Pastor-narrador

O espaço mais recomendado para acessar bizarrices do mundo da publicidade neste condomínio é, notadamente, o Loser’s Archive, da minha amiga Cráudia.

Todavia, caro leitor, esta semana, durante um trabalho missionário nas periferias de Campinas, ouvi numa rádio de programação evangélica (não me perguntem qual, porque não sei) um formato um tanto pitoresco de evangelização: o culto futebolístico.

Trata-se de uma nova modalidade de apresentação de conteúdo religioso, na qual o ministro da igreja modula a voz e o discurso de tal modo que se pareça com uma transmissão de futebol.

Vale pela dimensão exótica do áudio. A lamentar.

Diverti-vos, amados!

Pastor-narrador

Quando…

…não se tem mais nada, nem chão nem escada,
escudo ou espada, o seu coração acordará!

Quando estiver com tudo, lã, cetim, veludo,
espada e escudo, sua consciência adormecerá!

Quando se acabou com tudo, espada e escudo,
Forma e conteúdo,
Já, então, agora dá para dar amor”
                                                                                                                (Nando Reis, Mantra)

Esvaziar-se para amar,
Partilhar-se  no pouco (no nada): o tom maior de um mantra para a felicidade

Zilda Arns chega ao céu pra renovar nossa esperança

As imagens do Haiti são um cruel retrato da morte. As tristes feições que acompanhamos pela TV e os sempre emotivos relatos de correspondentes ou pessoas envolvidas com a tragédia apunhalam o coração daqueles que, de longe, não conseguem nem imaginar o que é perder tudo – inclusive a vida de amigos e familiares – num piscar de olhos.

Nesse cenário desolador, todas as nações procuram por notícias de seus filhos. Não é diferente com o Brasil, que já chora a morte de 12 pessoas – 11 militares e a sempre querida Dra. Zilda Arns.

O irmão de Dra. Zilda e  arcebispo emérito de São Paulo, cardeal Paulo Evaristo Arns disse, na nota de imprensa que divulgou: “Não é hora de perder a esperança”. Sábias palavras, de fato. Mas, em meio a tanta desolação, tanta destruição, tanta dor, como é possível fazer brotar essa tal esperança?

A fé cristã  e a Escritura Sagrada nos recordam:  “Se é só para esta vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima” (1Coríntios 15, 19). A nossa esperança deve ser depositada na vitória definitiva da vida sobre a morte, no triunfo da luz sobre as trevas, na força do Amor sobre tudo aquilo que divide as pessoas.

No hoje das nossas vidas, episódios como o do Haiti nos revelam, mais uma vez, nossa insignificância diante do mundo, nosso estado pueril diante do universo. E nos provocam a pensar sobre nosso comportamento, nossas atitudes, nosso proceder diante do outro, da natureza.

Numa perspectiva mais ampla, os fatos e as perdas de hoje nos recordam  uma lição de igual potência. Existem dois caminhos para seguir na trajetória do ser humano: o da morte e o da vida. Zilda Arns escolheu a melhor parte. Por isso, hoje choramos sua perda, mas nos alegramos com o céu pela presença de mais uma alma que passou pelo mundo fazendo o bem.

As perguntas sobre “Lula”

Na faculdade, sempre fui um fiasco nas disciplinas de opinião. Não tenho dom pra editorialista, articulista… pra crítico cultural então, menos ainda. Mas ontem eu fui assistir ao filme “Lula, o filho do Brasil” e saí do cinema com um sonoro “e aí?” ecoando na cachola.

Não entendo lhufas de técnica cinematográfica, mas fiquei positivamente surpreso com a fotografia nas cenas iniciais, na Caetés de 1945. A transição entre filmagem e imagens jornalísticas de arquivo também foi uma sacada bacana. O pseudo-locutor-de-rádio-tipo-dalmácio-jordão também mandou bem, apesar de os textos estarem um pouco fora do estilo de rádio de notícias que havia naquele tempo.

Mas o que importa mesmo é que o filme poderia ter respondido perguntas. Por exemplo: afinal, a greve de 1979 foi tão fracassada assim? Como foi a negociação dos sindicalistas do ABC para ocupar as Igrejas e fazer delas instrumentos de mobilização? De onde surgiu Lurian? Como foi esse episódio da vida de Luiz Inácio? Lula, pelo que me lembre, foi deputado constituinte. Nem nas letrinhas do final do filme colocaram essa informação.

“Larga de ser chato, pô! É uma obra de ficção!”, vai dizer o astuto leitor. Concordo. Mas o tom documental percorre toda a fita. E informações relevantes como essa – e fundamentais para entender a biografia de Lula – não poderiam ter faltado.

