Transporte público na RMC

Depois de quase sete anos, voltei a usar o transporte coletivo da Região Metropolitana de Campinas em 2008. Durante o primeiro semestre, confesso, não tive problemas nos meus percursos. Mas, de dois meses pra cá, a qualidade e a pontualidade dos serviços têm deixado muito a desejar.

Primeiro, uma constatação nada positiva: a nova rodoviária de Campinas já funciona há quase dois meses, e o Terminal da EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano), construído ao lado, ainda não foi inaugurado. Daí surgem dois problemas: as linhas vindas das cidades da RMC estão parando longe da rodoviária, o que obriga passageiros a andarem um bom bocado. Outro problema, ainda pior: a integração das linhas metropolitanas ficou ainda mais difícil. Quem vem de Sumaré ou Hortolândia, por exemplo, e precisa pegar um ônibus para Vinhedo, precisa andar pelo menos oito quarteirões. Se o terminal já estivesse pronto, isso não seria necessário.

Essa parte a gente até releva porque, com a graça de Deus, as pernas nos servem muito bem. O problema está no não raro desrespeito aos horários dos ônibus intermunicipais, especialmente aos sábados e domingos. Nesses dias algumas linhas da RMC funcionam apenas com os ônibus das empresas, ou seja, as cooperativas do Orca (Operador Regional Coletivo Autônomo) não rodam por um acordo firmado entre elas e a EMTU. Aí, qualquer deslize das companhias de ônibus se transforma num grande transtorno aos passageiros. Hoje mesmo, domingo, 31 de agosto, usuários de pelo menos três linhas intemunicipais se queixaram de que os horários não foram respeitados. Eu mesmo fui vítima disso. A Linha 638 (Sumaré/Jd. João Paulo II – Campnias), operada pela Ouro Verde, não colocou na rua o carro marcado para as 15h30. Resultado: mais de uma hora e meia de espera no ponto. Um outro passageiro, que subiu no ônibus que passou apenas às 16h37, disse que estava desde as 15h00 na parada, esperando o coletivo que, simplesmente, não apareceu.

Não precisa nem perguntar quem é que se prejudicou nessa, né? Claro, como sempre, o passageiro.

Perguntados sobre o motivo do “desaparecimento” do ônibus, dois funcionários da empresa não souberam informar o que causou o problema.

Resta apelar para uma reclamação na EMTU. O problema é que ninguém devolve o tempo em que os cidadãos ficam plantados nos pontos de ônibus esperando que as empresas simplesmente façam o que os contratos de concessão prevêem: cumprir os horários determinados para cada linha.

2 Comentários

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  • Zangari!Lendo seu artigo lembrei um episódio quando em retorno à Campinas:o motorista por ter ingressado recentemente na linha Sumaré-Shop. Dom Pedro, não conhecia o trajeto. Como chegou ao destino? Bem… Com as orientações dos passageiros.

    Forte abraço!

  • todos os dias na primeira lotação de ônibus de hortolândia para campinas, os motoristas e cobradores vão bem acomodados enquanto trabalhadores que ralam o dia inteiro tem que viajar em pé, isto é uma injustiça, já que eles não pagam passagem

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