Top 5 covers
Tem gente que acha, e o pessoal da minha banda é assim, que cover não serve para nada. Que legal mesmo é compor música própria. Eu penso diferente. Há, sim, muito valor, em dar uma cara nova a algo que outra pessoa escreveu. Afinal, na arte, como na vida, nada é original. Tudo são idéias que vamos aprimorando, recortando, e recombinando.
Se o cara é Músico, assim com M maiúsculo, mesmo, transforma uma música lixo em obra-prima, pega uma obra prima e consegue melhorar, ou mesmo, reconstruir algo muito ruim.
Um exemplo é o senhor John R. Cash, que conseguiu transformar esta bosta do Nine Inch Nails em uma obra-prima. A transformação da canção foi tanta que parece que foi o próprio Cash que a escreveu, antes de morrer, para que lhe servisse de epitáfio.
A versão “Chupa, Trent Reznor”
A versão do Nine Inch Nails
Outra cover que eu gosto muito é a de Here She Comes Now, do Velvet Underground, gravada pelo Nirvana. Tudo bem, vai, sou suspeito pra falar. Mas a interpretação do Kurt, principalmente na versão acústica dá muito mais vida à música. Faz o Lou Reed parecer ’simples’.
A versão ‘atormentada’
A versão ‘barulhinho de verão’
Têm ainda outras três covers que eu gosto muito. A primeira, delas, na verdade é a versão que o Herbert Vianna fez pra Track Track, do Fito Paez. Tem uma pegada bem mais roqueira que a original e mostra a sensibilidade do Herbert de adaptar a letra sem fazer ela perder o sentido original.
Versão made in brasil
Versión hermanita
Outra cover que me arrepia é a que o Eddie Vedder fez pra “You got to hide your love away”, dos Beatles. O Chris Cornell tentou tb, mas não ficou tãaaaao boa.
Eddie
Chris
Beatles
Pra terminar, tem o cover que o Foo Fighters fez pra Rock’n'roll, do Led. Não contaria mto, pq o Jimmy Page e o John Paul Jones tocam junto, mas vale pra ouvir o Dave ‘mão pesada’ Ghrol fazendo as vezes de John Boham e o Taylor Hawkins com uma imitação bem honesta de Robert Plant.
Tocar com o Led: o sonho de qualquer moleque
Quem sabe faz ao vivo
Acho cover uma coisa muito difícil de fazer, mas que pode ser genial, e não só na música. O Borges era especialista em fazer “cover” de outros livros. Acho que, no final, só existe uma coisa errada em fazer música (ou escrever livro): fazer música ruim
Não confunda releitura com cover…
Você foi injusto com o Nine Inch Nails, só digo isso.