Fica, no fim, uma sensação meio propagandesca. O filme peca por excesso ao mostrar um Lula ”que teimou”. E peca pela falta ao inculcar um Lula que nunca errou. E errar é condição primeira para ser plenamente humano.

Devaneios sobre os primórdios de 2010

* O ano começou agitado. Os impactos das fortes chuvas no litoral do sudeste e em cidades como Cunha e São Luiz do Paraitinga (SP) trouxeram um clima chato ao tradicional otimismo dos começos de ano. Feliz ano novo mesmo tiveram os comerciantes, que superaram – na maioria dos setores – as vendas em relação a 2008 (ainda que o impacto da crise tenha de ser considerado);

* 2010 promete ser daqueles porretas em termos de movimentação. Com Copa do Mundo e eleições o noticiário vai ferver. E, com certeza, muita gente vai usar o clima de auê da copa pra tentar ludibriar o eleitorado com vistas ao pleito de outubro. Por isso defendo a mudança das eleições para os anos ímpares. Assim, o impacto emocional da Copa e das Olimpíadas não afetaria tanto o nosso povo mais simples;

* Ainda sobre as eleições, já começaram a pulular mensagns que têm o objetivo de revelar dados sobre Dilma Rousseff, a candidatra do presidente Lula, cujo passado é desconhecido de muita gente. Hoje meu pai recebeu hoje um e-mail com a imagem a seguir, que seria da suposta ficha criminal de Dilma Rousseff:

 A ficha da Dilma

O e-mail traz, a seguir nomes e fotos de supostas vítimas do “grupo terrorista”: o jornalista Regis de Carvalho; o almirante Nelson Gomes Fernandes; o soldadoMario Keozel Filho; o tenente Alberto Mendes Junior e o capitão Charles R. Chandler, do Exército dos EUA.

Parece que a vida de Dilma como candidata oficial não vai ser tão fácil quanto parece. A estratégia do famoso “teu passado te condena” ainda funciona com muita gente. Aguardo a contribuição dos amigos sobre o tema.

Boas Festas!

Escrevo pra desejar a você um Natal cheio de luz. Que essa data repleta de significado nos traga a disposição de fazermos uma revisão de vida e nos dê o ânimo necessário para sermos pessoas melhores.

 Que o Ano Novo nos traga a oportunidade de boas realizações e que, com a nossa contribuição, possamos trazer mais alegria, justiça e paz. Desse modo, construiremos um tempo novo, com Vida em plenitude para todos, de modo especial aos que mais sofrem.

 

Boas Festas pra você e sua família!

Felipe Zangari

Este blog entra em recesso hoje. Retornamos no dia 7 de janeiro.

A você, leitor de sempre ou de quase-nunca, um Feliz Natal e um 2010 recheado de boas notícias.

Até!

Saiu o nome do primeiro colocado do Enem 2009

É bom rir da desgraça dos outros, né?

Olha o que eu recebi por e-mail hoje:

SAIU NOME DO 1° COLOCADO NO ENEM 2009,
NO ÚLTIMO FINAL DE SEMANA
 
O NOME DELE É …


 
VEJA ABAIXO:


 

 
  
…..
 
 
….
 
 
 
 
 
 
 
 
PALMEIRAS !!!!!!!!!!

- Nem foi campeão brasileiro
- E nem foi VICE-campeão brasileiro
- E nem FICOU ENTRE OS TRÊS PRIMEIROS COLOCADOS
- E nem foi pra Libertadores
- E nem foi campeão paulista
- E nem foi m***** nenhuma…

Educação e Sociedade

Atendendo a sugestão da professora Mara Salvucci, compartilho um artigo acadêmico apresentado hoje em conclusão da disciplina que ela ministra (Educação e Sociedade B) lá na PUC Campinas.

Teorias psicogenéticas na rede particular de ensino

DA SILVA JR, Antonio M.; JESUS, Carlos R. de O.; BUOSO, Diego B.; MAGALHÃES, Edson A. I.; ZANGARI, Felipe; DA COSTA, Tiago R.
Graduandos de Filosofia da PUC Campinas

e-mail: felipezangari@yahoo.com.br
 Orientadora: SALVUCCI, Mara

             Resumo

            O presente trabalho tem como objetivo identificar as relações entre as teorias psicogenéticas e de interação apresentadas no decorrer do semestre com o ambiente escolar visitado durante o período de observação de campo. Trata-se de uma pesquisa panorâmica, sem a intenção de analisar com rigor as práticas pedagógicas ou processos de socialização do conhecimento desenvolvidos nas instituições observadas.

            Palavras-chave: educação, inclusão, teorias pedagógicas, interação social.

