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	<title>Blog do Raatz &#187; Ronaldinho Gaúcho</title>
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	<description>As fanfarronices e a falta de profissionalismo da civilização ocidental</description>
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		<title>A segunda volta de Ronaldinho Gaúcho</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 00:24:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raatz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A seis meses da Copa do Mundo, começa lentamente uma movimentação pela volta de Ronaldinho Gaúcho à Seleção Brasileira. O dentuço tem feito bons jogos pelo Milan, na sua melhor sequência, creio, desde antes da Copa da Alemanha. Ronaldinho voltou a driblar, a bater no gol, e não só a marcar um gol aqui outro ali de falta ou de pênalti. Mais do que isso, voltou a jogar pela faixa de campo que o consagrou no Barcelona, a &#8220;meia-ponta-esquerda&#8221;, como bem notou o romanista Gian Oddi<a href="http://colunistas.ig.com.br/abolanabota/2010/01/22/ronaldinho-um-esquerdista/"> na Bola na Bota</a>.</p>
<p>A última chance de Ronaldinho com a camisa da seleção foi a Olimpíada de Pequim. Pode até ter sido convocado depois (não me lembro), mas ali decepcionou Dunga. O atacante chegou à China com moral, a camisa 10 e uma missão: levar a seleção à inédita medalha de ouro olímpica. Falhou. Não foi decisivo. Não botou a bola debaixo do braço. Não comandou o time.</p>
<p>O grande problema de Ronaldinho Gaúcho é a deficiência crônica de liderança que ele tem. Em 2002, foi um coadjuvante de luxo perto de Ronaldo e Rivaldo. É verdade que ele decidiu o jogo mais difícil da Copa, contra a Inglaterra. É verdade também que tinha apenas 22 anos. Mas na Copa de 2006, no auge da carreira, Ronaldinho sucumbiu à pressão da camisa dez.</p>
<p>A própria faixa de campo na qual atua diz muito sobre a falta de protagonismo de Ronaldinho. Entre 2004 e 2006, Ronaldinho jogou no melhor time da década. Era uma equipe tecnicamente perfeita o time montado por Frank Riijkard. Xavi e Iniesta dominando o meio campo, com Deco na Armação central. Giuly jogava aberto pela direita, Ronaldinho pela esquerda e Eto&#8217;o no comando.  Ronaldinho dava seu show ali da ponta, perto da linha lateral. Se jogasse mal o caminho até o banco era mais curto.</p>
<p>Quando Dunga assumiu a seleção teve o grande mérito de identificar quais os problemas do time. Faltavam identidade e comando. De primeira, enquadrou Kaká e Ronaldinho e deixou claro que se eles não se adaptassem ele não tinha o menor problema em dar a camisa dez ao Elano. Kaká entendeu. Ronaldinho, não.</p>
<p>Ronaldinho teve chances durante dois anos com Dunga. Depois de Pequim, chegou ao fundo do poço. Já no Milan, parecia que havia perdido o tesão de jogar bola. Preferia &#8216;las noches de fiesta&#8217; que também o consagraram em Barcelona. A situação estava tão feia que houve quem cogitasse trazê-lo de volta ao Brasil. Felizmente, parece que ele acordou.</p>
<p>Nesse meio tempo, Kaká se tornou o dono da bola da seleção. É o craque, a referência, o dez. Nilmar anda comendo a bola e, no momento, está na frente de Robinho na briga por uma vaga no time titular. Isto transformou o Brasil numa equipe que joga com dois atacantes enfiados (Ele e Luís Fabiano), ambos municiados por Kaká. Mais atrás, Elano, Felipe Melo e Gilberto Silva fazem a contenção.  É o 4-3-1-2 do Zagallo.</p>
<p>Nesse esquema tático, Ronaldinho não tem vez. Um atacante teria que se deslocar pra direita, para ambos atuarem no 4-2-3-1 do Barcelona. Nem Nilmar, nem Luis Fabiano e nem Adriano têm essas característica. Robinho, sim. E é com ele que Ronaldinho vai brigar. E eu realmente acredito que se Ronaldinho for pra Copa como opção, não com o peso do protagonismo sobre ele, poderá fazer a diferença. O problema é que Dunga, teimoso como um anão zangado, não irá deixar na mão quem ele confiou durante quatro anos, mesmo jogando mal. Mas isso já é um assunto para o próximo post&#8230;</p>
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