Zimbaldi (PP); Sebá Torres (PSB) e Vicente Carvalho (PV).
Veja aqui a matéria no site da Câmara Municipal.
O que espanta são as atitudes de alguns vereadores. Antonio Flôres (PDT) – um dos autores do projeto – não assinou o pedido. Ele teria alegado que havia “problemas maiores” e que seria bom “enriquecer a discussão” da proposta. Valdir Terrazan (PSDB), que na sessão do dia 26 de maio disse que “a Câmara precisa encarar as pressões de frente”, também não assinou. Thiago Ferrari (PMDB), que até a semana anterior estava junto com os estudantes, também recuou.
O projeto esfriou. E agora o maçarico pra aquecê-lo de novo só deve funcionar em agosto, quando tanto vereadores quanto estudantes voltam das férias.
Agora, um pitaco:
* Na minha opinião, o projeto não andou por pelo menos uma das três razões a seguir.
- A prefeitura fez lobby contra a proposta. Segundo relatos de estudantes presentes ao Plenário no dia 3, a cara dos vereadores da base que haviam apoiado o projeto na primeira votação deixava claro um certo desconforto;
- As empresas de ônibus pressionaram os vereadores que receberam dinheiro das mesmas para a campanha eleitoral;
- Os vereadores reagiram no voto a uma suposta ameaça de Petterson Prado (PPS) que, ao saber do pedido de retirada apresentado por Sellin, teria dito que iria divulgar publicamente a relação dos vereadores que votaram contra o interesse dos estudantes. A declaração teria sido vista como oportunismo partidário e falta de habilidade política de Petterson.
* Ao som de: Your Song, Elton John
Meu irmão: Fiquei semanas tentando clicar no link do seu blog e achava que o problema era com o meu computador. Que bom que tudo se resolveu. Tenho acompanhado mais ou menos a mais que merecida luta dos universitários pelo passe, até porque algumas alunas nossas da UNIP tem se mobilizado nesse sentido também. Esperamos que tudo se resolva da melhor maneira possível. Ah, e com relação a Sampa, realmente um dos lugares que faltaram foi o Mosteiro de São Bento. Já levei vários amigos para acompanhar as vésperas às 17 horas lá, e todos se impressionam com a leveza com que os monges cantam e louvam a Deus. É um oásis de silêncio e meditação no conturbado caos do Centro. Obrigado pelos comentários! Abraço.
Flor!
Conheci um senhorzinho que fez mestrado sobre as empresas de ônibus de Campinas na época em que o transporte alternativo rolava solto por aqui. O que ele dizia, sempre, é que as duas coisas mais difíceis de se mexer nessa cidade são as empresas de lixo e as empresas de ônibus – duas máfias. Quando o Toninho tentou mexer em ambas, deu no que deu. Acho que todas essas suas hipóteses andam juntas, mas tem uma a mais: as pessoas têm medo.
nossa fiquei muito triste pensei que tudo daria certo pois nós universitários deveríamos ter o direito do passe pois apesar de pagar a facudade pagamos um preço absurdo pela passagem
acho um absurdo os alunos de faculdade terem que pagar passagem inteira ja pagam tao caro pra estudar poderia ser mais barata