 Teorías psicogenéticas en la red particular de enseño             

             Resumen

            El presente trabajo tiene como objetivo identificar las relaciones entre las teorías psicogenéticas y de interacción presentadas en el curso del semestre con el ambiente de escuela visitado durante el período de observación de campo. El estudio es una pesquisa panorámica, sin la intención de analizar con rigor las prácticas pedagógicas o procesos de socialización del conocimiento en las instituciones visitadas.

            Palabras-llave: educación, inclusión, teorías pedagógicas, interacción social.

             Introdução  

            A prática foi realizada no Colégio de Aplicação Pio XII – localizado à Rua Boaventura do Amaral, 354 – Bosque – Campinas – SP, e também no Colégio Senemby, localizado à Rua Curumim, 151 – Centro – Caieiras – SP. Ambas as instituições fazem parte da rede particular de ensino, e atendem todas as faixas da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio). Destaque-se que uma das escolas visitadas – o Colégio Pio XII – tem caráter confessional. Trata-se de uma unidade de ensino e órgão complementar da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, mantida pela Sociedade Campineira de Educação e Instrução, da Arquidiocese de Campinas. O Plano Escolar de 2009 afirma: “Escola de princípios cristãos, de fundamentação católica, respeita em sua totalidade os credos aqui existentes. As celebrações litúrgicas são propostas a todos os membros da comunidade em forma de convite com ampla participação”. O Colégio Senemby é conveniado ao Sistema Anglo de Ensino e traz, em seu Plano Pedagógico, a missão de “formar o cidadão capaz de atuar harmonicamente e conscientemente no desenvolvimento de nossa sociedade, comprometido com a justiça e aberto a Deus e ao próximo”. Sendo assim, esse artigo tem como objetivo analisar as relações entre teoria e prática no ambiente escolar. A metodologia para desenvolver esse artigo foi articulada em observação de campo, entrevistas com profissionais da área, alunos e funcionários das instituições visitadas, pesquisa bibliográfica e análise de documentos das escolas.

             Articular teoria e prática: desafios e possibilidades

A partir do contato com as teorias de desenvolvimento psicológico – tanto por meio das leituras dos textos indicados quanto pela explanação em sala de aula, o grupo teve um breve substrato para buscar as relações entre as perspectivas abordadas pelos autores e os processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos no ambiente escolar. A observação sala de aula e as entrevistas com as equipes de trabalho nas duas instituições resultaram a percepção da influência dos autores trabalhados (Piaget, Vygostsky, Wallon, os novos russos – Leontiev e Davydov, 1992) na relação professor e aluno e também entre os colegas.

            Na relação professor e aluno, percebe-se em ambas as instituições o expediente da mediação como estratégia de desenvolvimento pedagógico. A intervenção do professor e a realização de atividades em grupo entre os alunos são indicadores de uma preferência pela autonomia da criança na construção do conhecimento. A socialização da linguagem – por meio da leitura coletiva, partilha de interpretação e incentivo ao contato com o livro – é outra característica de Vygotsky (1992) muito presente nas instituições visitadas. Um detalhe marcante, na observação das turmas do Ensino Fundamental, é que todas as atividades apresentadas têm o objetivo impresso e socializado entre os alunos/as.

            Nas duas instituições visitadas percebeu-se um cuidado dos professores/as em respeitar os estágios de desenvolvimento apresentados por Piaget (1992). Na sala de quarto ano (com crianças de nove anos de idade), por exemplo, as atividades de matemática ainda não traziam o conceito de variável. Na conversa com a professora responsável pela sala, foi revelada a preocupação em não apresentar uma abstração que as crianças ainda não seriam capazes de acompanhar – como numa equação em que apareça a figura do “x” como elemento a ser calculado. Dá-se preferência por situações-problema em que são dados exemplos de objetos compatíveis à realidade das crianças, como frutas, balas, doces, compras no supermercado, entre outros.

            Com as crianças entre 4 e 9 anos, nas duas instituições, o horário do intervalo é feito com toda a turma, estimulando a relação interpessoal e o desenvolvimento da relação de reconhecimento do outro.  Percebeu-se, no Colégio Pio XII, uma grande interação entre desenvolvimento motor e estímulo intelectual. Foi possível visualizar essa relação num trabalho interdisciplinar desenvolvido com as crianças de segunda série. O professor de Educação Física promoveu uma atividade de salto em distância. Cada salto foi medido com um pedaço de barbante. As crianças, na semana seguinte, apresentaram o barbante com o tamanho do salto à professora, que usou esse material para trabalhar a noção de metro e a seriação entre comprimento maior e menor. Outra característica que chamou atenção nas duas instituições foi o uso da dimensão lúdica, com atividades de música, teatro, contadores de histórias, entre outras. Tal aspecto favorece a relação entre motricidade e aperfeiçoamento intelectual, apregoado por Wallon (1992), além de estimular a afetividade e a criatividade na projeção da linguagem interior.

