Paulo Henrique Amorim, monopolista da esquerda e ex-PIG

O ex-jornalista Paulo Henrique Amorim (PT-RJ) gosta de apontar para a mídia e acusar colegas que nunca viu de serem pagos pelo PSDB, pelo presidente do Supremo, pelo Inri-Cristo, por qualquer um que não comungue das suas confusas teses sobre jornalismo e sobre o que é ser esquerdista no Brasil.

Compartilho então dois textos libertados pela Folha de S.Paulo nos últimos dias. Ambos de setembro de 1994.

O primeiro, da colunista Joyce Pascowitch:

Campainha
A princípio ele viraria um tipo de George Stephanopoulos, que fez o mesmo na campanha de Bill Clinton.
Mas Paulo Henrique Amorim acabou não vingando para ser porta-voz da campanha de Fernando Henrique Cardoso –mesmo porque a função não chegou a existir.

Seu nome continua na roda para o Planalto.
O de Carlos Monforte chegou a ser cogitado –e não foi totalmente descartado.
Nem o de uma mulher.”

Para assinantes do UOL e da Folha

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/9/21/ilustrada/3.html

O segundo:

“FHC ataca imprensa e diz que uso ilegal de verba pública é “fofoca”

FERNANDO DE BARROS E SILVA
O candidato tucano Fernando Henrique Cardoso voltou ontem a atacar a imprensa. Em Ribeirão Preto (319 km ao norte de São Paulo), FHC atribuiu a “fofocas” a revelação da Folha de que o governo do Ceará gastou dinheiro público na convenção que homologou sua candidatura.
“Não vou responder essas coisas mais, não. Chega”, afirmou. “Pergunte ao Ciro Gomes. Eu não tenho nada a ver com isso”.
O tucano ficou mais contrariado ainda quando a Folha lembrou que o gasto –US$ 6.700– foi feito por um governador do seu partido: “Levante o nível da Folha”.
Na última terça-feira, ao ser abordado sobre o uso da máquina do governo federal em sua campanha, FHC afirmou que a imprensa “deseduca” o eleitorado.
Ontem, em Ribeirão, FHC fez uma carreata pelas ruas principais da cidade, em cima de uma caminhonete, ao lado do deputado José Serra, candidato do PSDB paulista ao Senado, e do prefeito Waldir Trigo (PSDB), de Sertãozinho.
Ribeirão é administrada pelo PT. Foi fraca a recepção ao candidato. Houve queima de fogos em várias ruas, além de distribuição de bandeiras.
FHC não deu maior importância ao provável benefício à sua candidatura decorrente do acordo anunciado por empresários para controlar preços até dezembro.
“Você não acha que é boa a baixa dos preços?”, indagou: “Se a baixa de preços é boa para a minha candidatura e boa para o Brasil, o que é que eu vou fazer?”.
Em Campinas (100 km a noroeste de SP), onde participou de outra carreata, FHC disse que o uso eleitoral da máquina do governo é parte da “cultura brasileira”.
“É preciso ir modificando isso progressivamente. Eu sou contra, mas lá sei o que um fez ou o outro faz. Isso é da cultura brasileira.”
“Estão procurando agulha no palheiro porque não têm como criticar o plano. Querem ganhar no tapetão”, disse.
Ontem à noite, FHC fez um comício em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, no Rio. Segundo a PM, havia cerca de 2.500 pessoas. O comício foi organizado pelo senador Hideckel Freitas, do PPR.
Porta-voz
O correspondente da TV Globo em Nova York, Paulo Henrique Amorim, disse ontem à Folha que recusou o convite para ser porta-voz de FHC, se eleito.
Em entrevista por telefone, de Nova York, Amorim confirmou que foi convidado há aproximadamente dois meses, na época da crise que resultou na saída do então candidato a vice de FHC, Guilherme Palmeira.
Ele disse que recusou o cargo porque está “muito bem” como correspondente da TV Globo.”

Para assinantes do UOL e da Folha:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/9/10/caderno_especial/27.html

Ser procurado por aquele que viria a ser presidente não condena ninguém. Mas tampouco parece que um debate desse tipo – ser ou não ser porta-voz – chegaria aos jornais se o mocinho não tivesse mínima simpatia por FHC. Ah, mas no governo dele foi tudo diferente do que esperávamos, pode dizer ele.

Pode ser. O fato é que a simpatia estava lá. E que em 1994 PHA não achava que Lula é maior do que o Brasil, como escreveu outro dia em seu site.

Paulinho, tu é falso que nem nota de três real.

3 Comentários

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  • Uma vez, eu trabalhava no iG ainda, ele deu uma palestra aos jornalistas do último segundo. Eu perguntei como fazer pra ser um profissional independente, sem ser chapa branca. A resposta foi: “Esse negócio de independência no jornalismo é ingenuidade”.

    Mas pior ainda, eu acho, é o Nassif. Que depois de pagar 300 reais pra estagiario naquela agencia de merda, agora pede pra que seus leitores apurem os dossies que ele publica. De graça, claro.

  • Muito bem lembrado pelo comentarista anterior o sr. Luis Nassif, outra “metamorfose ambulante” político/ideológico/jornalística. Eu corro dos dois.

  • LN já é caso de polícia, não de jornalismo. O negócio dele é a Justiça. E a língua portuguesa também, com a qual ele não demonstra ter grande intimidade.

    PHA é mais humorista do que qualquer coisa – pelo menos é assim que eu o vejo, na base da brincadeira. E sou capaz de apostar minha coleção de camisas de clubes de futebol: ele será um dos grandes defensores do presidente José Serra, se eleito. Vai ser divertido.

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