            A partir do estudo sobre escola e inclusão, realizado na Universidade, o grupo pôde constatar, como primeiro ponto de análise, a estrutura privada das duas escolas. Ambas as instituições têm, como fonte primordial de captação de recursos, a cobrança de mensalidade. Além disso, os dois planos escolares apresentam o termo “classe média” para caracterização sócio-econômica da clientela. No caso particular do Colégio Pio XII, ganha destaque a grande quantidade de alunos bolsistas. 41% dos estudantes têm bolsa parcial (50%) por serem filhos de funcionários da PUC Campinas e do Hospital Celso Pierro (mantidos pela mesma entidade). Outros 3,9% dos alunos têm bolsa integral por serem filhos de funcionários do próprio colégio.

            Nas duas escolas visitadas ficou visível a preocupação em incluir pessoas com deficiência ou necessidades especiais no processo pedagógico, possibilitando inclusive a conscientização dos alunos para acolher as limitações de cada criança. Em duas turmas acompanhadas, havia alunos em condição especial – um menino autista e uma garota com Síndrome de Dawn. Nas duas instituições, o acompanhamento dos pais e responsáveis – especialmente dos alunos incluídos – é incentivado, inclusive com a intervenção de profissionais especializados (fonoaudiólogo, psicólogo, entre outros), tanto dentro da escola quanto no ambiente familiar. O Colégio Pio XII, em parceria com a PUC Campinas, mantém ainda uma sala do CIAD (Centro Interdisciplinar de Atenção ao Deficiente) em que é realizado um trabalho gratuito de inclusão de pessoas da comunidade que tenham alguma deficiência mental ou motora.

           Considerações Finais

            Tendo em vista que o objetivo desse trabalho é estabelecer relações entre as teorias analisadas em sala e os processos desenvolvidos no ambiente escolar, conclui-se que muitas das contribuições dos teóricos são, de fato, aplicadas no ambiente de campo visitado. Além disso, percebe-se na formação do professorado que atua nos espaços citados a consciência sobre a importância dessas teorias e o caráter socializante do trabalho com os estudantes.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICACOLÉGIO PIO XII. Regimento Escolar. 2009
_____________. Projeto pedagógico. 2009
COLÉGIO SENEMBY. Regimento Escolar. 2009
_______________. Projeto Pedagógico. 2009
DUBET, François. Tema em destaque currículo, exclusão, inclusão. A escola e  exclusão. Cad. de Pesquisa, n º 119. São Paulo. 2003.
LA TAILLE, Yes de. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. Yes de La Taille, Marta Kohl de Oliveira, Heloysa Dantas. São Paulo, Summus, 1992.
LIBÂNEO, José Carlos. A didática e a aprendizagem do pensar e do aprender: a Teoria Histórico-cutural da Atividade é a contribuição de Vasili Davydov. Revista Brasileira de Educação. Nº 27, set/out/nov/dez 2004.
_________ (org.); FREITAS, Raquel A. M. da M. Vygostsky, Leiontiev, Davydov – Três aportes teóricos para a teoria histórico-cultural e suas contribuições para didáticas.

Partilha de fim de ano

Como é boa essa sensação de dever cumprido. Hoje fiz a última prova do ano. Confesso que poderia ter me saído melhor, mas acho que vai ser o suficiente pra ser aprovado.

Talvez ainda seja cedo pra fazer um super balanço de 2009. Mas estou especialmente empolgado pra escrever algumas coisas hoje…

Parece que quando as últimas pendências do ano vão sendo resolvidas, a gente fica mais leve.  A alegria é grande quando a gente vê aquele sinalzinho bonito, tipo um “V”, no checklist, e percebe que a lista de compromissos traz mais momentos de confraternização para celebrar do que atividades para terminar.

É fim de ano! E, ao contrário do que eu pensava do primeiro semestre, vejo que 2009 deixa o gramado com um saldo positivo. E, principalmente, como um belo presságio para os desafios e alegrias que estão por vir.

Reflexão sobre Lula e os Mahmuds

Lula e os Mahmuds:
Ontem o do Irã, depois do da Palestina,
Bibi Netanyahu não deu as caras
Ainda assim, seu nome surge: uma sina.

Muito se fala, muito se repercute, muito se comenta.
Nervos se exaltam, urânio se enriquece, A ONU se amedronta.
E o povo, coitado: lê, ouve, assite…
E, por fim, pergunta: em quem a razão se sustenta?

Muito se escreve, muito se copia…
Tenho certeza que a culpa é minha:
Política externa não é minha praia.
A ignorância, ao fim, me aninha.

Talvez seja ousadia minha,
mas vou pedir, de coração contrito:
Alguém me traz um mojito,
ou então, uma caipirinha?

Página 1 de 1912345»...Última »